Há uns 2 anos, em um intervalo de mais ou menos seis em seis meses tenho tido crises de tontura, che

4 respostas
Há uns 2 anos, em um intervalo de mais ou menos seis em seis meses tenho tido crises de tontura, chegando a ficar mais de 2 horas tonto e sem conseguir caminhar com equilíbrio. Da última vez que tive a crise minha pressão estava 18/9. Quero saber quais exames que devo fazer e qual especialista consultar?
Dra. Valeria Matarotti S Moreira
Infectologista, Dermatologista, Generalista
Rio de Janeiro
Boa noite. Clinico geral. Atendo na Barra da Tijuca. Casa caso é um caso. Abs.

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Dra. Clair Ribeiro
Médico clínico geral
Porto Alegre
Olá!
Sempre comece pelo começo: consulte um Clínico Geral, ele poderá fazer os exames relativos aos sintomas. Conforme os resultados, o problema poderá ser resolvido em 80% dos casos. Havendo a necessidade, se precisar de um encaminhamento, será feito de uma maneira mais correta.
Dr. Ezequiel Naysinger Cardoso
Médico de família, Médico clínico geral
Nova Petrópolis
Olá. Pergunta interessante. As vertigens (tonturas) podem ter diversas causas e devem ser analisadas. Antes de tudo, tem de analisar se tu tens alguma doença de base, como, por exemplo, hipertensão arterial, diabetes mellitus, etc. Analisar bem quando começaram essas "tonturas", em que momento do dia começam, como é a tua sensação. Se elas tem sintomas acompanhantes. Com essa conversa colhendo informações pontuais e um exame físico, podemos direcionar mais as hipóteses das causas e direcionar os exames complementares. Há várias causas possíveis, como dislipidemia, afetações metabólicas, hipertensão arterial, arritmia cardíaca, labirintite. E conforme os dados encontrados na anamnese e exame físico, pode se pedir um simples exame laboratoriais, eletrocardiograma, ou até exames mais complexos, como por exemplo, uma tomografia de crânio. Espero ter ajudado.
Dr. Thiago Lopes
Médico clínico geral
São José dos Campos
Crises recorrentes de tontura com duração de horas e piora do equilíbrio merecem avaliação médica, porque “tontura” pode ter origens diferentes e o tratamento depende de identificar o tipo e os fatores desencadeantes. Em termos gerais, há causas mais comuns ligadas ao ouvido interno (labirinto), a alterações de pressão arterial e circulação, a arritmias, a efeitos de medicamentos e também a condições neurológicas. O fato de, em uma crise, a pressão ter atingido 18/9 chama atenção: picos hipertensivos podem acompanhar mal-estar e tontura e, por si só, também precisam ser investigados e acompanhados.

Para organizar a investigação, costuma ajudar separar dois cenários principais: vertigem (sensação de “tudo girando”, frequentemente com náuseas, piora com movimentos da cabeça e, às vezes, zumbido ou perda auditiva) sugere mais o ouvido interno; já sensação de desmaio iminente, escurecimento visual, palpitações, fraqueza ou piora ao levantar pode apontar mais para pressão, ritmo do coração ou causas circulatórias. Quando a tontura vem com dificuldade importante para andar, é especialmente importante excluir sinais de alerta neurológicos.

Em relação a exames, não existe um “pacote único” para todos. Em geral, os primeiros passos são clínicos e direcionam quais exames fazem sentido. Com frequência, a avaliação inicial inclui medida de pressão em momentos diferentes e técnica correta, exame físico com testes de equilíbrio e, quando indicado, exame neurológico e otoneurológico. A partir daí, os exames mais comumente considerados (conforme a história e o exame) são: eletrocardiograma e, se houver suspeita de arritmia, Holter; exames de sangue básicos como hemograma, glicemia e função tireoidiana e eletrólitos; avaliação auditiva e testes vestibulares (quando há suspeita de causa do ouvido interno); e, em situações selecionadas, exames de imagem como ressonância do encéfalo ou outros, principalmente se houver sinais neurológicos associados ou padrão não compatível com causas benignas.

Quanto ao especialista, uma rota prática costuma ser começar por um clínico geral ou médico de família (ou cardiologista, considerando o pico de pressão) para organizar o rastreio cardiovascular, revisar fatores de risco e medicamentos e decidir necessidade de monitorização. Se os sintomas forem mais típicos de vertigem e houver queixas auditivas (zumbido, ouvido tampado, redução de audição), um otorrinolaringologista com foco em otoneurologia é o mais adequado. Se houver sinais sugestivos de causa neurológica, ou se o exame levantar essa suspeita, o neurologista deve avaliar.

Procure atendimento com urgência se, durante uma crise, aparecerem sinais como fraqueza ou dormência em um lado do corpo, alteração na fala, assimetria no rosto, visão dupla, dor de cabeça súbita e intensa diferente do habitual, desmaio, dor no peito, falta de ar importante, ou se a pressão permanecer muito elevada em medidas repetidas, especialmente acima de 18/11.

Como orientação prática até a consulta, é útil anotar em um diário: início e duração das crises, sensação predominante (giro ou instabilidade), posição ou movimento que desencadeia, presença de náuseas/vômitos, zumbido ou perda auditiva, palpitações, e registrar a pressão e a frequência cardíaca no momento, se possível. Essas informações ajudam o médico a direcionar a investigação e evitar exames desnecessários.

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