Como alterações nas funções executivas afetam os relacionamentos interpessoais em indivíduos com Tra
Como alterações nas funções executivas afetam os relacionamentos interpessoais em indivíduos com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), na perspectiva da neuropsicologia?
4 respostas
Boa noite. As funções executivas são um conjunto de habilidades mentais que ajudam a pessoa a planejar, controlar impulsos, regular emoções, mudar estratégias de pensamento e avaliar consequências antes de agir. No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a neuropsicologia aponta que pode haver dificuldades nessas funções, principalmente no controle de impulsos e na regulação emocional. Isso pode impactar diretamente os relacionamentos interpessoais. Na prática, essas alterações podem fazer com que a pessoa tenha mais dificuldade em “pausar” antes de reagir em situações de conflito, podendo responder de forma mais intensa ou impulsiva diante de sentimentos de rejeição, frustração ou insegurança. Também pode haver dificuldade em manter uma visão mais estável da situação ao longo do tempo, o que contribui para mudanças rápidas na percepção do outro e para conflitos nas relações. Apesar disso, essas funções podem ser fortalecidas ao longo do tratamento psicológico, especialmente quando há desenvolvimento de estratégias de autorregulação emocional e maior consciência dos próprios padrões de resposta.
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Na neuropsicologia, alterações nas funções executivas no TPB comprometem o controle inibitório, a flexibilidade cognitiva e a tomada de decisão, levando a impulsividade, dificuldade de regular emoções e interpretações rígidas das situações, o que favorece reações intensas, instabilidade e conflitos nos vínculos; sob um viés psicanalítico, essas falhas de mediação se articulam a um ego fragilizado que tem menor capacidade de simbolizar e elaborar afetos, fazendo com que angústias sejam descarregadas na relação com o outro, repetindo padrões de dependência, idealização e desvalorização.
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. Déficits em controle inibitório, flexibilidade cognitiva e tomada de decisão dificultam regular emoções, avaliar consequências e interpretar sinais sociais. Isso gera impulsividade, conflitos e oscilações nos vínculos. A neuropsicologia ajuda a mapear esses padrões para orientar intervenções. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços
Na perspectiva da neuropsicologia, alterações nas funções executivas no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem afetar os relacionamentos interpessoais por influenciarem o controle de impulsos, a tomada de decisões, a flexibilidade cognitiva e a regulação emocional. Essas dificuldades podem contribuir para reações intensas em conflitos, dificuldade em avaliar consequências dos próprios comportamentos, mudanças rápidas de opinião sobre as pessoas e problemas na resolução de situações sociais, prejudicando a estabilidade dos vínculos.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.
