dos 17 aos 19 anos de idade fiquei sem ter nenhum ciclo menstrual, ao investigar com exames de sangu
dos 17 aos 19 anos de idade fiquei sem ter nenhum ciclo menstrual, ao investigar com exames de sangue meu TSH estava em 446,0 mesmo após repetir esse exame diversas vezes, esse de fato foi o resultado final, fui diagnosticada com Tireoidite de Hashimoto pelo exame de sangue e também pelo USG (que apresentou difusamente heterogênea, com presença de septações fibrosas de permeio, sugerindo tireoidite linfocítica crônica (Hashimoto)). Faço uso de Puran T4 (o próprio já que o genérico não nos deu o efeito desejado) 200mcg ao dia, os exames de sangue variam sempre entre 14 e 60,0 nos valores do meu TSH com o uso do medicamento diário em jejum e sem ingerir alimentos. Recentemente fiz um exame que deu TSH 2,4 e após 2 semanas voltou a 16,0. Tenho ATPO altíssimo e nunca baixou, tenho sintomas de queda de cabelo, depressão, espasmos musculares, perda de apetite, cansaço, fadiga, unhas com texturas diferentes, palpitações. Faço acompanhamento há 3 anos, por ser pelo SUS quase sempre troca de médico e o tratamento é sempre instável, não me sinto bem há 3 anos, hoje com 21 anos estou vivendo um completo desânimo na minha vida. Alguma sugestão médica que possa me ajudar? Algum tipo de acompanhamento online que eu possa fazer, já que na minha cidade custa R$ 700,00 o valor da consulta. (?)
7 respostas
boa tarde, realmente pelo quadro que voce descreve esta com um hipotireoidismo descompensado, e tal vez se voce descreve que toma do jeito certo a medicação pode ser que tenha algum problema na absorção da medicação. Nestes dias com a telemedicina podemos ter mais acceso aos serviços de saude, oriento marcar consulta com endocrinologista, voce pode marcar a traves do meu perfil e podemos ver a detalhe seu problema.
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Existem algumas situações que podem explicar a necessidade de altas doses de Puran T4, sem o controle adequado do Hipotireoidismo e que devem ser avaliadas: 1. Tomada incorreta da medicação (por esquecimento de dose ou jejum insuficiente) 2. Consumo de alimentos / suplementos / outros medicamentos no café da manhã que interferem com a absorção do Puran 3. Problemas de absorção do próprio estômago e/ou intestino 4. Erros laboratoriais pela presença de interferentes que aumentam falsamente os valores de TSH O primeiro passo é sempre garantir o uso correto da medicação. Tome todos os dias sem falta, apenas com uma pequena quantidade de água, sem outros medicamentos junto e respeitando um tempo de jejum de pelo menos 30 minutos. Não deixe o comprimido solto dentro de caixinhas para remédio, retire ele da embalagem no momento em que for tomá-lo, pois ele é sensível à luz. Evite usar suplementos com cálcio ou ferro no café da manhã, bem como o consumo de derivados de leite, soja e mamão papaya nessa refeição. Pessoas com Hashimoto, que é uma doença auto-imune (o corpo "ataca" o próprio corpo), podem ter outras doenças auto-imunes que atrapalham a absorção do remédio e dos nutrientes, devendo ser investigadas nessa situação (por exemplo, Doença Celíaca e Anemia Perniciosa (Gastrite Auto-Imune). É necessário consultar um profissional para entender exatamente o que está acontecendo, porém essas medidas do dia a dia que eu citei sobre a tomada correta já podem ser adotadas desde já.
Olá, tudo bem? Primeiramente prazer em conhecer você, é uma grande satisfação te ter por aqui e poder te auxiliar! Vamos lá: mesmo o hormônio da tireoide estando muita das vezes compensado vejo que vários pacientes ainda assim apresentam sintomas como cansaço, fadiga, em indisposição, unhas e cabelos ruins, entre outros. Sugiro não fazer nada por conta própria e buscar ajuda de um endocrinologista para te auxiliar com medicamento/doses específicas para o caso (se necessário), até mesmo por Teleconsulta. Espero ter ajudado, fico a disposição! Atenciosamente, Dr. André Mahmoud lnsta: @andremahmoud.endocrino
Seu histórico sugere hipotireoidismo de difícil controle, e uma oscilação importante do TSH merece investigação, especialmente com uso de levotiroxina 200 mcg/dia. É importante revisar adesão, forma de administração, interações, absorção intestinal e possíveis interferências laboratoriais. Sintomas persistentes também precisam ser avaliados individualmente. O acompanhamento endocrinológico regular pode ajudar no controle da tireoide, metabolismo, hormônios e qualidade de vida.
Seu caso precisa de uma avaliação endocrinológica mais cuidadosa, pois essa grande oscilação do TSH apesar do uso diário merece investigação de absorção, interações e ajuste da reposição. Não ajuste a dose por conta própria. Pelo SUS, existe a possibilidade de Telessaúde, que pode facilitar o acesso à endocrinologia. Dr. Arthur Henrique Caixeta - Médico Endocrinologista Pediátrico/Adulto
Um histórico de TSH extremamente elevado, como 446, associado à tireoidite de Hashimoto demonstra que houve hipotireoidismo importante. A necessidade de 200 mcg de levotiroxina e oscilações expressivas do TSH merecem uma investigação mais detalhada, principalmente quando existem palpitações, fadiga, queda de cabelo, alterações de humor e espasmos musculares. Uma variação de TSH de 2,4 para 16 em apenas duas semanas não deve ser interpretada isoladamente; é importante confirmar os exames, avaliar horário e forma de administração, adesão, interações com alimentos ou medicamentos e, quando necessário, investigar problemas de absorção gastrointestinal. O acompanhamento endocrinológico regular é essencial para estabilizar a reposição hormonal. Em casos complexos, uma segunda opinião com endocrinologista pode ajudar a revisar todo o tratamento e estabelecer uma estratégia de acompanhamento mais consistente.
Seu histórico merece uma avaliação endocrinológica cuidadosa, principalmente pela grande oscilação do TSH apesar do uso diário de levotiroxina. Uma diferença tão expressiva pode estar relacionada a absorção irregular, interações com alimentos ou medicamentos, mudanças de formulação, horários, condições gastrointestinais ou necessidade de ajuste da dose. O TSH de 2,4 seguido de 16,0 em apenas duas semanas também merece confirmação e investigação antes de mudanças sucessivas na dose. Queda de cabelo, fadiga, palpitações e alterações de humor podem ter relação com a tireoide, mas também possuem outras causas. É importante organizar uma avaliação longitudinal dos exames, medicamentos e forma de utilização da levotiroxina.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

