Em minha vida inteira, nunca consegui manter amizades, amizades da adolescencia eu simplesmente excl
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Em minha vida inteira, nunca consegui manter amizades, amizades da adolescencia eu simplesmente exclui da minha vida sem mais nem menos (nao houve nada), mas por vezes me veem esses impulsos e acabo que nao consigo manter relaçoes com pessoas, acabo me afastando, ignorando e muitas vezes sumindo real, trocando de numero, para não ter mais que falar com tais pessoas, e desde sempre foi assim, não tenho amigos, nenhum com 26 anos apenas, tenho uns 3 virtuais, e depois de alguns meses, sumi, inclusive estão preocupados, me mandando email e tudo, mas nao sinto esgotamento nem nada, só vontade de ficar isolada mesmo, e quando esse sentimento acaba, acabo sentindo falta dessas pessoas, mas com vergonha de procura las novamente, e mais algumas questoes que me fazem crer que eu tenha algo, algum transtorno...
Esse movimento de se aproximar e depois se afastar pode estar ligado a uma dificuldade em sustentar vínculos, muitas vezes como forma de proteção, mesmo que inconsciente.
O fato de você sentir falta depois mostra que o desejo de se relacionar existe, mas algo interrompe esse processo.
Mais do que se rotular, o importante é entender o que está por trás desse funcionamento.
Uma escuta clínica pode te ajudar a compreender esses padrões e construir relações mais seguras, no seu tempo.
O fato de você sentir falta depois mostra que o desejo de se relacionar existe, mas algo interrompe esse processo.
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Querida anônima,
o que você descreve carrega um padrão que, embora possa causar estranhamento e até sofrimento, merece ser escutado com cuidado e sem julgamentos. Esse movimento de se aproximar, criar algum vínculo e, em determinado momento, sentir um impulso forte de se afastar, desaparecer e romper contato, não costuma ser algo “sem motivo”, mesmo que, conscientemente, pareça não haver uma razão clara. Na psicanálise, entendemos que muitas dessas repetições dizem respeito a formas inconscientes de lidar com o outro, com a intimidade e com aquilo que os vínculos despertam internamente.
O fato de você não sentir exatamente esgotamento, mas sim uma vontade de se isolar, pode indicar que o contato com o outro, em algum nível, mobiliza algo difícil de sustentar. Às vezes, relações mais próximas podem trazer sentimentos de exposição, medo de rejeição, perda de controle ou até uma sensação de invasão, mesmo que isso não esteja evidente. O afastamento, nesse sentido, pode funcionar como uma forma de proteção, ainda que depois venha a falta, a saudade e até a culpa ou vergonha de retomar o contato.
Esse ciclo que você descreve — se aproximar, se afastar, sentir falta, mas não conseguir voltar — pode ser muito angustiante justamente porque parece não depender apenas da sua vontade consciente. E isso não significa necessariamente que exista “um transtorno” no sentido fechado da palavra, mas sim que há algo no seu modo de se relacionar que merece ser compreendido com mais profundidade.
A terapia pode ser um espaço importante para olhar para esse padrão com mais calma. Ao longo do processo, você pode começar a perceber o que essas relações despertam em você, o que antecede esses impulsos de desaparecer, quais sentimentos aparecem e como sua história pode estar relacionada a essa forma de se vincular. Não se trata de forçar você a manter relações, mas de entender o que acontece internamente quando você está com o outro e quando se afasta.
Com o tempo, esse tipo de escuta pode permitir que você tenha mais liberdade diante desses impulsos, podendo escolher de forma mais consciente como quer se relacionar, sem precisar repetir automaticamente esse ciclo que hoje te afasta das pessoas e também de algo que parece, em algum momento, fazer falta.
Espero ter te ajudado. Qualquer pergunta estou à disposição. Grande abraço!
o que você descreve carrega um padrão que, embora possa causar estranhamento e até sofrimento, merece ser escutado com cuidado e sem julgamentos. Esse movimento de se aproximar, criar algum vínculo e, em determinado momento, sentir um impulso forte de se afastar, desaparecer e romper contato, não costuma ser algo “sem motivo”, mesmo que, conscientemente, pareça não haver uma razão clara. Na psicanálise, entendemos que muitas dessas repetições dizem respeito a formas inconscientes de lidar com o outro, com a intimidade e com aquilo que os vínculos despertam internamente.
O fato de você não sentir exatamente esgotamento, mas sim uma vontade de se isolar, pode indicar que o contato com o outro, em algum nível, mobiliza algo difícil de sustentar. Às vezes, relações mais próximas podem trazer sentimentos de exposição, medo de rejeição, perda de controle ou até uma sensação de invasão, mesmo que isso não esteja evidente. O afastamento, nesse sentido, pode funcionar como uma forma de proteção, ainda que depois venha a falta, a saudade e até a culpa ou vergonha de retomar o contato.
Esse ciclo que você descreve — se aproximar, se afastar, sentir falta, mas não conseguir voltar — pode ser muito angustiante justamente porque parece não depender apenas da sua vontade consciente. E isso não significa necessariamente que exista “um transtorno” no sentido fechado da palavra, mas sim que há algo no seu modo de se relacionar que merece ser compreendido com mais profundidade.
A terapia pode ser um espaço importante para olhar para esse padrão com mais calma. Ao longo do processo, você pode começar a perceber o que essas relações despertam em você, o que antecede esses impulsos de desaparecer, quais sentimentos aparecem e como sua história pode estar relacionada a essa forma de se vincular. Não se trata de forçar você a manter relações, mas de entender o que acontece internamente quando você está com o outro e quando se afasta.
Com o tempo, esse tipo de escuta pode permitir que você tenha mais liberdade diante desses impulsos, podendo escolher de forma mais consciente como quer se relacionar, sem precisar repetir automaticamente esse ciclo que hoje te afasta das pessoas e também de algo que parece, em algum momento, fazer falta.
Espero ter te ajudado. Qualquer pergunta estou à disposição. Grande abraço!
Você descreve um ciclo repetitivo, de aproximar-se e depois sentir um impulso de sumir, e quando o impulso passa, sente falta, mas a vergonha impede o retorno. Isso pode sugerir um medo profundo de ser abandonada. Para não correr o risco de ser deixada, você abandona primeiro como uma forma de controle que protege, mas que também te aprisiona na solidão. O isolamento também pode ter se tornado para você um território conhecido, que impede o imprevisível do vínculo. A pergunta é: do que esse afastamento te protege? E o que ele te impede de viver? Sobre ter um “transtorno”: para além dessa preocupação é importante que entender a função desse padrão na sua vida. Há um conflito vivo, uma parte quer conexão, outra precisa de distância, e o trabalho analítico seria justamente criar espaço para que essas duas partes possam se encontrar sem que você precise sumir.
Olá,
O que você descreve não é incomum na clínica e merece ser compreendido com cuidado, sem julgamentos apressados ou rótulos precipitados.
Pela perspectiva psicanalítica, esse movimento de se aproximar e, em seguida, se afastar das pessoas pode estar relacionado a conflitos inconscientes ligados ao vínculo. Muitas vezes, quando a relação começa a ganhar significado emocional, podem emergir sentimentos difíceis de sustentar — como medo de dependência, vulnerabilidade, rejeição ou até de perda. O afastamento, nesses casos, funciona como uma forma de proteção psíquica.
O fato de você não sentir esgotamento, mas sim um impulso de se isolar, seguido posteriormente de saudade e vergonha, indica que existe um conflito interno: uma parte sua deseja o vínculo, enquanto outra parte parece precisar interrompê-lo. Esse tipo de ambivalência é algo que pode ser trabalhado em um processo terapêutico.
É importante destacar que isso não significa necessariamente que você tenha um “transtorno”, mas sim que existe um padrão de funcionamento emocional que pode ser compreendido e transformado.
A psicanálise oferece justamente esse espaço para investigar, no seu tempo, o sentido desses movimentos:
— O que acontece internamente quando alguém se aproxima?
— O que o vínculo desperta em você?
— O que esse afastamento protege?
Compreender isso pode te permitir construir relações de forma mais estável e menos sofrida.
Se sentir que esse padrão se repete e te causa incômodo, buscar um acompanhamento psicológico pode ser um passo importante.
Você não está sozinha nesse tipo de experiência, e ela pode, sim, ser trabalhada.
Um abraço,
Rosana Viegas Mentoria de Carrerira com Psicanálise
O que você descreve não é incomum na clínica e merece ser compreendido com cuidado, sem julgamentos apressados ou rótulos precipitados.
Pela perspectiva psicanalítica, esse movimento de se aproximar e, em seguida, se afastar das pessoas pode estar relacionado a conflitos inconscientes ligados ao vínculo. Muitas vezes, quando a relação começa a ganhar significado emocional, podem emergir sentimentos difíceis de sustentar — como medo de dependência, vulnerabilidade, rejeição ou até de perda. O afastamento, nesses casos, funciona como uma forma de proteção psíquica.
O fato de você não sentir esgotamento, mas sim um impulso de se isolar, seguido posteriormente de saudade e vergonha, indica que existe um conflito interno: uma parte sua deseja o vínculo, enquanto outra parte parece precisar interrompê-lo. Esse tipo de ambivalência é algo que pode ser trabalhado em um processo terapêutico.
É importante destacar que isso não significa necessariamente que você tenha um “transtorno”, mas sim que existe um padrão de funcionamento emocional que pode ser compreendido e transformado.
A psicanálise oferece justamente esse espaço para investigar, no seu tempo, o sentido desses movimentos:
— O que acontece internamente quando alguém se aproxima?
— O que o vínculo desperta em você?
— O que esse afastamento protege?
Compreender isso pode te permitir construir relações de forma mais estável e menos sofrida.
Se sentir que esse padrão se repete e te causa incômodo, buscar um acompanhamento psicológico pode ser um passo importante.
Você não está sozinha nesse tipo de experiência, e ela pode, sim, ser trabalhada.
Um abraço,
Rosana Viegas Mentoria de Carrerira com Psicanálise
O que você pode ter raízes mais profundas.
Esses impulsos de desaparecer e depois sentir falta mostram um conflito interno, entre o desejo de vínculo e a necessidade de se proteger. A vergonha de retornar reforça o ciclo, mantendo você isolada mesmo quando há afeto. Isso não precisa ser um diagnóstico fechado, mas merece escuta e elaboração cuidadosa.
Se fizer sentido, podemos trabalhar isso juntos em análise — esse padrão tem história, e ela pode ser compreendida.
Esses impulsos de desaparecer e depois sentir falta mostram um conflito interno, entre o desejo de vínculo e a necessidade de se proteger. A vergonha de retornar reforça o ciclo, mantendo você isolada mesmo quando há afeto. Isso não precisa ser um diagnóstico fechado, mas merece escuta e elaboração cuidadosa.
Se fizer sentido, podemos trabalhar isso juntos em análise — esse padrão tem história, e ela pode ser compreendida.
Esse padrão evitativo que você descreve é mais comum do que parece, embora seja muito difícil de viver. Esse movimento de se afastar, sumir, buscar isolamento e depois sentir falta das pessoas costuma estar ligado a alguns padrões emocionais que a gente desenvolve ao longo da vida — muitas vezes como formas de se proteger, como um mecanismo de auto-proteção contra intimidade, mesmo que hoje isso acabe trazendo sofrimento.
Em alguns casos, isso pode ter relação com uma dificuldade em se manter emocionalmente próximo das pessoas, com um impulso de se afastar quando algo mais íntimo ou vulnerável começa a surgir, ou até com uma espécie de “desligamento” nas relações. Não é algo consciente, nem uma escolha simples — é um funcionamento que pode ser compreendido.
Isso não significa que exista “algo errado” com você no sentido de um rótulo fechado, mas sim que existe um padrão acontecendo — e todo padrão tem uma história e um sentido.
O mais importante é que você percebe esse ciclo: se afasta, depois sente falta, mas algo impede o retorno. E é exatamente esse tipo de dinâmica que a gente consegue entender melhor e trabalhar em terapia, com cuidado e no seu tempo.
Se fizer sentido pra você, podemos olhar juntos para isso — entender o que dispara esses afastamentos e como construir relações de uma forma mais segura e confortável pra você.
Você não precisa lidar com isso sozinho.
Em alguns casos, isso pode ter relação com uma dificuldade em se manter emocionalmente próximo das pessoas, com um impulso de se afastar quando algo mais íntimo ou vulnerável começa a surgir, ou até com uma espécie de “desligamento” nas relações. Não é algo consciente, nem uma escolha simples — é um funcionamento que pode ser compreendido.
Isso não significa que exista “algo errado” com você no sentido de um rótulo fechado, mas sim que existe um padrão acontecendo — e todo padrão tem uma história e um sentido.
O mais importante é que você percebe esse ciclo: se afasta, depois sente falta, mas algo impede o retorno. E é exatamente esse tipo de dinâmica que a gente consegue entender melhor e trabalhar em terapia, com cuidado e no seu tempo.
Se fizer sentido pra você, podemos olhar juntos para isso — entender o que dispara esses afastamentos e como construir relações de uma forma mais segura e confortável pra você.
Você não precisa lidar com isso sozinho.
Você não tem dificuldade de criar vínculo — você tem dificuldade de sustentar o que ele desperta.
Esse movimento de sumir não é aleatório. É uma forma de se proteger de algo interno que aparece quando a relação começa a existir de verdade. E depois vem a falta, porque o desejo de estar com o outro continua ali.
Não é falta de interesse nas pessoas. É um conflito entre querer proximidade e, ao mesmo tempo, precisar se afastar para se sentir segura.
A gente precisa entender o que você sente antes de se afastar. É aí que está a chave. Sem isso, você só repete o ciclo.
E não, você não está “quebrada”. Mas esse padrão, se não for trabalhado, tende a se repetir em todas as relações.
Fico à disposição
Esse movimento de sumir não é aleatório. É uma forma de se proteger de algo interno que aparece quando a relação começa a existir de verdade. E depois vem a falta, porque o desejo de estar com o outro continua ali.
Não é falta de interesse nas pessoas. É um conflito entre querer proximidade e, ao mesmo tempo, precisar se afastar para se sentir segura.
A gente precisa entender o que você sente antes de se afastar. É aí que está a chave. Sem isso, você só repete o ciclo.
E não, você não está “quebrada”. Mas esse padrão, se não for trabalhado, tende a se repetir em todas as relações.
Fico à disposição
Agradeço por compartilhar a sua história. O que você descreve pode ser muito confuso e, embora não seja possível afirmar o que está acontecendo, esses movimentos de aproximação e afastamento merecem cuidado e compreensão. Às vezes, podem estar ligados a formas de se proteger ou lidar com emoções difíceis. Um acompanhamento profissional pode ajudar a entender esses padrões com mais clareza e acolhimento. É importante que seja com alguém com quem você se identifique. Se fizer sentido, estou à disposição. Um abraço.
Se acaso você tiver interesse, creio que se beneficiaria com um trabalho de Psicoterapia.
Melhor entrar em contato comigo para que possamos equalizar o que sente. Cada pessoa uma especificidade que não, obrigatoriamente seja igual a maioria das pessoas, mas o que sente não deve interferir em sua vida cotidiana. Entre em contato, posso te ajudar com esta questão. Drª. Rita de CCR. Psicanalista
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