Dr.Tenho um filho autista não verbal, está entre nível 2 e 3, faz uso da Risperidona porém, ele está

2 respostas
Dr.Tenho um filho autista não verbal, está entre nível 2 e 3, faz uso da Risperidona porém, ele está crescendo e cada vez com ele o aumento do remédio.
Ainda assim continua muito ansioso e agitado.
Há um tempo penso em substituir a Risperidona pelo Canabidiol.
Qual sua opinião?
Lembrando que ele faz todas as terapias ABA.
OBRIGADO.
Dr. Gustavo Holanda
Neurologista pediátrico
Recife
Entendo sua preocupação. É muito comum que pais de crianças autistas sintam insegurança diante do uso contínuo de medicações como a risperidona, especialmente quando percebem a necessidade de aumentar a dose com o crescimento da criança. A risperidona é um antipsicótico atípico amplamente utilizado no manejo da irritabilidade, agitação e comportamentos agressivos em crianças com Transtorno do Espectro Autista. Ela atua sobre os receptores de dopamina e serotonina, ajudando a reduzir impulsividade e crises, mas também pode causar efeitos colaterais — sonolência, aumento de apetite, ganho de peso e, em alguns casos, alterações hormonais.

O canabidiol, por sua vez, é uma substância derivada da Cannabis sativa, sem efeito psicoativo, que vem sendo estudada em várias condições neurológicas, incluindo o autismo. Seus possíveis benefícios envolvem redução de ansiedade, melhora do sono e, em alguns casos, diminuição de comportamentos estereotipados. No entanto, o canabidiol não substitui a risperidona de forma direta, pois atua em vias neurológicas diferentes e não tem a mesma potência para controlar irritabilidade severa ou agressividade. Na maioria dos casos, quando o canabidiol é introduzido, ele é usado em associação à risperidona, e não em substituição imediata. O processo de “desprescrição” de um antipsicótico deve ser feito com extrema cautela, sob supervisão médica rigorosa, pois a retirada abrupta pode piorar o quadro comportamental.

É importante lembrar que cada organismo responde de modo particular. O ideal é que essa decisão seja tomada com base em avaliação médica detalhada, considerando o histórico do seu filho, as respostas às terapias comportamentais (como a ABA), os efeitos adversos da risperidona e as metas terapêuticas a longo prazo. Existem diferentes formulações de canabidiol, com pureza e concentrações variáveis, e o uso deve ser sempre orientado por um médico experiente, com prescrição individualizada e acompanhamento laboratorial.

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Dra. Luana de Barros Sales
Neurologista pediátrico
Rio de Janeiro
O melhor caminho é reavaliar o tratamento não medicamentoso primeiro, entender as circunstâncias da agitação e ansiedade dele ( será que não evoluiu com alguma comorbidade dentro do autismo como TDAH ou Transtorno de Ansiedade?). Sugiro retorno no médico assistente para reavaliação

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