Dois anos e meio de relacionamento,minha parceira a duas semanas teve corrimento e sangramento, e ag

1 respostas
Dois anos e meio de relacionamento,minha parceira a duas semanas teve corrimento e sangramento, e agora estou com clamídia.
Pergunta é:
Tem possibilidade de ela ser assintomática e só
agora ter me passado ?
Ou ela pode ter se relacionado com outra pessoa e ter contraído?
O que é mais fácil de ter acontecido ?
E tem exames que confirmem quanto tempo o vírus tá no organismo?
Dra. Luciana Tabby Gubel
Psicólogo, Sexólogo
São Paulo
Sim, existe a possibilidade de sua parceira ser assintomática e a infecção só ter sido identificada agora. A clamídia é uma infecção sexualmente transmissível causada por bactéria, e não por vírus, e um dos seus principais aspectos clínicos é justamente poder permanecer silenciosa por meses ou até anos. Muitas pessoas nunca apresentam sintomas evidentes, o que faz com que a transmissão aconteça sem que ninguém perceba.

Do ponto de vista médico, não é possível determinar com precisão quando ocorreu o contágio. Os exames disponíveis detectam a presença da bactéria no organismo, mas não conseguem datar a infecção. Portanto, eles não permitem concluir se a transmissão foi recente ou antiga.
Entendo sua chateação e preocupação mas, não se utiliza o resultado da clamídia como prova de infidelidade, justamente porque a evolução silenciosa é muito comum e imprevisível.

O mais importante agora é o manejo de saúde:
Ambos precisam realizar tratamento completo com antibiótico prescrito por médico. O tratamento deve ser feito simultaneamente, mesmo que um não tenha sintomas. É necessário evitar relações sexuais até a liberação médica, para prevenir reinfecção.
Outras ISTs costumam ser rastreadas junto, por cuidado integral.

Do ponto de vista psicológico e relacional, esse tipo de situação costuma gerar ansiedade, desconfiança e tentativas de encontrar uma explicação definitiva. Porém, a ciência mostra que nem sempre há uma resposta cronológica clara. Nesses casos, o caminho mais saudável é focar em cuidado, tratamento e diálogo aberto, evitando conclusões baseadas apenas no emocional do diagnóstico.

Se houver dificuldade em conversar sobre o tema ou se isso estiver abalando a relação, pode ser útil buscar acompanhamento terapêutico para que o casal consiga elaborar a situação com menos culpa, medo ou acusações e mais compreensão e responsabilidade compartilhada. Estou á disposição para isso também.

Espero ter ajudado!

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