Eu namoro hà 3 anos com alguém incrível, nunca tive um namoro saudavel antes, só que quando completa
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Eu namoro hà 3 anos com alguém incrível, nunca tive um namoro saudavel antes, só que quando completamos 1 ano de namoro vieram vários pensamentos sobre não amar meu namorado e ficar observando a gentileza das pessoas e achar que tinha algo a mais ou que elas seriam melhores pra mim do que no meu relacionamento atual, pois é muito tranquilo, eu não sei uma maneira de pensar sobre isso, queria melhorar os meus pensamentos quanto o meu namoro, eu ainda o amo.
Você está vivendo algo que, na psicanálise, pode ser escutado como uma forma de angústia diante da estabilidade, do cuidado, da tranquilidade ou seja, do que muitas vezes você não teve em outras experiências afetivas.
Estar em um relacionamento saudável pode, paradoxalmente, despertar um certo estranhamento ou até inquietação, especialmente quando se está habituada a relações marcadas por turbulência, insegurança, rejeição ou idealizações. Quando há tranquilidade, o sujeito pode se deparar com a ausência daquilo que antes ocupava a cena do desejo: a falta, a luta, o drama, o jogo. É como se, diante de algo bom e estável, a mente tentasse sabotar, buscando falhas, possibilidades externas, criando comparações — não porque o amor acabou, mas porque há uma dificuldade em elaborar esse novo lugar que não é conhecido ou confortável: o da segurança afetiva.
Observar outras pessoas e pensar “e se?” não significa necessariamente que você deixou de amar. Pode ser uma expressão de dúvidas que têm mais a ver com você mesma do que com o outro. Pensar que alguém poderia ser “melhor” pode refletir não uma falta no outro, mas uma idealização do que ainda não se viveu — como se algo novo ou desconhecido pudesse preencher algo que ainda falta em você.
Também vale considerar o quanto estamos sujeitos a um discurso contemporâneo que nos empurra para o desempenho constante: mais paixão, mais emoção, mais intensidade, mais novidade. Esse excesso de possibilidades, principalmente nas redes sociais, pode fazer com que a tranquilidade pareça sinônimo de tédio — quando, na verdade, pode ser um espaço de encontro mais profundo.
Você disse algo importante: "Eu ainda o amo." E isso já é um ponto de escuta essencial. Talvez o caminho não seja “melhorar os pensamentos” no sentido de tentar forçá-los a mudar, mas escutar o que esses pensamentos querem dizer. O que está em jogo neles? O que o seu desejo está tentando elaborar? De onde vem essa inquietação?
Um processo de análise pode te ajudar a construir um espaço para essas questões — não para responder se é amor ou não, mas para que você possa se ouvir, com menos culpa e mais verdade. Afinal, nem sempre o problema é o outro. Às vezes, é a dificuldade de sustentar o que nos faz bem.
Estar em um relacionamento saudável pode, paradoxalmente, despertar um certo estranhamento ou até inquietação, especialmente quando se está habituada a relações marcadas por turbulência, insegurança, rejeição ou idealizações. Quando há tranquilidade, o sujeito pode se deparar com a ausência daquilo que antes ocupava a cena do desejo: a falta, a luta, o drama, o jogo. É como se, diante de algo bom e estável, a mente tentasse sabotar, buscando falhas, possibilidades externas, criando comparações — não porque o amor acabou, mas porque há uma dificuldade em elaborar esse novo lugar que não é conhecido ou confortável: o da segurança afetiva.
Observar outras pessoas e pensar “e se?” não significa necessariamente que você deixou de amar. Pode ser uma expressão de dúvidas que têm mais a ver com você mesma do que com o outro. Pensar que alguém poderia ser “melhor” pode refletir não uma falta no outro, mas uma idealização do que ainda não se viveu — como se algo novo ou desconhecido pudesse preencher algo que ainda falta em você.
Também vale considerar o quanto estamos sujeitos a um discurso contemporâneo que nos empurra para o desempenho constante: mais paixão, mais emoção, mais intensidade, mais novidade. Esse excesso de possibilidades, principalmente nas redes sociais, pode fazer com que a tranquilidade pareça sinônimo de tédio — quando, na verdade, pode ser um espaço de encontro mais profundo.
Você disse algo importante: "Eu ainda o amo." E isso já é um ponto de escuta essencial. Talvez o caminho não seja “melhorar os pensamentos” no sentido de tentar forçá-los a mudar, mas escutar o que esses pensamentos querem dizer. O que está em jogo neles? O que o seu desejo está tentando elaborar? De onde vem essa inquietação?
Um processo de análise pode te ajudar a construir um espaço para essas questões — não para responder se é amor ou não, mas para que você possa se ouvir, com menos culpa e mais verdade. Afinal, nem sempre o problema é o outro. Às vezes, é a dificuldade de sustentar o que nos faz bem.
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Na terapia sistêmica, esse tipo de questionamento pode ser visto como um reflexo do seu histórico relacional anterior. Se antes o amor estava associado a intensidade, conflitos ou instabilidade, um relacionamento tranquilo pode parecer “estranho” ou até “sem emoção”. Seu olhar para outras pessoas pode estar tentando preencher uma expectativa interna de que o amor precisa ser mais “turbulento” para ser real.
Em vez de focar apenas nos pensamentos, a terapia busca entender o que eles estão tentando comunicar sobre suas vivências passadas, suas crenças sobre o amor e o que mudou em você desde que está nessa relação mais segura.
O convite é pensar: o que você aprendeu sobre amor no passado? O que essa relação atual está te ensinando de novo? E o que você teme ao se permitir viver um vínculo mais estável?
Em vez de focar apenas nos pensamentos, a terapia busca entender o que eles estão tentando comunicar sobre suas vivências passadas, suas crenças sobre o amor e o que mudou em você desde que está nessa relação mais segura.
O convite é pensar: o que você aprendeu sobre amor no passado? O que essa relação atual está te ensinando de novo? E o que você teme ao se permitir viver um vínculo mais estável?
O fato de estar em um relacionamento saudável, vindos de outros não saudáveis pode ser um bom sinal. Estamos sempre em contato com novos eventos que podem modificar nossas percepções, interesses, etc. O fato de perceber coisas novas, ter novas expectativas, pode modificar os nossos relacionamentos. É interessante sempre tentar perceber quais são as nossas expectativas em um determinado relacionamento, nossas motivações, etc., e o que temos no nosso relacionamento, o que não temos e o que esperamos que haveria em um eventual outro. Se você tiver dificuldade de identificar esse tipo de situação, a ajuda de um psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança, pode ser interessante.
Bom dia, como vai?
É importante realizar uma reflexão/investigação sobre o que mudou neste período, seja na relação entre vocês ou na sua relação consigo mesma. Nós somos seres em constante mudança e uma janela grande de tempo pode evidenciar isso, o desafio do relacionamento é justamente acompanhar estes avanços.
É importante realizar uma reflexão/investigação sobre o que mudou neste período, seja na relação entre vocês ou na sua relação consigo mesma. Nós somos seres em constante mudança e uma janela grande de tempo pode evidenciar isso, o desafio do relacionamento é justamente acompanhar estes avanços.
Especialistas
Lilian Santos Cardoso Gontijo
Especialista em clínica médica, Médico clínico geral
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Ana Clara Gonçalves de Oliveira
Médico clínico geral, Generalista, Psicanalista
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Médico clínico geral, Generalista, Médico de família
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