Em qual situação a sindrome vasovagal deve ser tratada com medicação?

Em qual situação a sindrome vasovagal deve ser tratada com medicação?

3 respostas


A síndrome vasovagal normalmente é tratada com sucesso na maioria das vezes com orientações sobre medidas para evitar situações que podem desencadear as crises, manobras para reverter os sintomas e acompanhamento cardiológico regular. As medicações costumam ser utilizadas se as crises se mantém apesar do tratamento inicial e é necessário avaliar de forma específica se são os batimentos cardíacos que estão ficando mais baixos durante a crise ou se predomina a queda da pressão. Um arritmologista pode te auxiliar muito nesse tratamento.

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Quando elas são recorrentes (se repetem) apesar das medidas gerais que o próprio paciente deve ser orientado a fazer: tratar condições predisponentes (por exemplo, tem pessoas que tem a síncope quando tossem ou espirram, daí precisam tratar a doença que gera tosse e espirro); se hidratar bastante e consumir uma quantidade adequada de sal (lembrando que algumas doenças geram a necessidade de restringir sal e água, portanto isso não vale para todo mundo de maneira indistinta); avaliar medicações em uso que podem estar contribuindo pros eventos; e reconhecer os sintomas assim que eles aparecem para fazer manobras para aumentar a pressão (por exemplo, cruzar as pernas) e assim que possível deitar de barriga para cima, de maneira segura. Caso essas medidas não sejam o suficiente para evitar os desmaios e eles continuem ocorrendo, deve-se considerar o tratamento específico - mas aí entra a questão de que nem todas as síncopes vasovagais tem a mesma causa e por isso o tratamento varia de pessoa para pessoa. Para alguns casos pode ser remédio, mas para outros até mesmo implante de marcapasso definitivo. Para avaliação nesses casos, é necessário um exame chamado tilt test, que confirma o diagnóstico e identifica a causa específica. Em resumo, vai depender de cada paciente, portanto é necessária uma avaliação com uma cardiologista.


Olá! Na síndrome vasovagal, ocorre uma resposta reflexa do organismo que pode levar à queda da pressão arterial, redução da frequência cardíaca ou ambas, provocando sintomas como tontura, escurecimento da visão e até desmaio. Na maioria dos casos, o tratamento começa com medidas não medicamentosas, como reconhecer os fatores desencadeantes, manter boa hidratação, identificar os sintomas que antecedem o desmaio, entre outras medidas comportamentais. O uso de medicação pode ser considerado quando há persistência dos episódios apesar dessas medidas. Também é importante confirmar se os episódios realmente são compatíveis com síndrome vasovagal e avaliar se há sinais que sugiram outras causas de síncope, principalmente de origem cardíaca.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.