Eu tomo há 12 anos paroxetina de 20mg, já tentei fazer o desmame por diversas vezes e não consegui.
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Eu tomo há 12 anos paroxetina de 20mg, já tentei fazer o desmame por diversas vezes e não consegui. Estou na minha terceira tentativa, 20mg passei para 15 mg fiquei alguns meses, depois 12 mg, 2 meses, 10mg 2 meses e quando cheguei a 5mg. Comecei ter crises de ansiedade, pânico, a cabeça fica estranha, sinto pressão na cabeça, tontura, enjoou, sentimento de desrealidade, tristeza, desânimo. Com isso, voltei a tomar 10mg, estou assim 2 semanas, diminuiu um pouco os sintomas, mas ainda continuo me sentindo mal. Faço academia empurrada, caminho. Gostaria de saber se isso passa? Ou tenho que voltar a tomar 20mg? Por conta do remédio engordei 30kg
A maioria dos casos de transtornos tratados com paroxetina (por exemplo, depressão, ansiedade generalizada, transtorno de pânico) requer tratamento permanente, pois o remédio não cura o transtorno, apesar de controlar bem os sintomas (o que, no caso, é o mais importante). Interromper várias vezes, não só pode levar a ter novas crises, como, em algumas pessoas, pode levar à necessidade de aumentar as doses ou mesmo ter de trocar por medicações mais potentes.
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Olá! Entendo o quanto isso é desgastante, especialmente depois de tantas tentativas.
Pelo que você descreve (tontura, pressão na cabeça, desrealização, piora da ansiedade ao reduzir), é bastante compatível com sintomas de descontinuação da paroxetina, que é um dos antidepressivos com maior chance de causar esse tipo de reação quando a redução é mais sensível, principalmente abaixo de 10 mg. Isso costuma melhorar, mas pode levar algumas semanas após estabilizar a dose.
Não significa necessariamente que você precise voltar aos 20 mg. Muitas vezes é necessário fazer um desmame ainda mais lento e gradual, às vezes com reduções mínimas e intervalos maiores. Como há também a questão do ganho de peso, vale reavaliar estratégia terapêutica completa com seu psiquiatra antes de qualquer nova mudança.
Se desejar organizar um plano de retirada mais estruturado e seguro, fico à disposição para consulta psiquiátrica.
Pelo que você descreve (tontura, pressão na cabeça, desrealização, piora da ansiedade ao reduzir), é bastante compatível com sintomas de descontinuação da paroxetina, que é um dos antidepressivos com maior chance de causar esse tipo de reação quando a redução é mais sensível, principalmente abaixo de 10 mg. Isso costuma melhorar, mas pode levar algumas semanas após estabilizar a dose.
Não significa necessariamente que você precise voltar aos 20 mg. Muitas vezes é necessário fazer um desmame ainda mais lento e gradual, às vezes com reduções mínimas e intervalos maiores. Como há também a questão do ganho de peso, vale reavaliar estratégia terapêutica completa com seu psiquiatra antes de qualquer nova mudança.
Se desejar organizar um plano de retirada mais estruturado e seguro, fico à disposição para consulta psiquiátrica.
12 anos de paroxetina com tentativas de desmame frustradas — isso é algo que merece ser abordado com muito cuidado e estratégia.
A paroxetina é conhecida por ter uma das síndromes de descontinuação mais intensas entre os antidepressivos, justamente pela sua meia-vida curta e forte ação serotoninérgica. Sintomas como tontura, choque elétrico, irritabilidade, náusea e piora do humor ao tentar reduzir são esperados — e muitas vezes levam as pessoas a "desistir" do desmame por acreditar que a doença voltou, quando na verdade é o próprio efeito de abstinência do medicamento.
Isso não significa que você nunca conseguirá parar — significa que o desmame precisa ser feito de forma muito mais lenta e gradual do que geralmente é orientado. Reduções de 5-10% a cada 4-8 semanas (ao invés de cortes de 50% de uma vez) são muito mais toleráveis e têm mais sucesso.
Além disso, antes de qualquer tentativa de desmame, vale avaliar: o quadro original que motivou o uso ainda existe? Há fatores metabólicos, hormonais ou nutricionais que nunca foram tratados e que poderiam estar sustentando a necessidade do medicamento?
Uma avaliação integrativa — que olhe além do medicamento — pode abrir novas possibilidades para o seu caso.
(Resposta informativa — não substitui consulta médica.)
A paroxetina é conhecida por ter uma das síndromes de descontinuação mais intensas entre os antidepressivos, justamente pela sua meia-vida curta e forte ação serotoninérgica. Sintomas como tontura, choque elétrico, irritabilidade, náusea e piora do humor ao tentar reduzir são esperados — e muitas vezes levam as pessoas a "desistir" do desmame por acreditar que a doença voltou, quando na verdade é o próprio efeito de abstinência do medicamento.
Isso não significa que você nunca conseguirá parar — significa que o desmame precisa ser feito de forma muito mais lenta e gradual do que geralmente é orientado. Reduções de 5-10% a cada 4-8 semanas (ao invés de cortes de 50% de uma vez) são muito mais toleráveis e têm mais sucesso.
Além disso, antes de qualquer tentativa de desmame, vale avaliar: o quadro original que motivou o uso ainda existe? Há fatores metabólicos, hormonais ou nutricionais que nunca foram tratados e que poderiam estar sustentando a necessidade do medicamento?
Uma avaliação integrativa — que olhe além do medicamento — pode abrir novas possibilidades para o seu caso.
(Resposta informativa — não substitui consulta médica.)
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