Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen

Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.

8 respostas


O que você está sentindo é muito humano e mais comum do que parece. O desejo de construir um vínculo profundo, compartilhar a vida com alguém e sentir pertencimento faz parte de necessidades importantes do ser humano. Ter 25 anos e ainda não ter vivido esse tipo de relacionamento não significa que há algo de errado com você ou que esteja "atrasado". Não existe uma idade certa para encontrar alguém ou para viver uma relação significativa. Também não é necessário esperar que a vida esteja completamente resolvida para buscar um relacionamento. Ao mesmo tempo, é importante que a felicidade não fique condicionada exclusivamente à chegada de outra pessoa. Construir uma vida com sentido, investir em si mesmo e se abrir para novos vínculos são processos que podem acontecer ao mesmo tempo. A psicoterapia pode ser um espaço para refletir sobre esses desejos, compreender suas expectativas sobre o amor e sobre as relações que você estabelece. Muitas vezes, mais importante do que encontrar a pessoa "certa" é compreender quem você deseja ser dentro de uma relação e quais vínculos realmente fazem sentido para a sua vida. Se precisar conversar mais sobre isso, saiba que estou à disposição.

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O desejo de conexão profunda que você sente desde a adolescência, a tristeza de ainda não ter vivido isso de forma plena e a angústia de já deveria saber lidar com isso aos 25 são sentimentos muito humanos e muito mais comuns do que a gente imagina. Você não está sendo fútil. Está sendo honesto consigo mesmo. Muitas pessoas carregam essa sensação de falta e de vulnerabilidade, especialmente quando já tiveram relacionamentos mais superficiais e sentiram que não era a pessoa certa. A pressão de ter a vida resolvida carreira, estabilidade, felicidade antes de se permitir buscar alguém também costuma pesar bastante. Não existe uma regra que diga que você precisa estar 100% estável e completo antes de se abrir para um relacionamento. Ao mesmo tempo, quanto mais você se conhece, se acolhe e constrói uma relação saudável consigo mesmo, mais fácil fica reconhecer e sustentar uma conexão verdadeira com outra pessoa. Os dois movimentos podem caminhar juntos. Na terapia a gente cria um espaço seguro para explorar exatamente isso, de onde vem esse desejo tão antigo de intimidade, o que tem atrapalhado a construção de relações mais profundas, como lidar com a angústia e com a pressão do tempo, e como se permitir viver a partilha de vida sem se abandonar no processo. Você não precisa ter todas as respostas agora. Podemos caminhar juntos nessa busca de compreensão e de mais leveza. Se quiser, posso te acolher em uma primeira conversa (online ou presencial em Brasília). É um espaço só seu, sem julgamento e no seu ritmo. Psicóloga Rosani Isobe CRP 01/24007

Rosani Isobe

Rosani Isobe

Psicólogo

São Paulo

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Antes de tudo, quero dizer que seu sofrimento é compreensível. O desejo de construir uma relação íntima, de compartilhar a vida com alguém e sentir que existe um vínculo profundo é uma necessidade humana legítima. Isso não torna você fútil nem significa que haja algo de errado por desejar um relacionamento. Pelo seu relato, parece que sua angústia não está apenas em estar solteiro, mas em viver uma sensação de que a felicidade ou a vida "começarão de verdade" somente quando encontrar a pessoa certa. Esse tipo de pensamento pode gerar um ciclo difícil: quanto mais você tenta encontrar a resposta perfeita sobre quando, como e com quem se relacionar, maior pode ser a ansiedade e a sensação de estar parado. Também chama atenção a ideia de que você precisa alcançar estabilidade profissional, felicidade ou uma versão "pronta" de si mesmo antes de viver um relacionamento. Embora seja importante investir na própria vida, não existe uma regra de que só podemos nos relacionar quando tudo estiver resolvido. Na prática, muitas pessoas constroem suas carreiras, amadurecem e enfrentam desafios enquanto também constroem vínculos afetivos. Em vez de perguntar "Quando serei feliz?", talvez seja mais útil perguntar: "Que tipo de vida e de relacionamento fazem sentido para mim hoje, mesmo que eu ainda esteja em construção?" Essas perguntas costumam abrir espaço para escolhas mais alinhadas aos seus valores, em vez de mantê-lo esperando o momento perfeito. A psicoterapia pode ajudá-lo justamente nesse processo: compreender por que essa busca tem sido tão angustiante, identificar pensamentos que alimentam a dúvida constante, trabalhar o medo da vulnerabilidade e desenvolver formas mais flexíveis de se relacionar consigo mesmo e com os outros. O objetivo não é eliminar o desejo de ter um relacionamento, mas fazer com que ele deixe de ser a condição necessária para sentir que sua vida pode seguir em frente. Você tem apenas 25 anos, e não existe uma idade em que todas essas respostas precisem estar definidas. A vida afetiva não segue um cronograma único, e construir uma relação significativa depende muito mais da disposição para conhecer alguém de forma autêntica do que de atingir um estado de estabilidade ou perfeição. É possível continuar investindo na sua carreira e, ao mesmo tempo, permitir-se viver encontros e construir intimidade, sem precisar esperar que tudo esteja resolvido primeiro.

Dra. Maiara Correa

Dra. Maiara Correa

Psicólogo

Florianópolis

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Sua sensação me parece bastante desafiadora. Entendo que queira um companheiro ou companheira e que isso seja relevante para você. A ideia não é sobre procurar, mas sobre se permitir se expor. Da forma que você escreveu, me soou que você não se permite procurar ninguém. É difícil responder a você sem conhecê-lo direito, mas o que posso afirmar é que acompanhamento psicológico pode ser um bom caminho para ter uma nova perspectiva de como você lida com sua vida e aceitar certos processos com os quais você não esteja conseguindo lidar ainda. Não é possível criar metas com questões ligadas a decisões de outras pessoas. Não é sobre desistir de encontrar um relacionamento mais íntimo, mas sobre aprender a viver a vida sem depender de um. Se fizer sentido para você, estarei à disposição para acompanhá-lo(a) nesse processo.


Procuramos sempre uma resposta pronta, uma fórmula mágica, não é mesmo?? Você pergunta quando será feliz, mas talvez a questão mais importante seja outra: o que faz você acreditar que a felicidade chegará apenas quando alguém ocupar esse lugar? Às vezes, o sofrimento não nasce apenas da ausência de um relacionamento, mas do significado que damos a essa ausência. Vale a pena permanecer um pouco nessa pergunta antes de buscar uma resposta.


Olá, seja bem vindo, você mostrou vários aspectos do seu momento de vida, foi muito corajoso em expor seu sofrimento. Primeiro, eu recomendo pensarmos de duas formas. Existe a sua dúvida principal sobre ainda não ter um relacionamento profundo aos 25 anos. Independente da quantidade de tentativas, sim, é possível que você não encontre alguém que te entenda profundamente, ou seja, fique sempre na superfície dos sentimentos. Isso é muito comum. Então, não se julgue como culpado nesse momento. A outra forma é que você não precisa esperar ter sucesso numa carreira profissional para ter relacionamentos sociais e amorosos. A relação humana deve ser espontânea, sincera, ou seja, se ela acontecer, viva essa relação. É muito importante verificar o quanto você tem preocupações que possam distanciar as pessoas, como a regra de esperar o sucesso, por exemplo. Assim como essa forma de pensamento, podem existir outras formas que o impedem de seguir mais tranquilo nos relacionamentos, sociais ou amorosos. Eu deixo esse pensamento no ar, para você se olhar e refletir. Isto posto, acho que você já notou como é complexa essa relação entre querer e ter. De um lado tem a ansiedade de querer um relacionamento, e do outro, a dificuldade de mantê-lo. Caso você tenha muita dificuldade com essa reflexão, procure um profissional da Psicologia, ele pode te ajudar a entender essa situação.

Tadeu Manfroni

Tadeu Manfroni

Psicólogo

São Paulo

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Você não precisa estar com a vida completamente estável para se relacionar, nem existe uma idade em que já deveria ter todas essas respostas. O cuidado é não colocar em outra pessoa a responsabilidade de finalmente torná-lo feliz, pois isso pode gerar pressa e fazer você aceitar relações que não combinam com o que deseja. Continue construindo sua vida enquanto conhece pessoas, observando reciprocidade, profundidade e segurança emocional. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender melhor essa angústia, o medo de ficar sozinho e o tipo de vínculo que busca.


Olá! O que você descreve é uma experiência profundamente humana. O desejo de construir um vínculo íntimo, compartilhar a vida com alguém e sentir que pertence a uma relação significativa faz parte de uma necessidade afetiva presente em muitas pessoas. Portanto, o fato de isso lhe causar angústia não significa que você seja fútil ou que exista algo de errado com você. Pelo seu relato, parece que esse desejo o acompanha desde muito cedo e continua ocupando um espaço importante na sua vida. Ao mesmo tempo, você demonstra receio de que a felicidade fique condicionada ao início de um relacionamento, o que faz surgir perguntas como: "Quando serei feliz?" ou "Preciso esperar minha vida estar resolvida para procurar alguém?". Acredito que essas perguntas merecem ser olhadas com cuidado. Você não precisa esperar que sua vida esteja completamente estável para se relacionar. Na realidade, poucas pessoas iniciam um relacionamento quando "tudo já está resolvido". Relacionamentos saudáveis costumam ser construídos justamente enquanto as pessoas continuam crescendo, enfrentando desafios e desenvolvendo seus projetos de vida. Ao mesmo tempo, também não é necessário adiar seus objetivos pessoais até encontrar alguém. Construir uma carreira, desenvolver amizades, cuidar da saúde e investir em atividades que tenham significado para você não são caminhos opostos ao desejo de viver uma relação afetiva; eles podem caminhar juntos. Outro aspecto que chamou minha atenção foi quando você disse que já viveu alguns relacionamentos, mas sentiu que nenhuma daquelas pessoas era "a pessoa certa". Isso pode refletir apenas que aqueles vínculos realmente não eram compatíveis com aquilo que você busca, mas também pode ser uma oportunidade para refletir sobre quais características você considera essenciais em uma relação e como tem construído esses encontros. Na perspectiva comportamental contextual, o amor não costuma ser entendido como algo que encontramos apenas quando estamos completamente prontos, mas como um processo de construção. Relacionamentos envolvem vulnerabilidade, escolhas, imperfeições e disposição para conhecer o outro enquanto continuamos conhecendo a nós mesmos. Talvez uma mudança de perspectiva possa ajudar: em vez de perguntar "quando serei feliz?", experimentar perguntar "como posso construir uma vida que faça sentido para mim, enquanto permaneço aberto à possibilidade de compartilhar essa vida com alguém?". Dessa forma, o relacionamento deixa de ser a condição para que a vida comece e passa a ser uma parte importante dela, quando acontecer. Se essa angústia tem sido frequente ou faz você sentir que sua vida está sempre "em espera", a psicoterapia pode ajudá-lo a compreender melhor esse desejo, trabalhar as expectativas relacionadas aos relacionamentos e desenvolver uma forma mais gentil de lidar com essa fase da vida. O fato de você ter 25 anos e ainda não ter vivido a relação que deseja não significa que esteja atrasado. Cada pessoa constrói sua trajetória afetiva em um ritmo diferente, e isso não diminui suas chances de desenvolver um relacionamento profundo e significativo no futuro. Espero ter ajudado. Rodrigo Vieira Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)

Rodrigo  Vieira

Rodrigo Vieira

Psicólogo

Rio de Janeiro

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