É verdade que as mulheres autistas leve conseguem fingir (camuflar) interações sociais? isso causa ansiedade es estresse?
Fazer uso da palavra camuflar é um erro na patologia "autismo". Por mais que o diagnóstico seja de grau leve, a pessoa apresenta algumas dificuldades de interação social que independem de sua vontade (volição). Talvez seja possível esconder uma dor de cabeça dizendo que não a tem, mas fingir ter ou não ter capacidade de interação social nesse caso específico é impossível, pois a pessoa sequer se dá conta de tal situação,as coisas simplesmente acontecem e ela lida com isso de forma natural,as vezes a percepção vem das pessoas que ela convive,e não dela em si. Não acredito que esse fator única e exclusivamente seja causa de ansiedade ou estresse, mas a partir do momento que o portador do autismo se dá conta que ele tem essa dificuldade, que isso o impede de se relacionar com outras pessoas, e que isso direta ou indiretamente o afeta, é possível que aconteça alguma situação de ansiedade ou estresse. Recomenda-se nesse caso o apoio e acompanhamento de um psicólogo para auxiliar o paciente.

Dr. Bruno Reis
Dr. Bruno Reis
Psicanalista, Psicólogo
Salvador
As perturbações provenientes do espectro autista, devem ser consideradas antes de tudo, como um efeito resultante de uma série de elementos que se fundem interdisciplinarmente em torno do desenvolvimento orgânico e, portanto, abrange aspectos genéticos e funcionais no domínio neurológico. Isso no entanto, não é suficiente para responder a complexidade inerente aos limites do espectro autista, muito menos de estabelecer uma etiologia consistente sobre o assunto. A dimensão subjetiva, transmitida através da linguagem, deve ser considerada como fator determinante, de modo que o diagnóstico nesses casos, convoca uma análise multifatorial. Na perspectiva psicanalítica, o autismo encontraria na fase de alienação, momento em que é revestido pela linguagem e desejo do Outro primordial a (mãe) a ambiência primeira para o seu desenvolvimento caso não se transmita o investimento libidinal necessário para se constituir sujeito. Quando esse momento claudica o processo de separação é comprometid

Dra. Valquiria Pucu Wollmann
Dra. Valquiria Pucu Wollmann
Psicólogo
Santo André
Fingir, camuflar fazem parte de um entendimento social, muito subjetivo, quando a pessoa agende forma intencional para sustentar para o outro algo que não é realmente.
Isso não acontece no autismo, em nenhum grau. Muito pelo contrário, o autismo é caracterizado, entre outras coisas, pela dificuldade dessa interação social, mas não porque a pessoa queira demonstrar aquilo que não é. A dificuldade se dá principalmente pela dificuldade de perceber esse subjetivo das relações, que ficam centradas numa forma mais concreta de interação (em maior ou menor grau).
Portanto, não. O autista não simula para parecer de tal ou qual forma.
Ansiedade e estresse não são descartas no autismo, mas não devem ser relacionadas ao motivo descrito na pergunta.

Uma das características básicas do autismo é a dificuldade de interação social. Esta dificuldade tem raízes profundas, possivelmente cerebrais. Alterações em áreas do cérebro relacionadas à percepção de expressões faciais (giro fusiforme), ao processamento de emoções (amídala) e à imitação de comportamentos (neurônios-espelho) estão entre as possíveis causas que contribuem para este prejuízo.

Na verdade, grande parte do tratamento consiste justamente em tentar superar estas dificuldades através do aprendizado de comportamentos que, em última análise, vão apenas simular os normais, porque infelizmente a pessoa autista não vai realizá-los intuitivamente, como ocorre com a maioria de nós.

Também não há motivo para que indivíduos do sexo feminino sejam mais capazes em camuflar do que os do sexo masculino.

Sugiro que você reveja se leu algo a respeito ou se confundiu alguma outra informação. Se for este o caso, refaça a pergunta e talvez seja possível responder algo interessante.

 Neide Peraro Vieira
Neide Peraro Vieira
Psicanalista, Psicólogo
Campinas
É importante ressaltar que pessoas com transtorno do espectro autista tem dificuldades na comunicação social como por exemplo há uma limitação em dar início a interação social havendo uma resposta reduzida ou anormal a aberturas sociais.

 Naiane Gomes Andrade
Naiane Gomes Andrade
Psicólogo
Fortaleza
A pessoa com TEA apresenta dificuldades na questão da interação social, todavia é possível ser treinada para lidar com situações e assim ampliar seu repertório de habilidades socias.

 Alina Campos Tomaz Teixeira
Alina Campos Tomaz Teixeira
Psicanalista, Psicólogo
Belo Horizonte
Olá. O portador do espectro do autismo, não é capaz de fingir seus sentimentos. Ele apresenta dificuldades de relações sociais.Quanto ao surgimento do estresse pode estar relacionado a qualquer situação vivenciada pelo indivíduo autista, mas jamais por intencionalidade.

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