Como a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode lidar com o próprio ciúme?
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Como a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode lidar com o próprio ciúme?
A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline pode lidar com o ciúme aprendendo a reconhecer a emoção sem reagir impulsivamente. Isso envolve identificar gatilhos, observar pensamentos distorcidos e praticar técnicas de regulação emocional, como respiração, mindfulness ou afastamento temporário da situação. É importante também comunicar sentimentos de forma clara e não acusatória, buscando expressar necessidades sem controlar o outro. O acompanhamento psicoterápico contínuo, especialmente em terapias como a Dialética Comportamental, auxilia a desenvolver essas estratégias, reduzir a intensidade do ciúme e melhorar a estabilidade emocional e os relacionamentos.
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Aprendendo a perceber os sinais antes que o impulso tome conta. É importante desenvolver recursos de regulação emocional, compreender os gatilhos e, principalmente, construir um espaço interno de segurança, onde o afeto não dependa da confirmação constante do outro. O ciúme não desaparece, mas deixa de controlar a vida quando encontra acolhimento e sentido.
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Em primeiro lugar, o ciúme no TPB deve ser compreendido como um fenômeno que se relaciona com sentimentos de perda, abandono ou da instabilidade do vínculo. Do ponto de vista clínico, a escuta deve reconhecer a dor implicada no ciúme, ao mesmo tempo em que diferencia sentimento e comportamento, pois o que se faz com o que se sente é o diferencial na manutenção das relações.
Assim, é importante reconhecer e nomear os afetos, pois o ciúme costuma encobrir sentimentos primários como desamparo, raiva e vergonha. É importante também investigar como o ciúme emerge nas situações: mudanças de rotina, presença de terceiros? Identificar esses gatilhos ajuda a perceber a história de sofrimento inerente aos medos relacionados ao ciúme.
A partir disso, a elaboração do sentimento pode ocorrer através da relação psicoterapêutica entre paciente e psicólogo, devido ao espaço privilegiado que se configura na clínica como forma de trabalhar essas dinâmicas, especialmente quando o ciúme se atualiza na transferência. A psicoterapia visa ampliar a capacidade do sujeito de sustentar vínculos sem recorrer a estratégias de controle ou ruptura como formas de defesa.
Em primeiro lugar, o ciúme no TPB deve ser compreendido como um fenômeno que se relaciona com sentimentos de perda, abandono ou da instabilidade do vínculo. Do ponto de vista clínico, a escuta deve reconhecer a dor implicada no ciúme, ao mesmo tempo em que diferencia sentimento e comportamento, pois o que se faz com o que se sente é o diferencial na manutenção das relações.
Assim, é importante reconhecer e nomear os afetos, pois o ciúme costuma encobrir sentimentos primários como desamparo, raiva e vergonha. É importante também investigar como o ciúme emerge nas situações: mudanças de rotina, presença de terceiros? Identificar esses gatilhos ajuda a perceber a história de sofrimento inerente aos medos relacionados ao ciúme.
A partir disso, a elaboração do sentimento pode ocorrer através da relação psicoterapêutica entre paciente e psicólogo, devido ao espaço privilegiado que se configura na clínica como forma de trabalhar essas dinâmicas, especialmente quando o ciúme se atualiza na transferência. A psicoterapia visa ampliar a capacidade do sujeito de sustentar vínculos sem recorrer a estratégias de controle ou ruptura como formas de defesa.
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