Meu esposo desmaiou duas vezes, então fez exame de tomografia e deu sulcos corticais e cisternas bas
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Meu esposo desmaiou duas vezes, então fez exame de tomografia e deu sulcos corticais e cisternas basais discretamente alargados isso antes de completar 60 anos o que significa?
Pode ser que os desmaios não esteja relacionados ao que foi visto no exame, depende da extensão desse "alargamento". Esse "alargamento" ocorre ou por atrofia do tecido cerebral ou por alteração na circulação do líquido céfalorraqueano (liquor - substância que banha o cérebro e estruturas do sistema nervos central) ou por ambos. A avaliação clínica poderá determinar. Necessita de acompanhamento neurológico para determinar as causas do desmaio e da alteração do exame.
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Oi tudo bem ? Isso demonstra atrofia discreta do cérebro, com a idade isso pode ir acontecendo sem necessariamente significar doença. Mas é necessário uma avaliação medica para investigar diagnósticos diferenciais principalmente por ele estar apresentando desmaios.
Olá! Entendo perfeitamente sua preocupação — receber um resultado assim em um exame de imagem pode gerar muitas dúvidas, mas vamos esclarecer com calma:
O laudo descrevendo “sulcos corticais e cisternas basais discretamente alargados” geralmente indica uma alteração leve e inespecífica, que costuma estar relacionada a um início de atrofia cerebral discreta — ou seja, uma leve redução do volume do cérebro em relação ao líquido que o envolve.
O que isso significa na prática:
Com o envelhecimento, é normal que o cérebro perca um pouco de volume, e os sulcos (espaços entre os giros cerebrais) e as cisternas basais (áreas onde circula o líquor) fiquem ligeiramente mais amplos.
Quando o laudo fala em “discretamente alargados”, geralmente está se referindo a uma variação leve, que pode ser compatível com a idade ou com pequenas alterações vasculares, especialmente em quem tem pressão alta, diabetes, colesterol elevado, uso de álcool, tabagismo ou sedentarismo.
Em pessoas com menos de 60 anos, esse achado não deve ser ignorado, pois pode indicar:
Envelhecimento cerebral precoce, relacionado a fatores vasculares;
Pequenas isquemias cerebrais antigas (microangiopatia);
E, mais raramente, condições neurológicas iniciais que afetam a estrutura do cérebro (como atrofias específicas ou quadros degenerativos).
Mas o ponto principal é: esse achado, isoladamente, não explica os desmaios. Ele é apenas uma observação estrutural.
Os desmaios (síncopes) têm outras causas mais prováveis, como:
Queda transitória da pressão arterial ou da frequência cardíaca (causas cardíacas ou vasovagais);
Distúrbios do ritmo do coração (arritmias);
Alterações na irrigação cerebral momentânea;
Crises epilépticas (em casos mais raros);
Ou reações ao calor, desidratação ou estresse físico/emocional.
Por isso, o ideal é que o seu esposo seja avaliado tanto por um neurologista quanto por um cardiologista, para definir se o desmaio teve origem neurológica, cardíaca ou circulatória.
Exames que podem ser solicitados para investigar a causa:
Eletroencefalograma (EEG), para descartar crises epilépticas;
Eletrocardiograma, Holter e ecocardiograma, para avaliar o coração;
Ressonância magnética de crânio, se houver sintomas neurológicos associados (confusão, fraqueza, formigamento, perda de memória, etc.);
Avaliação laboratorial completa (função renal, glicemia, eletrólitos, tireoide).
Em resumo:
O achado da tomografia indica apenas uma leve diminuição do volume cerebral, que pode ser compatível com a idade ou com fatores vasculares, e não explica diretamente o desmaio.
O importante agora é investigar a causa da perda de consciência, para garantir que não há risco cardiovascular ou neurológico subjacente.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica presencial. O ideal é que ele seja reavaliado por um neurologista e cardiologista, levando a tomografia e relatando como ocorreram os episódios de desmaio.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, distúrbios de consciência e prevenção de doenças cerebrovasculares, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
O laudo descrevendo “sulcos corticais e cisternas basais discretamente alargados” geralmente indica uma alteração leve e inespecífica, que costuma estar relacionada a um início de atrofia cerebral discreta — ou seja, uma leve redução do volume do cérebro em relação ao líquido que o envolve.
O que isso significa na prática:
Com o envelhecimento, é normal que o cérebro perca um pouco de volume, e os sulcos (espaços entre os giros cerebrais) e as cisternas basais (áreas onde circula o líquor) fiquem ligeiramente mais amplos.
Quando o laudo fala em “discretamente alargados”, geralmente está se referindo a uma variação leve, que pode ser compatível com a idade ou com pequenas alterações vasculares, especialmente em quem tem pressão alta, diabetes, colesterol elevado, uso de álcool, tabagismo ou sedentarismo.
Em pessoas com menos de 60 anos, esse achado não deve ser ignorado, pois pode indicar:
Envelhecimento cerebral precoce, relacionado a fatores vasculares;
Pequenas isquemias cerebrais antigas (microangiopatia);
E, mais raramente, condições neurológicas iniciais que afetam a estrutura do cérebro (como atrofias específicas ou quadros degenerativos).
Mas o ponto principal é: esse achado, isoladamente, não explica os desmaios. Ele é apenas uma observação estrutural.
Os desmaios (síncopes) têm outras causas mais prováveis, como:
Queda transitória da pressão arterial ou da frequência cardíaca (causas cardíacas ou vasovagais);
Distúrbios do ritmo do coração (arritmias);
Alterações na irrigação cerebral momentânea;
Crises epilépticas (em casos mais raros);
Ou reações ao calor, desidratação ou estresse físico/emocional.
Por isso, o ideal é que o seu esposo seja avaliado tanto por um neurologista quanto por um cardiologista, para definir se o desmaio teve origem neurológica, cardíaca ou circulatória.
Exames que podem ser solicitados para investigar a causa:
Eletroencefalograma (EEG), para descartar crises epilépticas;
Eletrocardiograma, Holter e ecocardiograma, para avaliar o coração;
Ressonância magnética de crânio, se houver sintomas neurológicos associados (confusão, fraqueza, formigamento, perda de memória, etc.);
Avaliação laboratorial completa (função renal, glicemia, eletrólitos, tireoide).
Em resumo:
O achado da tomografia indica apenas uma leve diminuição do volume cerebral, que pode ser compatível com a idade ou com fatores vasculares, e não explica diretamente o desmaio.
O importante agora é investigar a causa da perda de consciência, para garantir que não há risco cardiovascular ou neurológico subjacente.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica presencial. O ideal é que ele seja reavaliado por um neurologista e cardiologista, levando a tomografia e relatando como ocorreram os episódios de desmaio.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, distúrbios de consciência e prevenção de doenças cerebrovasculares, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
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