Estou tomando ritalina lá 20mg e comentei com minha psiquiatra que estava sem apetite. Ela me receit

3 respostas
Estou tomando ritalina lá 20mg e comentei com minha psiquiatra que estava sem apetite. Ela me receitou cloridrato de imipramina para tomar de noite. Hoje li a bula da ritalina e lá dizia que não poderia misturar com antidepressivos tricíclicos. Alguém pode me dizer se é normal misturar esses 2 medicamentos? Procuro outro psiquiatra? Desde já agradeço
Pode haver alguma interação problemática entre as medicações, dependendo da dose e sensibilidade da pessoa. Mas, não é proibida a associação. Depende do caso. O que mais me estranha é você dizer que ela prescfreveu imipramina porque você estava sem apetite. Apesar de a imipramina frequentemente aumentar o apetite, não é um remédio habitualmente usado com este objetivo, a não ser que a perda de apetite fosse por uma depressão, por exemplo.

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Na medicina não há pontos absolutos/extremos para nossas decisões, deve-se colocar na balança os ganhos e benefícios contra os prejuízos e malefícios baseando-se na ética de não causar mal para o paciente. Me causa estranhamento uso de Imipramina para aumento de fome, sendo que esse é um dos primeiros antidepressivos, criado na década de 1960, sendo facilmente superado por uma série de novos medicamentos.
Dra. Jéssica Carpaneda
Psiquiatra, Médico clínico geral, Generalista
Brasília
Essa dúvida faz sentido, e é bom você ter olhado com atenção.
A associação entre metilfenidato (Ritalina LA) e antidepressivos tricíclicos, como a imipramina, não é “proibida”, mas exige cautela e acompanhamento. O que a bula sinaliza é um potencial de interação, principalmente pelo risco de aumento de efeitos cardiovasculares, como elevação de pressão e frequência cardíaca, além de possível aumento dos níveis da imipramina.
Na prática clínica, essa combinação pode ser usada em alguns casos selecionados, por exemplo quando se quer ajudar no humor, sono ou até no apetite, mas não é uma associação trivial. Precisa de avaliação individual, ajuste de dose e, idealmente, algum monitoramento, principalmente no início.
Então não significa automaticamente que a conduta esteja errada ou que você precise trocar de psiquiatra. O ponto aqui é se houve uma boa indicação para você especificamente e se existe acompanhamento adequado.
O que eu te orientaria agora é observar alguns sinais de alerta, como palpitação, aumento importante da ansiedade, tontura, sudorese excessiva ou sensação de coração acelerado. Se aparecer algo assim, vale avisar sua médica.
Se você ficou inseguro, é totalmente válido pedir para ela te explicar o racional dessa combinação no seu caso. Uma boa condução passa por você entender o porquê das escolhas.

Se ainda assim não se sentir confortável, uma segunda opinião pode te ajudar a ficar mais tranquila e ajustar a estratégia de forma mais personalizada.

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