É possível após tratar adequadamente sífilis secundária, ter queda e estabilidade no VDRL (de 1/16 a
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É possível após tratar adequadamente sífilis secundária, ter queda e estabilidade no VDRL (de 1/16 após última dose pra 1/4 após 3 meses do tratamento), mas mesmo assim quase dois anos depois ela voltar causando neuroretinite, sem aumentar o VDRL (permanecendo 1/4)?
O tratamento da sífilis secundária não consegue chegar satisfatoriamente ao Sistema Nervoso Central. Portanto, é possível a ocorrência de neurorretinite. O VDRL deverá ser dosado no liquido cefalorraquidiano, coletado através de punção lombar.
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Entendo sua preocupação com a possibilidade de recorrência da sífilis, especialmente com os sintomas sugestivos de neuroretinite, mesmo após um tratamento adequado da sífilis secundária. É importante destacar que, apesar de o tratamento da sífilis secundária ser geralmente eficaz, ele pode não penetrar adequadamente no sistema nervoso central (SNC), deixando uma porta aberta para que a infecção afete áreas como os olhos, manifestando-se como neuroretinite.
O fato de o VDRL no sangue ter reduzido de 1/16 para 1/4 é um bom indicativo de que o tratamento foi eficaz na circulação sistêmica. No entanto, a estabilidade do VDRL em 1/4 mesmo após dois anos pode não ser suficiente para descartar a presença de sífilis no SNC. O exame de VDRL no sangue não reflete com precisão a situação no sistema nervoso, pois, em casos de neurossífilis, o VDRL no sangue pode permanecer estável ou até mesmo negativo, enquanto a infecção persiste no SNC.
Diante de sintomas como neuroretinite, o próximo passo seria a realização de uma punção lombar para coletar o líquido cefalorraquidiano (LCR), onde será possível dosar o VDRL diretamente no SNC. Este exame é essencial para confirmar ou descartar o envolvimento neurológico da sífilis. A neurossífilis pode ocorrer em qualquer fase da doença, mesmo após o tratamento da sífilis secundária, justamente por essa dificuldade de penetração do tratamento convencional no SNC.
É fundamental seguir com essa investigação, pois a neurossífilis requer um tratamento específico com doses elevadas de penicilina, administradas por via intravenosa, para alcançar o SNC e evitar complicações mais graves.
Se você ainda tem dúvidas ou precisa de mais orientações sobre o próximo passo, uma teleconsulta pode ser extremamente útil para esclarecer todos os detalhes, além de oferecer um acompanhamento seguro e eficaz. A Doctoralia é uma plataforma com médicos altamente recomendados que podem ajudar a conduzir essa avaliação, garantindo que você receba o cuidado necessário sem a necessidade de se deslocar.
O fato de o VDRL no sangue ter reduzido de 1/16 para 1/4 é um bom indicativo de que o tratamento foi eficaz na circulação sistêmica. No entanto, a estabilidade do VDRL em 1/4 mesmo após dois anos pode não ser suficiente para descartar a presença de sífilis no SNC. O exame de VDRL no sangue não reflete com precisão a situação no sistema nervoso, pois, em casos de neurossífilis, o VDRL no sangue pode permanecer estável ou até mesmo negativo, enquanto a infecção persiste no SNC.
Diante de sintomas como neuroretinite, o próximo passo seria a realização de uma punção lombar para coletar o líquido cefalorraquidiano (LCR), onde será possível dosar o VDRL diretamente no SNC. Este exame é essencial para confirmar ou descartar o envolvimento neurológico da sífilis. A neurossífilis pode ocorrer em qualquer fase da doença, mesmo após o tratamento da sífilis secundária, justamente por essa dificuldade de penetração do tratamento convencional no SNC.
É fundamental seguir com essa investigação, pois a neurossífilis requer um tratamento específico com doses elevadas de penicilina, administradas por via intravenosa, para alcançar o SNC e evitar complicações mais graves.
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