Gostaria de saber se a ansiedade aumenta a tensão arterial? Queria também saber métodos para aprende

3 respostas
Gostaria de saber se a ansiedade aumenta a tensão arterial?
Queria também saber métodos para aprender a distinguir ansiedade de outro problema cardiovascular como sebos sintomas de um problema cardiovascular são sentidos ao mesmo tempo, dicas para poder tirar um peso da consciência.
Gostava de saber se uma pessoa que passa quase todos os dias por sintomas de ataque cardíaco ou infarto se isso é possível sem algo acontecer ou se é mesmo ansiedade?
Dra. Clair Ribeiro
Médico clínico geral
Porto Alegre
Olá!
Muitas vezes, sintomas cardiológicos e crises de ansiedade podem ter sintomas similares. A única maneira de diferenciar os dois, é consultando o seu médico, pois ele poderá fazer os exames esclarecedores.
De qualquer forma, a ansiedade atrapalha a vida cotidiana, ela deve ser tratada, de modo a minimizar as consequências desse comportamento agitado.
Não fique sofrendo, procure ajuda.

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Neste caso você precisa ter um diagnóstico do tipo de ansiedade que você tem. Além disso é necessário fazer a exclusão de causas cardiológicas com consultas e exames. Melhor marcar um cardiologista para afastar primeiro as causas cardiológicas. Posteriormente, sendo estas afastadas, um tratamento adequado para as crises de ansiedade,pois assim se sentirá melhor.
Dr. Thiago Lopes
Médico clínico geral
São José dos Campos
A ansiedade pode, sim, aumentar a pressão arterial de forma transitória. Em situações de estresse, medo ou crise de ansiedade, o organismo libera adrenalina e outros mediadores que aceleram os batimentos, aumentam a força de contração do coração e contraem os vasos sanguíneos. Isso pode elevar a pressão por minutos ou horas. Em geral, esse aumento não significa “hipertensão fixa”, que é quando a pressão fica elevada de forma persistente ao longo do tempo e precisa ser confirmada com medições repetidas em repouso e, muitas vezes, com monitorização.

Sobre diferenciar ansiedade de um problema cardiovascular, é importante entender que os sintomas podem se parecer e, às vezes, coexistir. A ansiedade costuma gerar um conjunto de sinais relacionados à ativação do sistema nervoso: sensação de aperto no peito, palpitações, falta de ar “que não completa”, tremor, suor frio, formigamentos (principalmente em mãos e ao redor da boca), tontura, náusea e uma sensação muito marcante de ameaça iminente. Em crises, é comum hiperventilar (respirar rápido e superficial), o que por si só pode causar dor torácica, formigamento e sensação de desmaio.

Já quadros cardíacos exigem atenção especial quando a dor no peito é nova, intensa, em aperto ou pressão, dura mais de alguns minutos, piora com esforço e melhora com repouso, ou vem acompanhada de sinais de alarme como desmaio, falta de ar importante, sudorese fria intensa, palidez marcada, vômitos, confusão, ou irradiação para braço esquerdo, mandíbula, pescoço ou dorso. Esses elementos não fecham diagnóstico por texto, mas ajudam a reconhecer quando não é prudente “atribuir à ansiedade” sem avaliação.

Quanto à sua pergunta sobre sentir “quase todos os dias sintomas de infarto” e nada acontecer: muitas pessoas com ansiedade, síndrome do pânico, hiperventilação e até refluxo gastroesofágico ou dores musculoesqueléticas podem ter sintomas repetidos por longos períodos que lembram problema cardíaco. Ao mesmo tempo, sintomas recorrentes não são garantia de que “nunca é do coração”. Por isso, o caminho mais seguro e que costuma tirar um peso grande da consciência é fazer uma avaliação médica organizada para estratificar risco cardiovascular e excluir causas relevantes. Quando essa avaliação é adequada e está normal, fica muito mais razoável direcionar o foco para ansiedade e fatores associados, sem ficar refém do medo a cada episódio.

Procure atendimento com urgência (pronto-socorro) se houver dor torácica intensa ou diferente do habitual, falta de ar importante, desmaio, fraqueza súbita, confusão, ou dor no peito com irradiação e sudorese fria marcante, especialmente se ocorrer ao esforço ou em alguém com fatores de risco (tabagismo, diabetes, hipertensão, colesterol alto, histórico familiar, idade mais avançada).

Se você tem passado por isso quase diariamente, vale priorizar uma consulta com clínico, cardiologista ou médico de família para uma avaliação completa e, em paralelo, discutir ansiedade de forma estruturada. Isso costuma ser o passo mais eficaz para reduzir o medo e recuperar segurança no dia a dia.

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