Estou em processo de retirada da venlafaxina. Comecei com 37,5mg por dois meses e fui ate 75mg e fiz

Estou em processo de retirada da venlafaxina. Comecei com 37,5mg por dois meses e fui ate 75mg e fiz uso por mais 2 meses. Agora, o neuro reduziu para 37,5mg para parar de tomar. Estou tomando ha uma semana, so que desde entao, sinto uma ansiedade leve e uma tristeza, irritação tambem. É normal. Farei uso por mais dois meses e devo parar por orientação do neuro

12 respostas


Sim, pode ocorrer. A venlafaxina tem maior risco de sintomas de descontinuação, como ansiedade, irritabilidade, tristeza, tontura e insônia, especialmente após redução da dose. Como está em retirada gradual e com sintomas leves, mantenha conforme orientação do neurologista e reavalie se houver piora ou prejuízo funcional.

Dra. Rafaela Seuring

Dra. Rafaela Seuring

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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Ansiedade leve, tristeza e irritabilidade podem acontecer durante a redução da venlafaxina. Esses sintomas podem ser sinais de descontinuação, adaptação à dose menor ou retorno parcial dos sintomas que motivaram o tratamento. Como você ainda fará uso por mais dois meses antes de parar, vale relatar esses sintomas ao neurologista para acompanhar se estão dentro do esperado ou se o ritmo da retirada precisa ser reavaliado. E além disso, seria melhor indicado uma consulta com um psiquiatra, que é a especialidade que trata de saúde mental mais especificamente, e não a neurologia.


O que você descreve pode acontecer na redução da venlafaxina, sim. Quando a dose cai, algumas pessoas sentem justamente essa mistura de ansiedade, tristeza, irritação, sono mais instável, enjoo, tontura ou sensação de cabeça estranha. A venlafaxina é uma das medicações em que essa retirada pode ser mais sentida. O detalhe importante no seu relato é que os sintomas começaram logo depois da redução. Isso pode apontar mais para efeito da retirada do que para uma recaída completa, mas essa diferença precisa ser acompanhada, porque às vezes as duas coisas se confundem. Como você ainda vai permanecer um tempo nessa etapa antes de parar, vale contar ao seu neuro exatamente como ficou: intensidade, duração, se está melhorando ou piorando e se apareceu tristeza mais profunda ou desesperança. Não é para se assustar, mas também não é para sofrer calado. A retirada da venlafaxina costuma precisar ser bem ajustada ao corpo da pessoa, e uma revisão ajuda a deixar esse processo mais seguro e menos desconfortável.


Sim, isso é relativamente comum durante a redução da venlafaxina, mesmo quando o desmame é feito de forma gradual como no seu caso. A venlafaxina é um antidepressivo com meia-vida curta, o que faz com que algumas pessoas sintam sintomas de descontinuação quando há redução de dose, como: ansiedade leve ou aumento da tensão irritabilidade tristeza ou oscilação de humor sensação de “instabilidade emocional” tontura ou desconforto corporal (em alguns casos) Esses sintomas podem aparecer mesmo após alguns dias ou semanas da redução para 37,5 mg, e geralmente refletem uma adaptação do sistema nervoso à diminuição da serotonina e noradrenalina disponíveis. No seu caso: você fez uso relativamente curto e em doses baixas → isso geralmente facilita o desmame a redução foi gradual → isso também reduz riscos os sintomas descritos são leves → isso sugere um quadro compatível com adaptação Em muitos pacientes: Esses sintomas tendem a ser transitórios e melhoram ao longo de dias a poucas semanas, especialmente quando a redução é mantida de forma estável. O que observar: se os sintomas piorarem progressivamente se voltarem sintomas intensos do quadro original (depressão/ansiedade) se houver prejuízo importante no funcionamento diário Em geral: O plano de manter 37,5 mg por mais dois meses é justamente uma forma de permitir adaptação mais suave antes da suspensão completa, o que é uma estratégia comum e adequada.


Olá! Sim, essa sensação é absolutamente normal e esperado. Esses sintomas — a ansiedade leve, a irritação e essa sensação de tristeza — são manifestações clássicas da síndrome de descontinuação (ou abstinência) da venlafaxina. A venlafaxina é um medicamento excelente, mas ela é amplamente conhecida por ter um processo de desmame delicado, mesmo quando feito de forma gradual e correta, como o seu neurologista orientou. A venlafaxina atua aumentando a disponibilidade de dois neurotransmissores importantes no cérebro: a serotonina (ligada ao bem-estar e humor) e a noradrenalina (ligada à energia e foco). Quando você reduz a dose de 75mg para 37,5mg, o seu cérebro experimenta uma "queda" repentina na oferta dessas substâncias. Até que os seus receptores cerebrais se adaptem a esse novo patamar mais baixo, o corpo reage com esses sinais de desconforto emocional e, às vezes, físicos (como tonturas ou náuseas). Como você reduziu a dose há uma semana, você está justamente no pico do período de adaptação. A tendência natural é que esses sintomas comecem a diminuir e se estabilizem ao longo das próximas semanas.


Na maioria dos casos, os transtornos tratados com venlafaxina requerem tratamento prolongado, de dois a cinco anos seguidos, quando não uso contínuo. A retirada precoce leva, justamente, a recidiva ou recaída dos sintomas. Não há como saber com segurança o que ocorre, sem avaliar você, mas é bem possível que seja isto.


Tente parar e então conclua


Olá! Sim, o que você está sentindo é bastante comum na redução da venlafaxina, e vou te explicar. A venlafaxina é conhecida por causar sintomas de retirada quando a dose é reduzida, mesmo de forma planejada. Ansiedade leve, tristeza e irritabilidade estão entre os sintomas mais típicos dessa fase, junto com outros como tontura ou alterações de sono. Costumam ser passageiros e tendem a melhorar à medida que o corpo se adapta à nova dose. Um ponto que quero destacar com cuidado: como esses sintomas, tristeza, ansiedade e irritação, também podem se confundir com um retorno do quadro que motivou o tratamento, vale observar a evolução ao longo das próximas semanas. Se forem sintomas de retirada, tendem a diminuir. Se, ao contrário, forem se intensificando ou persistirem, é importante comunicar o médico, porque isso pode indicar a necessidade de reavaliar o ritmo da retirada. Vale contato com quem prescreveu se esses sintomas ficarem intensos, difíceis de tolerar, ou se surgir desânimo importante e persistente. Às vezes uma redução mais lenta torna esse processo bem mais suave. Enquanto os sintomas estiverem leves e toleráveis, como você descreve, tende a ser essa adaptação passageira. Siga a orientação do seu neuro e mantenha ele informado sobre como você está se sentindo. Fico à disposição caso queira agendar uma consulta online para acompanhar essa fase mais de perto. Melhoras!


Olá! Durante a redução da venlafaxina, algumas pessoas apresentam sintomas como ansiedade, irritabilidade, tristeza e alterações de humor, principalmente nas primeiras semanas após a diminuição da dose. Como a redução foi recente e você continuará usando 37,5 mg por mais dois meses, é possível que esses sintomas melhorem com a adaptação. Se eles se tornarem muito intensos, persistirem ou piorarem, entre em contato com o médico que acompanha seu tratamento para uma reavaliação.

Dra. Brenda Paes Bendassoli

Dra. Brenda Paes Bendassoli

Generalista

São Bernardo do Campo

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Sim. Ansiedade leve, tristeza e irritabilidade podem surgir após a redução da venlafaxina de 75 mg para 37,5 mg, especialmente nos primeiros dias ou semanas. A venlafaxina atua sobre serotonina e noradrenalina e, por ter meia-vida relativamente curta, pode causar sintomas de descontinuação (abstinência) quando a dose é reduzida. Também podem ocorrer tontura, náusea, alterações do sono e sensações físicas incomuns. Um ponto importante é diferenciar sintomas de retirada do retorno do transtorno que motivou o tratamento. O fato de os sintomas terem começado logo após a redução da dose favorece a possibilidade de descontinuação, embora não seja possível afirmar isso isoladamente. Como você está há apenas uma semana na dose menor, ainda pode ocorrer adaptação. Se os sintomas aumentarem ou persistirem, converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para reavaliar a velocidade da retirada. Respeitosamente, Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


A redução da venlafaxina pode causar sintomas de adaptação ou descontinuação, mesmo quando realizada de forma orientada. Isso acontece porque a medicação atua nos sistemas de serotonina e noradrenalina, e o organismo precisa de um período para se ajustar à nova dose. Sintomas como aumento da ansiedade, tristeza, irritabilidade, alterações do sono, sensação de instabilidade emocional ou desconfortos físicos podem surgir após a redução, especialmente nas primeiras semanas. No seu caso, a mudança de 75 mg para 37,5 mg representa uma redução importante da dose, e sentir algumas oscilações após uma semana pode ocorrer. Muitas pessoas apresentam melhora desses sintomas conforme o cérebro se adapta, mas é importante acompanhar a evolução para diferenciar uma adaptação temporária de uma possível retomada dos sintomas do quadro original. Como a retirada foi planejada pelo neurologista, mantenha o acompanhamento e informe caso a ansiedade ou tristeza aumentem, prejudiquem sua rotina ou permaneçam intensas. Não acelere a suspensão por conta própria. Uma retirada gradual e individualizada costuma reduzir desconfortos e aumenta a segurança do processo.


A redução da venlafaxina pode causar sintomas de adaptação ou síndrome de descontinuação, mesmo quando a retirada é planejada e acompanhada pelo médico. Isso ocorre porque a medicação atua nos sistemas de serotonina e noradrenalina, e o organismo precisa de um período para se ajustar à nova dose. Após reduzir de 75 mg para 37,5 mg, algumas pessoas podem apresentar sintomas como ansiedade leve, tristeza, irritabilidade, maior sensibilidade emocional, alterações do sono, tontura ou sensação de instabilidade. O fato de esses sintomas terem iniciado após a redução sugere uma possível relação com a mudança da dose, principalmente na primeira ou segunda semana. Como o seu neurologista programou uma retirada gradual, mantendo 37,5 mg por mais dois meses, essa estratégia busca justamente reduzir o risco de sintomas mais intensos. Entretanto, é importante acompanhar a evolução: se a ansiedade ou tristeza aumentarem progressivamente, prejudicarem sua rotina ou forem semelhantes ao quadro que levou ao início da medicação, informe o médico para reavaliar o ritmo da retirada. Não acelere a suspensão por conta própria. A retirada de antidepressivos deve ser individualizada, considerando tempo de uso, resposta ao tratamento e tolerância aos sintomas de adaptação. Com acompanhamento adequado, muitas pessoas conseguem concluir a retirada de forma segura e confortável.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.