Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com
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Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com a frustração em relação aos obstáculos no tratamento?
No Transtorno de Personalidade Borderline, a frustração diante dos obstáculos no tratamento frequentemente reativa vivências de falha e abandono, fazendo com que qualquer impasse seja sentido como prova de que “nada funciona”; o trabalho do terapeuta não é evitar a frustração, mas torná-la pensável, nomeando quando ela aparece e ligando-a às expectativas — muitas vezes idealizadas — sobre a terapia e sobre si; ao sustentar o enquadre sem ceder à urgência de “consertar” rapidamente, o terapeuta permite que o paciente experimente que a continuidade é possível mesmo quando algo não avança como esperado; além disso, ao recolocar os impasses como parte do processo e não como interrupção dele, favorece-se uma relação menos absoluta com o erro e a dificuldade, onde a frustração deixa de ser vivida como ruptura e passa a operar como elemento que pode ser elaborado, abrindo espaço para uma implicação mais estável com o próprio percurso analítico.
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Muitas vezes, para pacientes com esse diagnóstico, a autocobrança causa muita frustração. O profissional que acompanha esses pacientes deve estar atento a isso, e fazer com o que o tratamento seja leve e mostrar que os obstáculos podem ser vencidos.
A frustração diante dos obstáculos no tratamento é algo esperado e pode ser muito difícil para o paciente. O terapeuta pode ajudar acolhendo essa sensação e mostrando que o processo não é linear, incentivando uma visão mais paciente e realista sobre o tempo das mudanças.
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