È verdade que com o passar da idade e com tratamento adequado os transtornos psiquiátricos podem dim

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È verdade que com o passar da idade e com tratamento adequado os transtornos psiquiátricos podem diminuir?Tipo a esquizofrenia.
Olá, bom dia! Sim, com o passar da idade e com o tratamento, a tendência é que o paciente tenha menos crises do quadro de esquizofrenia, porém, é importante entender que quanto mais crise o paciente tiver durante a vida sem tratamento, maior a chance de o paciente ter prejuízos funcionais durante o restante da vida.

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O passar da idade não faz os transtornos diminuírem, pelo contrário. Quanto mais vivemos, maior a chance de, em algum momento da vida, desenvolvermos algum transtorno psiquiátrico (ou qualquer doença) e quanto mais nosso organismo envelhece, mais frágil se torna, já na idade adulta. Não sei se está confundindo com outra informação, que é o fato de que a esquizofrenia (e alguns outros transtornos) diminuem a incidência após a idade do jovem adulto. Assim, é extremamente raro uma esquizofrenia se INICIAR após os, aproximadamente, quarenta anos. Mas, outros transtornos têm sua incidência aumentada, com a idade. Em relação ao tratamento, a evolução das pessoas tem diferenças individuais, mas se acredita que, com tratamento adequado, a maioria delas pode melhorar muito, ao longo do tempo e, frequentemente, podem diminuir as recaídas. E, na esquizofrenia, com medicação e abordagem psicossocial adequada, pode gaver melhoras que aparecem ao longo de anos.
Sim, em muitos casos é possível observar melhora ao longo do tempo, especialmente com tratamento adequado — mas isso não significa necessariamente “cura”, e sim melhor controle e estabilidade.

Na esquizofrenia, por exemplo, o curso é bastante variável entre as pessoas. De modo geral, os primeiros anos tendem a ser mais intensos, com maior frequência de crises, e, com o passar do tempo, muitos pacientes apresentam redução da intensidade dos sintomas psicóticos, principalmente quando fazem uso regular da medicação, têm acompanhamento contínuo e suporte psicossocial.

Além disso, com o tempo, a pessoa pode desenvolver mais estratégias de enfrentamento, maior insight sobre a doença e melhor adesão ao tratamento, o que contribui para estabilidade. Em alguns casos, há fases prolongadas de remissão, com poucos ou nenhum sintoma ativo.

Por outro lado, é importante ter em mente que se trata de um transtorno crônico, que costuma exigir acompanhamento a longo prazo. A evolução depende de vários fatores, como adesão ao tratamento, uso de substâncias, rede de apoio, início precoce do cuidado e características individuais.

Portanto, sim — muitos pacientes melhoram ao longo da vida com o tratamento adequado, podendo levar uma vida estável e funcional, mas o acompanhamento contínuo segue sendo fundamental.

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