Em janeiro de 2025, fui para um psiquiatra chegando lá, tinha em média 8 alunos para assistir... no
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Em janeiro de 2025, fui para um psiquiatra chegando lá, tinha em média 8 alunos para assistir... no momento me encorajei e fiz a consulta mesmo assim, porque estava precisando muito de atendimento. Na consulta me abri, contei minha história, tive momentos de desatenção, perdi a paciência, conversei sozinha em voz alta... agi com impulsividade em alguns momentos, inclusive naquela consulta fui diagnosticada com TDAH, porém, minha mente começou a ruminar sem para... repetir aquele dialogo dia pós dia na minha mente, me causando exaustão, tenho a ansiedade generalizada e depressão leve, essa ruminacao virou hábito, era automatica, eu chegava a passar dia todo repetindo, revivenciando aquele momento em minha cabeça, durmia e acordava com isso, minha cabeça se programou pra fazer isso dia pós dia, a imagem do médico, alunos, diálogo, tudo se repetindo todod santo dia,,, comecou a me trazer prejuízos em todas areas da minha vida... tenho necessidade de repetir pensamentos de maneira compulsiva na minha mente... repetir e analisar cada passo que eu mesma dou, duvidar de coisas que eu mesma faço, não por esquecimento, mas pq de fato fico duvidando , me questionamdo se realmente fiz aquilo e voltando na mesama ação 1 dezena de vezes para aliviar a ansiedade... vivo me automonitorando, se esqueci, se errei, voltando, repetindo, repetindo e repetindo comportamentos, analisando cada passo meu, me trás desgaste, cansaço mental, mas simplesmente não consigo parar, essa noite estou ruminando muito, nao consigo desligar a mente, se eu não me conter ou entrar em exaustão passoa noite revivendo dialogos, experiências passadas na minha cabeça... não consigo calar a ruminacao, já acordo com imagens na minha cabeça, o dia já amanhece com a ruminacao em primeiro lugar, não consigo controlar e quando tento conter, me da ansiedade, em 90% das vezes é essa experiência que tive com meu antigo psiquiatra, se repentindo de maneira compulsiva na minha mente... e detalhe, ja se passaram 11 meses do ocorrido, meu cérebro não aceita, está preso naquele dia... O que eu poderia fazer, nesse caso seria já medicação?
O que você descreve não é falta de controle nem “fraqueza”, mas um quadro em que a ansiedade passou a se fixar em uma experiência muito marcante e invasiva. Aquela consulta funcionou como um gatilho emocional forte, e o seu cérebro entrou em um modo de alerta constante, tentando repetir mentalmente a cena como forma de prevenir erros, julgamentos ou novas exposições. Com o tempo, essa repetição virou um hábito automático, trazendo ruminação, dúvida constante e necessidade de checagem para aliviar a ansiedade.
Nesses casos, a psicoterapia é essencial para trabalhar o significado emocional desse episódio e ajudar o cérebro a sair desse ciclo de vigilância. Em muitos quadros semelhantes, a medicação também pode ser indicada como apoio, não para “apagar” pensamentos, mas para reduzir a intensidade da ruminação e permitir que o tratamento terapêutico avance com menos sofrimento. Essa decisão deve ser avaliada com um psiquiatra em quem você se sinta segura. Esse funcionamento tem tratamento e não precisa ser permanente.
Nesses casos, a psicoterapia é essencial para trabalhar o significado emocional desse episódio e ajudar o cérebro a sair desse ciclo de vigilância. Em muitos quadros semelhantes, a medicação também pode ser indicada como apoio, não para “apagar” pensamentos, mas para reduzir a intensidade da ruminação e permitir que o tratamento terapêutico avance com menos sofrimento. Essa decisão deve ser avaliada com um psiquiatra em quem você se sinta segura. Esse funcionamento tem tratamento e não precisa ser permanente.
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Dominar a mente requer um esforço. Você precisa observar a sua mente constantemente e cada vez que vier um pensamento indesejado, destrutivo que cause mal estar, você precisa usar a mente para outra coisa. Por exemplo: escute um podcast, assista uma serie, leia, procure pensar em algo que seja util, construtivo, divertido em prol do desenvolvimento e do bem estar.
Costumo a enviar um “mantra” para os meus pacientes: NÃO VOU ENTRAR NESSA! Cada vez que os pensamentos obsessivos invadem a mente.
Lembre-se: NESSA VIDA, TUDO QUE QUEREMOS ALCANÇAR REQUER ESFORÇO!
Um abraço,
Lea
Costumo a enviar um “mantra” para os meus pacientes: NÃO VOU ENTRAR NESSA! Cada vez que os pensamentos obsessivos invadem a mente.
Lembre-se: NESSA VIDA, TUDO QUE QUEREMOS ALCANÇAR REQUER ESFORÇO!
Um abraço,
Lea
Olá! Importante você entender que por mais que tua consulta tenha sido feita em situação de escola ou residência médica, você não precisa aceitar passar por uma situação como esta. Pela sua descrição a situação acionou muito desconforto e inquietação a respeito de si mesma. Parece importante entender que um diagnóstico precisa de tempo e que em aspectos de saúde mental os mesmos podem ser transitórios, ou seja, procuram encaminhar a situação do momento indicando quais medicamentos utilizar. Não podem ser uma definição de quem você é. E podem mudar na medida que haja tratamento, tanto medicamentoso (quando necessário), quanto psicoterapeutico, que contribui para organizar os pensamentos. Portanto, insista em buscar ajuda, levando em consideração teus limites à exposição. Pode buscar ajuda num CAPs mais próximo da tua residência pois ali as orientações podem atender melhor teu momento atual.
Procure urgente um psicólogo competente (é raro) e inicie uma terapia. Existe tratamento.
Boa pergunta para você se fazer em sua psicanálise, com seu psicanalista...
Os pensamentos repetitivos, checagens constantes e alívio apenas temporário — pode indicar um quadro ligado à ansiedade ou a um padrão obsessivo.
Quando isso se mantém por meses e gera sofrimento, geralmente é sinal de que você precisa de um acompanhamento estruturado.
Na psicanalise, olhar para as nossas raizes emocionais e nossos sentimentos, assim pode gerar um autocuidado muito maior, e segurança.
Se fizer sentido para você, posso te acompanhar terapeuticamente nesse processo com todo cuidado e sigilo.
Quando isso se mantém por meses e gera sofrimento, geralmente é sinal de que você precisa de um acompanhamento estruturado.
Na psicanalise, olhar para as nossas raizes emocionais e nossos sentimentos, assim pode gerar um autocuidado muito maior, e segurança.
Se fizer sentido para você, posso te acompanhar terapeuticamente nesse processo com todo cuidado e sigilo.
Olá, obrigada por confiar e relatar tudo isso com tanta honestidade!!!
Dá para sentir, pela forma como você descreve, o nível de sofrimento, exaustão e aprisionamento mental que essa experiência tem causado — e é muito importante dizer, antes de qualquer coisa: isso não é fraqueza, nem falta de esforço da sua parte.
O que você viveu naquela consulta foi uma situação altamente invasiva e potencialmente traumática. Estar vulnerável, buscando ajuda, e se ver exposta diante de várias pessoas pode ter ultrapassado seus limites emocionais. Para muitas pessoas, experiências assim ficam registradas pelo cérebro como uma ameaça, e a mente passa a “revisitar” o episódio repetidamente, numa tentativa mal sucedida de entender, corrigir ou evitar que aquilo volte a acontecer. O problema é que esse mecanismo, em vez de proteger, aprisiona.
Essa ruminação intensa, automática, persistente, acompanhada de necessidade de conferir, repetir, duvidar dos próprios atos, automonitoramento constante e alívio temporário da ansiedade após repetir comportamentos, não é apenas ansiedade comum. O que você descreve se aproxima muito de um padrão obsessivo, no qual os pensamentos intrusivos e as compulsões mentais e comportamentais passam a dominar o funcionamento psíquico. Isso explica por que você não consegue simplesmente “parar”, mesmo tentando.
Sobre sua pergunta: sim, em muitos casos como esse, a medicação pode ser necessária e muito útil, especialmente quando:
* a ruminação é diária e persistente há meses;
* há prejuízo importante em várias áreas da vida;
* o sofrimento é intenso;
* as tentativas de controle aumentam ainda mais a ansiedade;
* há exaustão mental e insônia associadas.
A medicação não é um “fracasso”, mas um recurso terapêutico para ajudar o cérebro a sair desse estado de hiperativação e repetição. Ela pode reduzir a intensidade dos pensamentos intrusivos e criar condições para que o trabalho psicológico aconteça com mais eficácia.
Ao mesmo tempo, é fundamental que isso venha associado à psicoterapia, especialmente com foco em:
* compreensão e elaboração dessa experiência vivida como traumática;
* manejo da ruminação e dos pensamentos obsessivos;
* redução das compulsões mentais e comportamentais;
* reconstrução da sensação de segurança interna;
* diminuição do automonitoramento constante.
Algo muito importante: tentar lutar, suprimir ou “calar” a ruminação à força costuma piorar o quadro, aumentando a ansiedade. Isso não significa se entregar a ela, mas aprender outras formas de relação com esses pensamentos — algo que é trabalhado gradualmente em terapia.
Você não está “presa(o) porque quer”. Seu cérebro aprendeu um caminho e está repetindo, mesmo à custa de sofrimento. E caminhos aprendidos podem ser reaprendidos, com o suporte adequado.
Minha orientação é que você procure um psiquiatra de confiança, relate exatamente tudo isso (inclusive o quanto essa experiência se repete há 1 ano) e avalie, com cuidado, a possibilidade de tratamento medicamentoso. E siga — ou inicie — o acompanhamento psicológico, porque você não precisa atravessar isso sozinha.
Existe tratamento, existe alívio, e existe saída desse ciclo. O fato de você conseguir nomear tudo isso já mostra consciência e desejo de cuidado.
Estou aqui para te acompanhar nesse processo.
Dá para sentir, pela forma como você descreve, o nível de sofrimento, exaustão e aprisionamento mental que essa experiência tem causado — e é muito importante dizer, antes de qualquer coisa: isso não é fraqueza, nem falta de esforço da sua parte.
O que você viveu naquela consulta foi uma situação altamente invasiva e potencialmente traumática. Estar vulnerável, buscando ajuda, e se ver exposta diante de várias pessoas pode ter ultrapassado seus limites emocionais. Para muitas pessoas, experiências assim ficam registradas pelo cérebro como uma ameaça, e a mente passa a “revisitar” o episódio repetidamente, numa tentativa mal sucedida de entender, corrigir ou evitar que aquilo volte a acontecer. O problema é que esse mecanismo, em vez de proteger, aprisiona.
Essa ruminação intensa, automática, persistente, acompanhada de necessidade de conferir, repetir, duvidar dos próprios atos, automonitoramento constante e alívio temporário da ansiedade após repetir comportamentos, não é apenas ansiedade comum. O que você descreve se aproxima muito de um padrão obsessivo, no qual os pensamentos intrusivos e as compulsões mentais e comportamentais passam a dominar o funcionamento psíquico. Isso explica por que você não consegue simplesmente “parar”, mesmo tentando.
Sobre sua pergunta: sim, em muitos casos como esse, a medicação pode ser necessária e muito útil, especialmente quando:
* a ruminação é diária e persistente há meses;
* há prejuízo importante em várias áreas da vida;
* o sofrimento é intenso;
* as tentativas de controle aumentam ainda mais a ansiedade;
* há exaustão mental e insônia associadas.
A medicação não é um “fracasso”, mas um recurso terapêutico para ajudar o cérebro a sair desse estado de hiperativação e repetição. Ela pode reduzir a intensidade dos pensamentos intrusivos e criar condições para que o trabalho psicológico aconteça com mais eficácia.
Ao mesmo tempo, é fundamental que isso venha associado à psicoterapia, especialmente com foco em:
* compreensão e elaboração dessa experiência vivida como traumática;
* manejo da ruminação e dos pensamentos obsessivos;
* redução das compulsões mentais e comportamentais;
* reconstrução da sensação de segurança interna;
* diminuição do automonitoramento constante.
Algo muito importante: tentar lutar, suprimir ou “calar” a ruminação à força costuma piorar o quadro, aumentando a ansiedade. Isso não significa se entregar a ela, mas aprender outras formas de relação com esses pensamentos — algo que é trabalhado gradualmente em terapia.
Você não está “presa(o) porque quer”. Seu cérebro aprendeu um caminho e está repetindo, mesmo à custa de sofrimento. E caminhos aprendidos podem ser reaprendidos, com o suporte adequado.
Minha orientação é que você procure um psiquiatra de confiança, relate exatamente tudo isso (inclusive o quanto essa experiência se repete há 1 ano) e avalie, com cuidado, a possibilidade de tratamento medicamentoso. E siga — ou inicie — o acompanhamento psicológico, porque você não precisa atravessar isso sozinha.
Existe tratamento, existe alívio, e existe saída desse ciclo. O fato de você conseguir nomear tudo isso já mostra consciência e desejo de cuidado.
Estou aqui para te acompanhar nesse processo.
Olá!
Percebi ser muito difícil digerir tantos pensamentos. Ao ler seu relato, fui tomada por algumas questões: o que aconteceria com as cenas se deixasse de pensar nelas? O que busca encontrar em tantos pensamentos? Quando duvida, o que falta para acreditar?
Percebi ser muito difícil digerir tantos pensamentos. Ao ler seu relato, fui tomada por algumas questões: o que aconteceria com as cenas se deixasse de pensar nelas? O que busca encontrar em tantos pensamentos? Quando duvida, o que falta para acreditar?
Olá, Você teve uma experiência muito ruim nessa consulta. Infelizmente isso pode acontecer. Sugiro você consultar outro psiquiatra para reavaliar os medicamentos. E trabalhar em terapia a relação com essa dinâmica de pensamentos. Abs.
Na perspectiva psicanalítica, sua experiência revela um processo complexo de elaboração psíquica. O evento traumático da consulta transformou-se em núcleo cristalizado onde conflitos inconscientes se condensam. Essa repetição compulsiva indica um recalque mal-sucedido: a mente tenta dominar o trauma através da revivência, mas paradoxalmente mantém sua força ao evitar contato com feridas mais profundas que ele simboliza.
A ruminação funciona como formação de compromisso entre o desejo de elaboração e a resistência ao trabalho psíquico necessário. Suas dúvidas compulsivas e autoverificação sugerem falhas na função simbólica de garantia, frequentemente associada à figura paterna na estruturação psíquica. O corpo torna-se palco desse drama quando a palavra falha, convertendo conflitos em exaustão física e insônia.
Sua "conversa em voz alta" durante a consulta foi ato inaugural de exteriorização que demanda continuidade no setting analítico. O trabalho terapêutico focaria em decifrar os significados ocultos dessa cena repetida através da associação livre, investigando sua função protetora e os fantasmas fundamentais de autopunição ou desamparo que mobiliza.
Estou disponível para acolher esse processo em espaço seguro, onde possamos construir juntos as vias de elaboração simbólica que transformem a repetição em narrativa integrada.
A ruminação funciona como formação de compromisso entre o desejo de elaboração e a resistência ao trabalho psíquico necessário. Suas dúvidas compulsivas e autoverificação sugerem falhas na função simbólica de garantia, frequentemente associada à figura paterna na estruturação psíquica. O corpo torna-se palco desse drama quando a palavra falha, convertendo conflitos em exaustão física e insônia.
Sua "conversa em voz alta" durante a consulta foi ato inaugural de exteriorização que demanda continuidade no setting analítico. O trabalho terapêutico focaria em decifrar os significados ocultos dessa cena repetida através da associação livre, investigando sua função protetora e os fantasmas fundamentais de autopunição ou desamparo que mobiliza.
Estou disponível para acolher esse processo em espaço seguro, onde possamos construir juntos as vias de elaboração simbólica que transformem a repetição em narrativa integrada.
Como psicanalista, afirmo: terapia é meio de tratamento para esse tipo de sofrimento.
A ruminação compulsiva indica algo que não foi elaborado psiquicamente.
Medicação pode ajudar nos sintomas, mas não substitui a análise.
Na psicanálise, trabalhamos justamente o que mantém a mente presa a essa cena.
Você não está fraca. Está em sofrimento e há tratamento.
A ruminação compulsiva indica algo que não foi elaborado psiquicamente.
Medicação pode ajudar nos sintomas, mas não substitui a análise.
Na psicanálise, trabalhamos justamente o que mantém a mente presa a essa cena.
Você não está fraca. Está em sofrimento e há tratamento.
Olá. Nesses casos o indicado é psicoterapia, a fim de encontrar a real causa dessa fixação e um determinado momento da sua vida.
Sim. Nestes caso, o ideal seria mesmo você buscar atendimento psiquiátrico para aliviar os sintomas num curto prazo e, a longo prazo, elaborar essas questões com psicoterapia.
É muito importante pensar num trabalho multiprofissional, tanto com psiquiatra, quanto com terapia. Essa ruminação e repetição traz uma necessidade de não só reviver, mas também de falar sobre como se sente. O evento traumático e de exposição podem se repetir em outros contexto de diferentes nível que fazem reviver esse momento. Falar sobre também é uma forma de lidar com as próprias questões.
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