Como o terapeuta pode incentivar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a aceit
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Como o terapeuta pode incentivar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a aceitar que mudanças em sua personalidade e comportamentos exigem tempo e paciência?
No Transtorno de Personalidade Borderline, a dificuldade em aceitar o tempo do processo costuma estar ligada à urgência de aliviar o sofrimento e à lógica do tudo ou nada, então o terapeuta não trabalha impondo paciência, mas construindo, na própria experiência analítica, a possibilidade de sustentar o tempo sem ruptura; isso implica nomear a pressa quando ela aparece, ligando-a ao medo de estagnação ou abandono, ao mesmo tempo em que se evidencia, de forma pontual, pequenas transformações que o paciente tende a desconsiderar; ao manter o enquadre estável e não ceder à demanda por mudanças imediatas, o terapeuta oferece uma experiência onde algo pode se modificar justamente pela repetição e pela continuidade; assim, a ideia de tempo deixa de ser vivida como obstáculo e passa a ser reconhecida como condição do próprio trabalho psíquico, permitindo que o paciente se implique no processo sem precisar de garantias rápidas de resultado.
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Os pacientes que tem o diagnóstico de transtorno de personalidade Borderline tem uma tendência a se cobrar muito, até se cobrar por uma melhora. É importante que o profissional esteja atento a isso, conduzindo a escuta para que perdure no tempo.
Incentivar a aceitação de que mudanças levam tempo envolve validar a impaciência e a frustração, ao mesmo tempo em que se reforça que o processo terapêutico é construído passo a passo, com consistência e pequenos avanços ao longo do caminho.
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