Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

7 respostas


Sinto muito que você esteja enfrentando tudo isso. Pelo que você descreve, esse momento tem sido muito desgastante e angustiante. A boa notícia é que, com o tratamento adequado, é possível reduzir esses sintomas e recuperar sua qualidade de vida. Um ponto importante é que as pesquisas excessivas sobre sintomas acabam alimentando a ansiedade. Quando buscamos respostas o tempo todo, o cérebro passa a interpretar qualquer sensação como um sinal de perigo, criando um ciclo de medo, preocupação e novas pesquisas. Esse ciclo pode intensificar as crises de pânico, a fobia social e até os sintomas da depressão. A terapia é uma das principais ferramentas para interromper esse processo. Mesmo que hoje sair de casa pareça impossível, a terapia online pode ser um excelente caminho para iniciar o tratamento. Ela permite que você receba acompanhamento profissional no ambiente em que se sente mais seguro e, aos poucos, desenvolva estratégias para enfrentar seus medos e retomar sua autonomia. Independentemente de a terapia ser online ou presencial, o mais importante é que você se identifique com o terapeuta. A criação de um vínculo de confiança é um dos fatores que mais contribuem para o sucesso do tratamento, pois é nesse espaço seguro que você poderá compreender o que está acontecendo e aprender formas mais saudáveis de lidar com seus pensamentos e emoções. Se você sentir que faz sentido para você, será um prazer acompanhá-lo(a) nesse processo. Trabalho com um atendimento acolhedor, baseado em evidências científicas, respeitando o seu ritmo e construindo um plano terapêutico personalizado para que você possa recuperar sua segurança e voltar a viver com mais tranquilidade. Se desejar dar esse primeiro passo, entre em contato e agende sua consulta. Juntos, podemos construir um caminho para que você volte a ter uma vida mais leve, com autonomia e qualidade de vida.

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que você está vivendo é angustiante, mas pode melhorar. As pesquisas excessivas sobre sintomas podem aumentar a atenção às sensações do corpo e alimentar um ciclo de medo e ansiedade. Por isso, uma primeira medida importante é interromper esse hábito e evitar buscar constantemente informações ou relatos sobre doenças e sintomas. Você não precisa “apagar” da mente o que leu. O objetivo é aprender a não tratar esses pensamentos como verdades ou previsões do que vai acontecer. Como já iniciou medicação, mantenha o acompanhamento com o médico que a prescreveu e relate como está se sentindo. A psicoterapia também é muito importante. Se o atendimento on-line não funciona para você, procure uma alternativa presencial e, se necessário, comece com pequenos passos. Com tratamento adequado e de forma gradual, é possível reduzir os sintomas, recuperar a confiança e retomar sua vida. Não desista do tratamento.


Olá! Entendo como isso pode ser angustiante. Quando estamos muito ansiosos, é comum procurar respostas na internet acreditando que isso vai trazer alívio, mas muitas vezes acontece o contrário: quanto mais pesquisamos, mais nossa mente encontra motivos para continuar com medo. O fato de você já estar em tratamento é um passo importante, mas tente, aos poucos, diminuir esse hábito de pesquisar sintomas e confiar mais no acompanhamento que está recebendo. Isso costuma fazer bastante diferença. E não desanime, porque esses quadros têm tratamento. Se sentir que precisa de um espaço para compreender melhor tudo o que está vivendo, será um prazer conversar com você em um processo de psicoterapia. Um abraço, Vinicius.


Sinto muito que você esteja passando por um momento tão difícil. Quando estamos sofrendo, é natural buscarmos respostas, mas, às vezes, o excesso de pesquisas acaba alimentando ainda mais o medo e a sensação de que algo ruim está acontecendo. Pela perspectiva psicanalítica, essa busca constante pode ser uma tentativa de encontrar segurança diante da angústia, mas acaba prendendo a pessoa em um ciclo de preocupação. É importante lembrar que você já deu um passo importante ao iniciar o tratamento, ainda que diga que online não serve, o que o leva para terapia presencial. Procure conversar com um profissional sobre esse aumento da ansiedade e, se possível, reduza gradualmente as pesquisas sobre os sintomas. Com o tratamento adequado e apoio, é possível recuperar a confiança e voltar, aos poucos, às atividades que hoje parecem tão difíceis.


O que você está descrevendo é um sofrimento muito intenso, e é compreensível que, nesse momento, tudo pareça confirmar seus medos. Na psicanálise, entendemos que as pesquisas excessivas sobre sintomas podem funcionar como uma tentativa de encontrar respostas e recuperar uma sensação de controle diante da angústia. No entanto, muitas vezes, quanto mais se busca, mais a angústia se alimenta, e as informações passam a ser interpretadas a partir do medo, reforçando um ciclo difícil de interromper. As ideias negativas que surgem após essas leituras não são verdades sobre o seu futuro, mas expressam o estado de sofrimento em que você se encontra agora. O tratamento medicamentoso pode ajudar na redução dos sintomas, mas é importante que ele seja acompanhado de um espaço de escuta, onde seja possível compreender o que essa angústia está comunicando, para além dos sintomas. Mesmo que, neste momento, a terapia online pareça difícil, converse com o profissional que o acompanha sobre essa limitação. Em alguns casos, é possível pensar em estratégias para iniciar o tratamento de forma gradual, respeitando o momento que você está vivendo. Também pode ser útil reduzir, tanto quanto possível, as pesquisas sobre sintomas, pois elas tendem a manter o foco naquilo que aumenta a ansiedade, em vez de favorecer a elaboração do sofrimento. Você não está condenado a permanecer assim. Com acompanhamento adequado, paciência e um tratamento contínuo, muitas pessoas conseguem retomar suas atividades e recuperar a qualidade de vida. Não hesite em manter contato com seu psiquiatra, especialmente se perceber uma piora dos sintomas, para que o tratamento possa ser reavaliado quando necessário.

Clarice Coelho

Clarice Coelho

Psicanalista

Curitiba

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Olá, tudo bem? Receber um diagnóstico exige uma avaliação cuidadosa e abrangente. É natural se identificar com um ou outro comportamento descrito na internet, mas isso não significa, por si só, que exista um transtorno. Muitas características humanas são compartilhadas por pessoas com e sem diagnósticos. O que diferencia um transtorno não é a presença de um sinal isolado, mas o conjunto de sintomas, sua intensidade, persistência e o impacto que causam na vida da pessoa. Por isso é indispensável a avaliação de um profissional. Espero ter ajudado!


Olá! Sinto muito que você esteja passando por um momento tão difícil. Pelo que descreve, parece ter se formado um ciclo em que a tentativa de entender o que estava acontecendo acabou aumentando ainda mais a sua ansiedade. Pesquisar sobre sintomas não causa uma doença por si só, mas pesquisas excessivas podem contribuir para a manutenção da ansiedade. Quando estamos assustados, procurar informações pode parecer uma forma de encontrar segurança. O problema é que, quanto mais pesquisamos, mais passamos a observar nosso corpo e nosso comportamento em busca de sinais daquilo que lemos. Isso pode aumentar a sensação de ameaça e levar a novas pesquisas. Pode se estabelecer um ciclo como: ansiedade → pesquisa sobre sintomas → maior atenção aos sintomas → medo de ter uma crise → evitação de sair de casa → alívio momentâneo → aumento da ansiedade na próxima tentativa. Por isso, não é necessário "apagar" da cabeça tudo o que você leu. Você provavelmente não conseguirá simplesmente esquecer essas informações, e tentar fazer isso pode até aumentar a preocupação. O objetivo é parar de tratar essas informações como previsões sobre o que vai acontecer com você. Quando surgir um pensamento como "vou ter uma crise se sair sozinho", tente reconhecê-lo como uma possibilidade que sua mente está apresentando, e não como uma certeza. Algo como: "Estou tendo o pensamento de que posso passar mal ou ter uma crise. Não preciso descobrir agora se isso vai acontecer." Também pode ser importante estabelecer um período sem pesquisas sobre sintomas, principalmente quando estiver ansioso. Evite procurar relatos, listas de sintomas, vídeos e testes na internet para tentar verificar como você está. Se surgir uma dúvida sobre o diagnóstico ou o tratamento, leve-a ao profissional que acompanha você em vez de tentar resolvê-la por meio de novas pesquisas. A evitação também merece atenção. Se você deixou de sair sozinho por medo de ter uma crise, é compreensível que isso esteja acontecendo, mas permanecer completamente isolado tende a fortalecer o medo. O tratamento psicológico pode ajudá-lo a retomar gradualmente as atividades que foram abandonadas, respeitando seu momento e sem transformar isso em uma obrigação de enfrentar tudo de uma vez. Como você relata que não consegue fazer terapia online, procure, se possível, um psicólogo presencial que tenha experiência com depressão, transtornos de ansiedade, pânico e comportamentos de evitação. A psicoterapia pode ajudar justamente a trabalhar esse ciclo de pesquisas, medo, monitoramento e isolamento. Em relação aos medicamentos, continue seguindo a orientação do médico que os prescreveu. O início do tratamento pode exigir algum tempo e, dependendo da medicação e da resposta individual, pode ser necessário acompanhamento e ajustes. Não interrompa ou modifique a medicação por conta própria. Se estiver preocupado porque ainda não percebeu melhora suficiente ou se os sintomas pioraram depois do início do tratamento, converse com seu psiquiatra. E uma coisa importante: o fato de você estar vivendo isso agora não significa que perdeu para sempre a capacidade de sair sozinho ou de ter uma vida normal. O cérebro pode aprender a associar determinadas situações ao perigo, mas essas associações também podem ser modificadas. A recuperação costuma acontecer gradualmente, com tratamento e retomada progressiva da vida. Se em algum momento a depressão vier acompanhada de pensamentos de morte ou de vontade de se machucar, procure ajuda imediatamente e não permaneça sozinho. Isso merece avaliação profissional urgente. Espero ter ajudado. Rodrigo Vieira Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)

Rodrigo  Vieira

Rodrigo Vieira

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.