Como a psicanálise compreende as relações afetivas no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

Como a psicanálise compreende as relações afetivas no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

5 respostas


Olá! Você pergunta sobre o borderline, mas esse é, antes de tudo, um nome dado por um diagnóstico. Para a psicanálise, a questão é: o que esse nome diz de você e do modo singular como você ama e sofre? É aí que o tratamento começa.

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Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. A psicanálise entende que vínculos são marcados por ambivalência, medo de perda e idealização seguida de desvalorização. A pessoa busca fusão emocional, mas teme rejeição. Isso gera relações intensas, instáveis e carregadas de angústia. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços


Pela psicanálise, as relações afetivas no TPB são compreendidas como marcadas por uma grande intensidade emocional e por dificuldades na integração das experiências com o outro. Isso pode levar a oscilações entre idealização e desvalorização, em que a mesma pessoa pode ser vivida ora como extremamente importante e protetora, ora como frustrante ou ameaçadora. Esse funcionamento está ligado, em geral, à dificuldade de sustentar a ambivalência e à sensibilidade elevada a sinais de afastamento ou rejeição, o que ativa angústias de abandono. Assim, os vínculos tendem a ser vividos de forma muito intensa, mas também instável, refletindo conflitos internos que ainda não foram plenamente simbolizados e elaborados.


Sob a perspectiva psicanalítica, as relações afetivas no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são compreendidas a partir da história emocional e da forma como o sujeito construiu seus vínculos ao longo do desenvolvimento. Os relacionamentos costumam ser vividos com grande intensidade, sendo acompanhados por forte necessidade de proximidade, sensibilidade à rejeição e medo de abandono. Em razão desse funcionamento psíquico, é comum que os vínculos sejam marcados por oscilações entre idealização e desvalorização do outro, gerando sofrimento e instabilidade nas relações. Essas mudanças não representam falta de afeto, mas refletem dificuldades em lidar com emoções intensas, frustrações e sentimentos ambivalentes, que fazem parte de qualquer relacionamento. Na psicoterapia psicanalítica, busca-se compreender o significado desses padrões relacionais, considerando a singularidade da história de cada paciente. A escuta analítica e o vínculo terapêutico favorecem a elaboração dos conflitos emocionais, ampliam a capacidade de reconhecer e simbolizar os próprios sentimentos e contribuem para o desenvolvimento de formas mais estáveis e satisfatórias de se relacionar. É importante destacar que pessoas com TPB podem construir vínculos saudáveis e duradouros. Com um tratamento adequado e individualizado, muitas desenvolvem maior estabilidade emocional, melhor compreensão de si mesmas e relações afetivas mais seguras e consistentes.

Clarice Coelho

Clarice Coelho

Psicanalista

Curitiba

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Na visão psicanalítica, as relações afetivas no TPB são compreendidas a partir de conflitos emocionais profundos, dificuldades na construção da identidade e formas primitivas de lidar com sentimentos intensos. Podem ocorrer medo de abandono, dependência afetiva, dificuldade em integrar aspectos positivos e negativos do outro e oscilações entre idealização e desvalorização. A psicanálise busca compreender as origens desses padrões e como eles se repetem nos vínculos atuais.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.