Eu e neu namorado temos borderline,ja aconteceu de quase terminarmos mais de 3 vezes,ele uma hora di
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Eu e neu namorado temos borderline,ja aconteceu de quase terminarmos mais de 3 vezes,ele uma hora diz que não sente nada e na msm hora que eu abraço ele e choro,ele começa a chorar tbm e diz que não quer terminar e que esta só confuso,eu o amo mt não quero perde-lo,mas agora ele esta querendo abrir o relacionamento para ficar com outras pessoas e eu não quero,ele quer manter nosso relacionamento do msm jeito esperando que continue igual e eu mude de ideia e abra o relacionamento,não sei o que fazer sobre isso,eu me sinto desvalorizada quando ele pensa nisso.
Isso é uma situação muito difícil e dói ainda mais quando os dois têm borderline, porque as emoções ficam muito intensas e confusas. É compreensível você se sentir desvalorizada, já que abrir o relacionamento vai contra o que você sente e acredita.
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Relacionamentos em que ambas as pessoas têm Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tendem a ser emocionalmente intensos e instáveis, o que está de acordo com os critérios descritos no DSM-5-TR, especialmente no que se refere à instabilidade afetiva, medo de abandono, dificuldades na identidade e relações interpessoais marcadas por oscilações entre idealização e desvalorização.
O que você descreve (momentos em que ele diz não sentir nada e, logo depois, demonstra forte vínculo emocional) é compatível com essa oscilação emocional característica do transtorno. Isso não significa que os sentimentos não existam, mas sim que podem variar de forma rápida e intensa, principalmente diante de situações de estresse relacional.
Sobre a questão de abrir o relacionamento, é importante destacar que acordos afetivos só são saudáveis quando há consentimento genuíno de ambas as partes. Permanecer em um modelo de relacionamento que te causa sofrimento, sensação de desvalorização ou viola seus limites emocionais não é recomendado, especialmente em pessoas com TPB, nas quais a vivência de rejeição e insegurança pode ser ainda mais intensa. A SBP reforça que a validação emocional e o respeito aos limites individuais são fundamentais no manejo do transtorno.
Esperar que você “mude de ideia” enquanto sofre não configura um acordo equilibrado. Seus sentimentos são legítimos, e o desconforto que você relata é um sinal importante de que algo precisa ser cuidado.
Diante disso, é fortemente indicado que:
Ambos estejam em tratamento psiquiátrico e psicoterápico, preferencialmente com abordagens baseadas em evidências, como a Terapia Comportamental Dialética (DBT);
As decisões sobre o relacionamento não sejam tomadas em momentos de crise emocional;
Seus limites sejam respeitados, já que preservá-los faz parte do cuidado com sua saúde mental.
Amar alguém não deve significar se anular ou aceitar uma situação que gera sofrimento contínuo. Cuidar de si também é uma forma de amor.
O que você descreve (momentos em que ele diz não sentir nada e, logo depois, demonstra forte vínculo emocional) é compatível com essa oscilação emocional característica do transtorno. Isso não significa que os sentimentos não existam, mas sim que podem variar de forma rápida e intensa, principalmente diante de situações de estresse relacional.
Sobre a questão de abrir o relacionamento, é importante destacar que acordos afetivos só são saudáveis quando há consentimento genuíno de ambas as partes. Permanecer em um modelo de relacionamento que te causa sofrimento, sensação de desvalorização ou viola seus limites emocionais não é recomendado, especialmente em pessoas com TPB, nas quais a vivência de rejeição e insegurança pode ser ainda mais intensa. A SBP reforça que a validação emocional e o respeito aos limites individuais são fundamentais no manejo do transtorno.
Esperar que você “mude de ideia” enquanto sofre não configura um acordo equilibrado. Seus sentimentos são legítimos, e o desconforto que você relata é um sinal importante de que algo precisa ser cuidado.
Diante disso, é fortemente indicado que:
Ambos estejam em tratamento psiquiátrico e psicoterápico, preferencialmente com abordagens baseadas em evidências, como a Terapia Comportamental Dialética (DBT);
As decisões sobre o relacionamento não sejam tomadas em momentos de crise emocional;
Seus limites sejam respeitados, já que preservá-los faz parte do cuidado com sua saúde mental.
Amar alguém não deve significar se anular ou aceitar uma situação que gera sofrimento contínuo. Cuidar de si também é uma forma de amor.
Uma escuta profissional pode ajudá-los a tentar entender o que está acontecendo. Há psicoterapeutas especializados no trabalho com casais.
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Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.