Como o agressor manifesta sua crise existencial por meio do bullying?

3 respostas
Como o agressor manifesta sua crise existencial por meio do bullying?
Quando Pedro fala de Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo."
Essa frase é uma abordagem inicial possível para essa pergunta. É possível inferir algo de como o "bully" pratica esse ato violento, mas há um limite para tal interpretação. As pessoas são complicadas, e é difícil dizer como uma prática manifesta uma possível crise existencial de um sujeito. No entanto, para ir um pouco além no contexto dessa pergunta, podemos analisar o conteúdo do bullying e, a partir daí, buscar uma imagem maior daquela pessoa. Mas, mais importante que isso, tanto para quem sofre quanto para quem pratica, é importante que possam falar, separadamente, sobre como aquilo afeta cada um deles. O bullying é uma prática violenta que coloca o ego em jogo, dos dois lados, e que pode afetar profundamente quem o sofre. Achei importante a pergunta que traz esse questionamento para o outro lado, de quem pratica, em que certamente podemos afirmar que há uma afetação ali.

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O agressor manifesta sua crise existencial no bullying ao projetar sua dor interna sobre o outro. Incapaz de lidar com sentimentos de vazio, insegurança ou inferioridade, ele tenta reafirmar seu valor através da dominação e do controle. O ato de humilhar o outro funciona como uma fuga de si mesmo e da própria responsabilidade existencial. Assim, o bullying se torna uma tentativa distorcida de encontrar sentido e poder em meio à falta de propósito e à negação da própria vulnerabilidade.
 Nadia Carvalho Orizio
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Para a psicanálise, o agressor manifesta sua crise existencial transformando seu vazio e impotência interna em dominação externa.
​Os principais mecanismos são:
​Identificação Projetiva: O agressor não suporta suas próprias fragilidades e inseguranças. Ele as projeta na vítima e as ataca nela para sentir que as destruiu em si mesmo.
​Compensação de Impotência: Para fugir de um sentimento de insignificância, ele cria uma "onipotência defensiva". O domínio sobre o outro preenche ilusoriamente o vácuo de sentido em sua vida.
​Busca de Reconhecimento: Na falta de vínculos de afeto, o agressor prefere ser temido a ser invisível. O medo da vítima confirma que ele "existe" e tem impacto no mundo.
​Repetição do Trauma: Frequentemente, ele inverte o papel de uma violência que sofre (em casa, por exemplo), deixando de ser a vítima passiva para ser o agressor ativo, tentando dominar retroativamente sua própria dor.

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