Escitalopram causa síndrome do pânico?

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Escitalopram causa síndrome do pânico?
O escitalopram é um antidepressivo usado para tratar transtornos ansiosos, porém nas primeiras semanas de uso, alguns pacientes podem sentir aumento da ansiedade, agitação ou até crises de pânico, pois o corpo ainda está se adaptando ao medicamento. Esses efeitos costumam melhorar com o tempo, à medida que o organismo se ajusta. Se as crises ou os sintomas ansiosos ficarem muito intensas, é importante procurar o psiquiatra o quanto antes para reavaliação.

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O escitalopram inicialmente, por 14 a 21 dias, pode agravar sintomas de ansiedade e logo após, costuma estar associado a melhora de sintomas de ansiedade (incluindo os da síndrome do pânico). Por esse motivo, costumo iniciar com 5 mg de escitalopram e não com 10mg de cara, subindo apenas após este período de adaptação para 10mg.
Você está tendo crises de pânico? O que está sentindo exatamente?
É comum e esperado que nos primeiros dias de uso do Escitalopram, período que chamamos de adaptação, ocorra uma piora transitória da ansiedade, podendo inclusive deflagrar crises de pânico. No entanto, esse efeito tende a melhorar e, eventualmente cessar, com a manutenção do uso do medicamento. Em caso de persistência após 2 semanas de uso regular diário do Escitalopram, procure avaliação psiquiátrica para, sob supervisão médica, ponderar sobre a necessidade de manejo ou substituição do medicamento.
Dr. Pablo Nunes
Endocrinologista
Parnaíba
O escitalopram é um antidepressivo da classe dos ISRS, muito usado para tratar ansiedade e depressão, incluindo transtornos de pânico. Em geral, ele ajuda a reduzir crises de pânico ao longo do tempo. Porém, em algumas pessoas, principalmente nas primeiras semanas de uso ou quando a dose é aumentada rapidamente, pode ocorrer uma piora temporária da ansiedade e até o surgimento ou aumento de sintomas parecidos com ataques de pânico. Isso não significa que o medicamento “cause” a síndrome do pânico, mas sim que o organismo está se ajustando à medicação. Se você perceber crises de pânico novas ou mais frequentes, é fundamental avisar seu psiquiatra. Ele poderá ajustar a dose, recomendar estratégias para minimizar esses sintomas ou avaliar outras opções. Não interrompa o remédio por conta própria, pois isso pode piorar o quadro.

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