Em todos os estudos / bibliografias, fica reiterado que a esquizofrenia não tem cura. Todavia, per
Em todos os estudos / bibliografias, fica reiterado que a esquizofrenia não tem cura. Todavia, pergunto, se é possível uma pessoa repetidamente diagnosticada, por anos e anos, e por vários medicos, com a esquizofrenia grau crônico, interditada judicialmente há 30 anos, e então a pessoa ficar curada, a doença simplesmente desaparecer sem o uso de qualquer medicação psiquiátrica, e nem qualquer tratamento médico ??? Ou pode o doente mental conseguir fingir que ficou curado, e conseguir convencer os médicos ??? A doença pode simplesmente desaparecer, ou isto é impossível ??? Embora definitivamente não tendo cura, e possível a doença mental sumir sem terapia e nem medicação ??? Existem registros de casos, do desaparecimento total da esquizofrênia, ou isto só seria possível mesmo num caso excepcional tipo milagre ??? Deve-se considerar mais provável uma habilidade do doente em disfarçar que ficou curado, ou a hipótese de um milagre mesmo ??? Obrigado
3 respostas
Boa tarde. A esquizofrenia é uma psicose crônica, sem expectativa de cura. A remissão dos sintomas pode ocorrer, as vezes até por longos períodos, o que não significa, INFELIZMENTE, que o paciente tenha obtido a cura. O tratamento deve ser continuado apesar da melhora clínica. Tal fenômeno ocorre com alguma frequência, inclusive já ocorreu com alguns pacientes que seguem sob minha orientação. Espero ter ajudado.
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Convencionalmente na medicina na teoria é possível a remissão. Na prática para a medicina isso é extremamente raro. Um relato verdadeiro de cura da esquizofrenia será um milagre.
A esquizofrenia é um transtorno mental crônico e complexo, com curso e desfechos bastante variados entre os indivíduos. A literatura científica é clara ao afirmar que não há cura definitiva para a esquizofrenia nos moldes tradicionais, mas há casos de remissão completa e duradoura dos sintomas, especialmente em pacientes com boa resposta ao tratamento precoce, suporte psicossocial adequado e ausência de comorbidades graves. Entretanto, a remissão espontânea e sustentada sem qualquer tipo de intervenção médica ou psicoterapêutica é extremamente rara e não costuma ser sustentada por evidência científica robusta. No caso de uma pessoa com diagnóstico de esquizofrenia crônica, interditada judicialmente há décadas e sem uso atual de medicação, observar a ausência de sintomas psicóticos ativos não necessariamente indica "cura". Pode se tratar de um estado de compensação parcial, de um período de estabilidade espontânea — o que é incomum, mas não impossível — ou ainda de um comportamento adaptativo consciente, em que o indivíduo aprende a disfarçar ou omitir sintomas, por diferentes razões, inclusive o desejo de recuperação de autonomia. Além disso, há situações em que diagnósticos anteriores podem ter sido equivocados, ou baseados em critérios clínicos interpretados de forma imprecisa, especialmente décadas atrás, quando o acesso a serviços especializados e recursos diagnósticos era mais limitado. Por outro lado, também não se pode descartar totalmente interpretações subjetivas e crenças pessoais, como a ideia de “milagre”, especialmente em contextos religiosos ou espirituais — embora isso não seja uma explicação médica, pode fazer parte da vivência do paciente e da sua rede de apoio. Resumindo: a esquizofrenia não desaparece espontaneamente na imensa maioria dos casos, e remissões completas sem qualquer forma de tratamento são raríssimas e ainda pouco compreendidas. Diante de quadros como o descrito, é mais provável que se trate de um caso de compensação, remissão parcial ou diagnóstico mal estabelecido, do que de desaparecimento verdadeiro da doença. Avaliação psiquiátrica atualizada e acompanhamento criterioso são fundamentais nesses casos.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

