Fiz exames de ressonância magnética e tomografia, onde tive dois resultados: devido a um meningioma,
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Fiz exames de ressonância magnética e tomografia, onde tive dois resultados: devido a um meningioma, um osso do meu cranio aparece na ressonância como hiperostose, e na tomo, como esclerose óssea. Tenho histórico familiar de esclerose múltipla. Qual a diferença entre as duas doenças, e o que pode ser mais preocupante?
Boa tarde!
A tomografia e a ressonância descreveram a mesma coisa de jeitos diferentes. O meningioma normalmente fica "deitado" sobre o osso, provocando uma reação em que ele cresce (hiperostose) e fica mais denso (esclerose). Apesar de terem em comum a palavra "esclerose", não tem nada a ver com esclerose múltipla, que provoca inflamações e pequenas lesões no cérebro, mas não afeta o osso.
A tomografia e a ressonância descreveram a mesma coisa de jeitos diferentes. O meningioma normalmente fica "deitado" sobre o osso, provocando uma reação em que ele cresce (hiperostose) e fica mais denso (esclerose). Apesar de terem em comum a palavra "esclerose", não tem nada a ver com esclerose múltipla, que provoca inflamações e pequenas lesões no cérebro, mas não afeta o osso.
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A esclerose múltipla é uma doença que afeta o sistema nervoso central, acometendo a chamada "bainha de mielina", uma espécie de isolante elétrico dos nossos neurônios, não possui nenhuma relação com o achado descrito de esclerose óssea, se as alterações da ressonância ficaram restritas ao meningioma e ao osso do crânio fique tranquilo pois não há suspeita de esclerose múltipla nesse caso.
Olá! Sua pergunta é excelente — e demonstra um cuidado muito importante em compreender o significado dos exames e as diferenças entre esses diagnósticos.
Antes de tudo, é fundamental esclarecer que hiperostose e esclerose óssea não são doenças por si só, mas alterações estruturais do osso observadas em exames de imagem. Já a esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória autoimune do sistema nervoso central — completamente diferente das duas primeiras.
Vamos por partes
1⃣ Hiperostose e esclerose óssea
Esses termos descrevem alterações no osso do crânio, e frequentemente aparecem associadas a meningiomas, que são tumores benignos das meninges (as membranas que revestem o cérebro).
Hiperostose: é o espessamento do osso, geralmente localizado na região onde o meningioma se fixa. Ocorre porque o tumor estimula o osso subjacente a crescer mais do que o normal. É um achado típico e benigno, relacionado ao efeito mecânico e inflamatório local do meningioma.
Esclerose óssea: significa que o osso ficou mais denso (endurecido), sem necessariamente aumentar de volume. É um termo radiológico que descreve maior compactação do tecido ósseo, podendo ter várias causas (como inflamação crônica, trauma antigo ou, mais raramente, infiltrações tumorais).
Nos casos de meningioma, essas alterações são geralmente benignas e locais, não indicam câncer ósseo nem relação com doenças neurológicas autoimunes.
2⃣ Esclerose Múltipla (EM)
Já a esclerose múltipla é uma doença desmielinizante, ou seja, uma condição em que o sistema imunológico ataca a mielina, substância que reveste os neurônios no cérebro e na medula espinhal.
Ela não afeta os ossos — por isso, não tem nenhuma relação com a esclerose ou hiperostose óssea vistas nos exames.
Os principais sintomas da EM são:
Perda ou borramento visual;
Dormências, formigamentos, fraqueza em um lado do corpo;
Tontura, desequilíbrio ou fala arrastada;
Cansaço intenso e lapsos cognitivos.
A confirmação diagnóstica se dá por ressonância magnética do encéfalo e da medula, mostrando lesões desmielinizantes, além de exames complementares como o líquor (bandas oligoclonais) e avaliação neurológica detalhada.
3⃣ Qual situação é mais preocupante?
O meningioma com hiperostose/esclerose óssea é geralmente benigno, de crescimento lento e pode permanecer estável por anos. A conduta depende do tamanho, da localização e dos sintomas (como dor de cabeça, perda de olfato, visão dupla ou convulsões).
A esclerose múltipla, por outro lado, é uma doença crônica e potencialmente progressiva, mas não está relacionada ao seu achado ósseo.
Portanto, as duas situações são independentes entre si e devem ser acompanhadas de forma diferente.
O que fazer agora:
1⃣ Continue o acompanhamento com seu neurologista e neurocirurgião, levando ambos os exames.
2⃣ Se o meningioma estiver estável e sem sintomas, geralmente apenas o acompanhamento periódico com ressonância é suficiente.
3⃣ Caso existam sintomas neurológicos compatíveis com esclerose múltipla, o neurologista pode solicitar ressonância de crânio e medula com contraste e exame do líquor para esclarecer.
Em resumo:
Hiperostose e esclerose óssea são alterações ósseas benignas e locais, associadas ao meningioma.
Esclerose múltipla é uma doença autoimune do cérebro e medula, sem relação com ossos.
O achado ósseo não indica esclerose múltipla e, em geral, não representa risco grave imediato, mas requer acompanhamento médico regular.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui a consulta médica individual.
O ideal é que seu neurologista e neurocirurgião acompanhem o caso em conjunto, para definir o melhor plano de seguimento.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, tumores cerebrais benignos e doenças desmielinizantes, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
Antes de tudo, é fundamental esclarecer que hiperostose e esclerose óssea não são doenças por si só, mas alterações estruturais do osso observadas em exames de imagem. Já a esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória autoimune do sistema nervoso central — completamente diferente das duas primeiras.
Vamos por partes
1⃣ Hiperostose e esclerose óssea
Esses termos descrevem alterações no osso do crânio, e frequentemente aparecem associadas a meningiomas, que são tumores benignos das meninges (as membranas que revestem o cérebro).
Hiperostose: é o espessamento do osso, geralmente localizado na região onde o meningioma se fixa. Ocorre porque o tumor estimula o osso subjacente a crescer mais do que o normal. É um achado típico e benigno, relacionado ao efeito mecânico e inflamatório local do meningioma.
Esclerose óssea: significa que o osso ficou mais denso (endurecido), sem necessariamente aumentar de volume. É um termo radiológico que descreve maior compactação do tecido ósseo, podendo ter várias causas (como inflamação crônica, trauma antigo ou, mais raramente, infiltrações tumorais).
Nos casos de meningioma, essas alterações são geralmente benignas e locais, não indicam câncer ósseo nem relação com doenças neurológicas autoimunes.
2⃣ Esclerose Múltipla (EM)
Já a esclerose múltipla é uma doença desmielinizante, ou seja, uma condição em que o sistema imunológico ataca a mielina, substância que reveste os neurônios no cérebro e na medula espinhal.
Ela não afeta os ossos — por isso, não tem nenhuma relação com a esclerose ou hiperostose óssea vistas nos exames.
Os principais sintomas da EM são:
Perda ou borramento visual;
Dormências, formigamentos, fraqueza em um lado do corpo;
Tontura, desequilíbrio ou fala arrastada;
Cansaço intenso e lapsos cognitivos.
A confirmação diagnóstica se dá por ressonância magnética do encéfalo e da medula, mostrando lesões desmielinizantes, além de exames complementares como o líquor (bandas oligoclonais) e avaliação neurológica detalhada.
3⃣ Qual situação é mais preocupante?
O meningioma com hiperostose/esclerose óssea é geralmente benigno, de crescimento lento e pode permanecer estável por anos. A conduta depende do tamanho, da localização e dos sintomas (como dor de cabeça, perda de olfato, visão dupla ou convulsões).
A esclerose múltipla, por outro lado, é uma doença crônica e potencialmente progressiva, mas não está relacionada ao seu achado ósseo.
Portanto, as duas situações são independentes entre si e devem ser acompanhadas de forma diferente.
O que fazer agora:
1⃣ Continue o acompanhamento com seu neurologista e neurocirurgião, levando ambos os exames.
2⃣ Se o meningioma estiver estável e sem sintomas, geralmente apenas o acompanhamento periódico com ressonância é suficiente.
3⃣ Caso existam sintomas neurológicos compatíveis com esclerose múltipla, o neurologista pode solicitar ressonância de crânio e medula com contraste e exame do líquor para esclarecer.
Em resumo:
Hiperostose e esclerose óssea são alterações ósseas benignas e locais, associadas ao meningioma.
Esclerose múltipla é uma doença autoimune do cérebro e medula, sem relação com ossos.
O achado ósseo não indica esclerose múltipla e, em geral, não representa risco grave imediato, mas requer acompanhamento médico regular.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui a consulta médica individual.
O ideal é que seu neurologista e neurocirurgião acompanhem o caso em conjunto, para definir o melhor plano de seguimento.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, tumores cerebrais benignos e doenças desmielinizantes, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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