Estou apaixonada pelo meu psiquiatra. Ele é casado, sua mulher é bonita e bem sucedida (sim, eu stal

Estou apaixonada pelo meu psiquiatra. Ele é casado, sua mulher é bonita e bem sucedida (sim, eu stalkeei). Me sinto tão triste e ao mesmo tempo feliz, pois ele é uma boa pessoa e merece toda a felicidade do mundo. Não queria gostar dele, mas não consigo controlar isso. E acho que ele não sente nada por mim. E quando acho que talvez ele deixe alguma pista, acredito que seja coisa da minha cabeça. O que eu mais quero é ser feliz ao lado de alguém que eu ame e que me ame também. Mas nunca sou correspondida. Não gosto de quem eu acho que deveria gostar. Gosto de quem não gosta de mim. Não sei se conto. Às vezes penso em contar, mas na hora, quando o vejo, desisto. Sei que vai doer em mim. Eu não quero que ele sinta pena de mim, que me trate de forma diferente. Não vou suportar. Ele é um bom psiquiatra, mas penso em deixar isso em segredo pra mim. Contei apenas para minha terapeuta. Tenho 20 anos, ele deve ter uns 26, 27. O que eu faço?

23 respostas


Veja, o seu psiquiatra é a pessoa que te ouve, cuida de você, se importa, tudo o que você gostaria que acontecesse num relacionamento. Pode ser uma projeção no psiquiatra de uma pessoa que você gostaria de encontrar, o que gera confusão. Acredito que em primeiro lugar você deveria trabalhar a sua autoestima, valorizando a pessoa que você é!

Obtenha respostas com a consulta online

Precisa do conselho de um especialista? Agende uma consulta online: receba todas as respostas sem sair de casa.


Você deve procurar fazer uma psicoterapia, com outro(a) profissional e expor esta situação. Ela pode ocorrer, assim como em qualquer relação humana e, no caso de um psiquiatra, talvez isto seja acentuado pelo fato de receber uma atenção especial, que muitas vezes não recebemos em nossas relações. Entretanto, além da questão da ética médica, trata-se de um envolvimento que pode trazer problemas, tais como você não mais conseguir se abrir com ele, por tentar mostrar apenas seu melhor lado, para que ele se aproxime de você como pessoa. Além disto, acredita-se que, se o profissional corresponder, pode criar um viés de relação, que daria a ideia de que profissionais são passíveis de sedução e isto poderia contaminar relações futuras suas com outros profissionais.


Acredito que pelo fato, dele ser com certeza, um excelente profissional, te ouvir e te dar atenção, você está confundindo as coisas, acabou tendo um sentimento por ele que não será correspondido e você irá se frustrar. O melhor a fazer e tratar isso na sua psicoterapia, como você já está fazendo, mesmo porquê você se apaixonou por uma pessoa que você não conhece, pois na realidade você o conhece como profissional e não como uma pessoa, ou seja, a pessoa que ele realmente é fora do consultório. Boa sorte.


Olá... Obrigada por confiar o desabafo. Imagino o quanto é díficil pra você expor este sentimento. Fique muito tranquila, que o sentimento é natural acontecer, sobre tudo, é muito importante levar esta demanda para a terapia. Lembre-se, que a relação entre psiquiatra e paciente é estreitamente profissional.


Olá, pelo seu breve relato, relacionamento e autoestima estão no centro das suas questões, não é mesmo? E aí, algumas confusões emocionais podem acontecer, especialmente em relação a pessoas que dão atenção, cuidado ou proteção. Mas, você já está em terapia, o que é ótimo! E, melhor ainda, já contou o fato para a sua terapeuta. Continue nesta linha e logo tudo vai ficar mais claro para você.

Mariana Milani

Mariana Milani

Psicólogo

São Paulo

Agendar consulta

acredito que seu psiquiatra te escute com toda atenção e cuidado, sem julgamento. Isso muitas vezes por si só facilita a transferência e o estabelecimento de uma relação saudável entre médico e paciente. Mas, quando estamos carentes essa transferência acontece de outra forma, é como se tivéssemos um filtro que acaba influenciando a forma de nos relacionarmos com o cuidador. É ótimo que vc esteja fazendo terapia. Trabalhe isso com seu psicólogo. Ele (a) lhe ajudará a entender melhor o que vc está sentindo.


Inicialmente, gostaria de parabenizá-la pela franqueza e autenticidade. Essa paixão faz parte de um processo de transferência psicológica, muito comum entre paciente e médico, aluno e professor. Ela se dá quando a relação é sobreposta por conteúdos inconscientes de modelos parentais, infantis do paciente ou do aluno, que são depositados no profissional da área de saúde ou do professor, por exemplo. Isso pode ser trabalhado em terapia. De qualquer forma, cabe lembrar que não é amor. É um fenômeno psicológico, que, se bem explorado no setting terapêutico poderá ser superado. Um abraço

Paulo Joau

Paulo Joau

Psicólogo

Salvador

Agendar consulta

Olá! As relações entre profissionais de saúde mental e pacientes podem ocorrer a chamada transferência já citada. Esta nada mais é que, quando o cuidado no seu caso, do seu psiquiatra, é bem feito, você, que está vulnerável, tenha sentimentos de paixão, como você citou. Você desejar alguém que não pode corresponder é um viés que confirma seu desamor, sua privação emocional. Procure trabalhar essas questões com seu psicólogo. Tudo de bom! Abraço!


Que bom que você já está fazendo terapia com um psicólogo. Certamente ele irá te ajudar muito! Confie nele!


Olá, O fato de "nunca ser correspondida" como você comentou, parece algo importante no seu relato. Entender as motivações inconscientementes para essa repetição é um caminho para ampliar sua consciência e modificar os padrões. Você pode fazer isso no processo terapêutico.


Concordo com a profissional acima vc deve estar projetando o que vc gostaria de um relacionamento em seu psiquiatra, o melhor da história é que vc está em terapia com uma psicóloga, ela poderá trabalhar isso em vc...confie nela porém eu indicaria vc a passar com outro profissional de psiquiatria pois isso a ajudará em seu tratamento...

Virginia Fernandes

Virginia Fernandes

Psicólogo

Santo André, SP

Agendar consulta

É possível que você esteja buscando alguém que te dê atenção, cuide de você, te escute e te compreenda. Como o psiquiatra atinge todos esses requisitos você pode ter transferido isso à ele. Caso opte por dizer a ele o que você sente precisa estar preparada para a rejeição, que pode acontecer. Oriento a procurar psicoterapia para te auxiliar, não especificamente nessa questão mas em outras que estão por trás dessa. Um abraço

Marcela Ondei

Marcela Ondei

Psicólogo

São José dos Campos

Agendar consulta

Olá! Isso pode acontecer em nossas relações cotidianas e mais nesse caso, sendo ele, uma pessoa preocupada com seu bem estar e sendo atencioso com suas questões. É muito bom se sentir cuidada e atendida em nossas emoções e esse pode estar relacionado com aquilo que você gostaria de ter na sua vida. Você coloca "nunca" em seu pequeno relato e pelo que descreve você só tem 20 anos, é muito cedo para a palavra "nunca" não acha? Continue trabalhando essas questões com sua Psicoterapeuta e é muito bom que já esteja em terapia, isso te ajudará muito. Trabalhe sua auto estima! Isso porque seu psiquiatra é casado e não te corresponde, pois não há mal nenhum em se apaixonar.


Concordo com a resposta da colega Mariana Milani.


A atração pelo psiquiatra ou psicólogo é muito comum, o motivo: é uma pessoa que te ouve e acolhe principalmente nos momentos mais frágeis da sua vida. Não se sinta culpada por isso, é uma atração que, talvez, seja pela situação presente. Digo "talvez" porque não podemos descartar uma atração verdadeira, todos somos humanos e passamos por isso. Mas, se você vê impedimentos em algo acontecer, pense na situação de uma atração em qualquer outra pessoa, como você agiria sabendo que existe o impedimento casamento?


O que acontece com você é normal, você está passando por uma transferência, mas negativa, é um amor impossível, pois pelo.que diz não é correspondido e nem pode ser; por conta da ética profissional. O que deve fazer, já fez compartilhando com a sua psicoterapeuta. Ela sim, poderá ajudá-la a entender e lidar com conflitante sentimento.


Olá, tudo bem? Esse seu sentimento é muito comum na relação profissional de saúde-paciente, pois você está numa condição de vulnerabilidade psicológica e ele é uma pessoa que te acolhe, que é atencioso que cuida de você. É o que chamamos de transferência. É uma atualização da infância quando uma figura masculina ou feminina cuidava de nós. Mas se isso não está sendo confortável para você, procure uma profissional do sexo feminino.


Nas relações entre médico e paciente, entre psicólogo e paciente, como em outras onde alguém supostamente detém o poder (chefe e subordinado) ou o saber (professor e aluno), estabelece-se o que chamamos de amor de transferência. Geralmente é bidirecional, mas o médico, o psicólogo, o professor, o chefe, na grande maioria das vezes, estão advertidos de que o amor do outro não está dirigido à sua pessoa, mas ao representante daquele lugar de saber ou poder. E são treinados para lidar com isso e o Código de Ética de cada profissão prevê penalidades para o envolvimento amoroso nessas situações. Do lado do paciente, ao contrário, é msis frequente surgir a ilusão de que o amor é dirigido para aquele indivíduo específico e não para o papel que ele representa naquela relação específica e é mais comum aparecer o apaixonamento. Freud falava que na transferência o médico e o psicólogo atualizavam uma série de figuras importantes para o paciente e essa era a razão do amor de transferência. Reflita se você ama o homem ou o Psiquiatra que detém algum saber sobre o seu sofrimento e algum poder para amenizá-lo, como pir exemplo sua mãe e seu pai também detinham, ou um professor que acolhia seus pensamentos e aflições.

Paulo Renato Oliveira

Paulo Renato Oliveira

Psicanalista

Rio de Janeiro

Agendar consulta

Que bom que está fazendo psicoterapia. É muito importante que vc trabalhe nela esses seus sentimentos pelo psiquiatra, e se forem bem trabalhados de repente nem precisa trocar de médico. Há uma grande possibilidade que o que sente é uma projeção, já que vc não o conhece. Como podemos nos apaixonar por quem não conhecemos fora de 4 paredes, uma vez a cada mês? Trabalhe bem e a fundo esses sentimentos com sua terapeuta. Passado um tempo se não ficar fácil para vc, sim troque de médico. Mas não guarde nada escondido. Faz mal e não estará enfrentando de frente coisas que acontecem na vida. Outra coisa, para sentir algo verdadeiro precisa ser mão dupla e ele nem sabe de nada. Leve isso á sua terapia, descobrirá coisas incríveis e vera as coisas de maneira diferente.


Esse tipo de sentimento pode acontecer durante um processo terapêutico e não precisa ser motivo de vergonha. Em psiquiatria e psicoterapia, uma relação baseada em escuta, atenção, segurança e exposição de aspectos íntimos pode mobilizar sentimentos intensos; dentro da clínica, isso pode ser compreendido pelo fenômeno da transferência. Você fez algo importante ao conversar sobre isso com sua terapeuta. Também é possível falar com seu psiquiatra, caso se sinta preparada: um profissional ético deve acolher o relato sem ridicularizar, corresponder romanticamente ou explorar sua vulnerabilidade, preservando os limites da relação médico-paciente. O fato de ele ser casado ou de você imaginar possíveis “pistas” não precisa ser investigado fora da consulta. Mais produtivo é compreender o que esse vínculo representa para você, especialmente porque relata um padrão de se apaixonar por pessoas indisponíveis. Trabalhar isso terapeuticamente pode revelar aspectos importantes de suas necessidades afetivas e relacionamentos.

Dra. Joyce Moreno

Dra. Joyce Moreno

Psiquiatra

Rio de Janeiro

Agendar consulta

O desenvolvimento de sentimentos afetivos ou românticos em relação ao profissional responsável pelo tratamento pode ocorrer no contexto da relação terapêutica. Na psiquiatria e na psicoterapia, esses sentimentos podem estar relacionados ao fenômeno da transferência, no qual experiências emocionais, necessidades afetivas e padrões de relacionamento se manifestam na relação com o terapeuta. Isso não significa que seus sentimentos sejam falsos ou inadequados, mas que merecem ser compreendidos em um ambiente seguro, sem julgamento. Considerando o sofrimento relatado, conversar sobre essa situação com sua psicóloga e, quando se sentir preparada, com o psiquiatra pode ser terapeuticamente importante. O profissional tem a responsabilidade ética de manter limites claros e preservar a relação de cuidado, sem envolvimento romântico com a paciente. Não é necessário abandonar imediatamente o tratamento. Uma abordagem cuidadosa pode transformar essa experiência em oportunidade para compreender padrões afetivos, expectativas de reciprocidade e necessidades emocionais.


O desenvolvimento de sentimentos amorosos em relação ao psiquiatra pode ocorrer durante o acompanhamento e não significa que exista algo errado com você. A relação terapêutica envolve confiança, acolhimento e exposição de experiências emocionalmente significativas, podendo despertar sentimentos intensos. Em determinadas abordagens, esse fenômeno é compreendido pelo conceito de transferência, no qual necessidades afetivas e padrões relacionais podem se manifestar no vínculo com o profissional. Conversar sobre esses sentimentos pode ser terapeuticamente importante, desde que exista um ambiente de respeito, sigilo e limites profissionais claros. O psiquiatra tem responsabilidade ética de preservar esses limites e não estabelecer envolvimento amoroso ou sexual com a paciente. Como você relata sofrimento e receio de rejeição, recomendo continuar trabalhando esse tema com sua psicoterapeuta e considerar abordá-lo com seu psiquiatra quando se sentir preparada. Compreender esses sentimentos pode favorecer seu desenvolvimento emocional e seus relacionamentos futuros.


Desenvolver sentimentos afetivos ou românticos por um profissional de saúde mental pode ocorrer durante o tratamento e não representa motivo de vergonha. A relação terapêutica envolve escuta, acolhimento e confiança, experiências que podem despertar sentimentos intensos, frequentemente compreendidos no contexto dos fenômenos de transferência. Entretanto, é fundamental reconhecer que o vínculo entre médico e paciente possui limites éticos claros e não deve ser transformado em relacionamento amoroso durante o acompanhamento. Conversar sobre esses sentimentos pode ser terapeuticamente importante, especialmente porque você relata sofrimento, medo de rejeição e padrões de envolvimento afetivo não correspondido. Como já compartilhou a situação com sua terapeuta, esse pode ser um espaço inicial para compreender suas emoções e decidir como abordar o assunto com o psiquiatra. Um profissional ético deve acolher o relato com respeito e preservar os limites da relação. Caso os sentimentos estejam prejudicando o tratamento, é possível discutir uma transferência de cuidados de maneira planejada.

Dra. Luana Perpétuo

Dra. Luana Perpétuo

Psiquiatra

Belo Horizonte

Agendar consulta

Ainda procurando respostas? Faça uma nova pergunta

  • • A pergunta é anônima

  • • Faça uma pergunta específica

  • • A pergunta vai para especialistas, não para um médico específico

  • • Não substitui uma consulta médica

  • • Não serve para confirmar diagnósticos

  • • Não publicamos informações sobre dosagem de medicamentos


Escolha o especialista para quem deseja direcionar sua pergunta
Usaremos apenas para notificá-lo sobre a resposta. Não será visível publicamente.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.