fui diagnosticado clinicamente com a Síndrome de Ehlers-Danlos hipermovel (SEDh), e minha reumatolog

fui diagnosticado clinicamente com a Síndrome de Ehlers-Danlos hipermovel (SEDh), e minha reumatologista comentou que o TDAH é uma manifestação comum associada à síndrome. Ela sugeriu que eu "continuasse no meu seguimento clínico", mas, no momento, não tenho nenhum acompanhamento voltado para isso. vale a pena, de fato, procurar ajuda especializada para o TDAH nesse contexto, já que ele parece ser uma parte da SEDh?. exite bibliografia confiavel sobre o tema?. que tipo de ajuda seria a mais indicada? Devo buscar um neurologista, um psiquiatra (especializado em TDAH ou em condições complexas), ou outro profissional?.

5 respostas


Mesmo quando o TDAH aparece associado à síndrome de Ehlers-Danlos hipermóvel, ele merece atenção própria. Buscar ajuda especializada não é exagero, é cuidado. Uma avaliação adequada pode ajudar a diferenciar o que vem da condição física e o que pode ser tratado de forma específica, trazendo mais qualidade de vida. Cuidar da saúde mental também é parte do seguimento clínico.

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Olá, boa tarde. Bibliografia associando SEDh com TDAH existe sim, mas desconheço se existem protocolos de tratamento específicos para esse tipo de caso e acho que pode não ser necessário haver um protocolo específico. Recomendo que você observe o seguinte: existe algum aspecto associado ao TDAH que está te gerando sofrimento ou incômodo? Se sim, basta para procurar ajuda nessa questão. O tratamento mais adequadro para esse tipo de caso é o multiprofissional entre psicólogos e psiquiatras. Caso você não saiba ao certo se tem essa condição, também poderia ser interessante fazer a avaliação CASO tenha algo te incomodando em sua vida. Se não há sofrimento ou incômodo em assuntos associados ao TDAH, não vejo razões para haver um tratamento.

Bruno Henrique Braz dos Santos

Bruno Henrique Braz dos Santos

Psicólogo

São José dos Campos

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Olá, como vai? Apesar de estarem associados, será que você apresenta os sintomas do TDAH? No seu relato isso não fica evidente. Você mesmo se percebe apresentando os sintomas clássicos do TDAH? Se caso sim, seria interessante você procurar primeiro um psicólogo, para poder conversar sobre o seu diagnóstico de SEDh e como ele atravessa sua vida, além disso o profissional pode te avaliar, conforme as sessões se ocorrem. Ele também pode e realizar os encaminhamentos necessários aos médicos que você citou, se caso for necessário. Dependendo do caso, a partir da mudança de rotina e a psicoterapia os aspectos do TDAH tendem a diminuir, mas há outros casos que o uso da medicação é necessária para poder ocorrer as mudanças. Nesse caso, se tiver dificuldades, procure um terapeuta ocupacional. Espero ter ajudado, fico à disposição.


Sim, vale procurar uma avaliação especializada caso você perceba sintomas de desatenção, impulsividade, desorganização ou dificuldade de autorregulação que estejam prejudicando sua vida. Mas existe uma distinção importante: o TDAH não é considerado simplesmente uma “manifestação da SEDh”. O que os estudos sugerem é uma coocorrência maior do que a esperada, ainda sem comprovação de que uma condição cause diretamente a outra. Há literatura confiável indicando essa associação. Um estudo populacional sueco encontrou que pessoas diagnosticadas com síndrome de Ehlers-Danlos apresentavam uma probabilidade aproximadamente 5,6 vezes maior de também receber diagnóstico de TDAH. Estudos menores encontraram maior frequência de hipermobilidade em adultos e crianças com TDAH, mas são predominantemente observacionais e não esclarecem completamente os mecanismos envolvidos. Ao mesmo tempo, SEDh pode provocar dor crônica, fadiga, alterações do sono, cefaleias e disautonomia, fatores que também podem prejudicar concentração, memória e capacidade de organizar tarefas. Portanto, ter dificuldades cognitivas nesse contexto não significa automaticamente ter TDAH. A pergunta principal não é apenas “tenho SEDh?”, mas: Essas dificuldades já existiam na infância, antes de a dor ou a fadiga se tornarem importantes? Elas aparecem em mais de um contexto, como estudo, trabalho, casa e relacionamentos? Há um padrão persistente de esquecer compromissos, perder objetos, procrastinar, começar e não terminar tarefas ou agir impulsivamente? Esses sintomas causam prejuízo real, mesmo nos períodos em que a dor e o sono estão melhores? O diagnóstico de TDAH exige uma avaliação longitudinal, com evidências de sintomas desde a infância, presença em diferentes contextos e prejuízo funcional. Escalas podem ajudar, mas não confirmam o diagnóstico isoladamente. Sobre qual profissional procurar? Para um adulto, eu começaria por um psiquiatra com experiência real em TDAH adulto, 0 preferencialmente alguém habituado a avaliar condições médicas complexas, dor crônica, sono e ansiedade. O psiquiatra poderá fazer o diagnóstico diferencial e discutir medicação, caso ela seja indicada. Um neurologista também pode avaliar TDAH, especialmente quando possui experiência específica no transtorno ou quando há sintomas neurológicos que precisam ser investigados. Porém, não é necessário procurar neurologista apenas pelo fato de a SEDh ser uma condição física. Um psicólogo especializado em TDAH adulto pode complementar bastante a avaliação, examinando funcionamento cotidiano, história do desenvolvimento, organização, procrastinação e regulação emocional. A avaliação neuropsicológica pode ser útil quando há dúvida diagnóstica, suspeita de transtorno de aprendizagem ou necessidade de compreender o perfil cognitivo, mas não é obrigatória para diagnosticar TDAH. O cuidado ideal pode ser integrado: reumatologista ou médico que acompanha a SEDh, psiquiatra ou neurologista experiente em TDAH, psicólogo da TCC para avaliação funcional, psicoeducação e tratamento, profissionais responsáveis por dor, sono ou disautonomia, quando presentes. Caso o diagnóstico de TDAH seja confirmado, o tratamento não se resume a medicação. Pode incluir psicoeducação, TCC adaptada ao TDAH, organização do ambiente, lembretes externos, divisão de tarefas, manejo do tempo e estratégias que considerem os limites físicos da SEDh. Uma forma objetiva de conversar com sua reumatologista seria: “Quando você mencionou TDAH, percebeu sinais específicos em mim ou falou da associação descrita na literatura? Quais sintomas justificariam o encaminhamento?” Essa pergunta ajuda a diferenciar uma observação geral de uma suspeita clínica individual. Em resumo: há evidências de associação entre hipermobilidade/SEDh e TDAH, mas o TDAH não deve ser presumido como parte inevitável da síndrome. A avaliação vale a pena quando existe história compatível e prejuízo funcional, e o profissional mais direto para começar costuma ser um psiquiatra experiente em TDAH adulto.


Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. Sim, vale muito a pena investigar e tratar o TDAH nesse contexto. A literatura científica recente confirma uma taxa de comorbidade significativamente elevada entre a Síndrome de Ehlers-Danlos (SED) e transtornos neurodivergentes como o TDAH e o Transtorno do Espectro Autista. Isso ocorre devido a bases genéticas e neurobiológicas compartilhadas que afetam tanto o tecido conjuntivo quanto a regulação de neurotransmissores no sistema nervoso central. Para o acompanhamento do TDAH em quadros sistêmicos e complexos, a indicação ideal é procurar um médico psiquiatra ou neurologista com especialização/experiência em TDAH em adultos e neurodivergências, além de realizar uma avaliação neuropsicológica. O tratamento adequado do TDAH melhora substancialmente a função executiva, o manejo da dor crônica e a qualidade de vida global de pacientes com SED. Atenciosamente, Fernando Vicente Rébuli Segundo Psicólogo e Neuropsicólogo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Psicoterapia presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.