Meu esposo sofre de dor neuropática devido a uma cirurgia para retirada de um meningioma da cauda eq

9 respostas
Meu esposo sofre de dor neuropática devido a uma cirurgia para retirada de um meningioma da cauda equina, realizada em 03/2018. A dor está se agravando, aparentemente por causa da recidiva do tumor no mesmo local (L5-S1). Ele está sendo medicado com gabapentina e dipirona, que somente provocam leve diminuição da dor. Gostaria de saber se esse tipo de dor pode ser tratada com ozonioterapia. Grata.
Dr. Marcelo Rocha
Fisioterapeuta, Osteopata
Rio de Janeiro
Olá! É muito comum no pos cirúrgico desenvolver esse tipo de dor. São não relacionados so sistema nervoso central. O cérebro passa a produzir a dor. O Ozônio não tem nenhuma aplicabilidade clínica nesse caso. Ele precisa de uma abordagem multidimensional, com um programa de educação em neurociência da dor. Somente assim a dor poderá ser modulada no cérebro e o controle desse tipo de é a longo prazo.
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Dr. Wanderson Rodrigues Cardoso Júnior
Fisioterapeuta, Quiropraxista
Goiânia
Boa tarde!
Primeiramente gostaria de agradecer a pergunta, e fico feliz em saber que cada dia mais as pessoas estão conhecendo esse precioso tratamento que é a Ozonioterapia.
Sem dúvidas o tratamento pode beneficiar seu marido, pois o átomo "O" livre é extremamente reativo, e se acopla em regiões inflamadas e de tumores, gerando através de interleucinas uma regressão tumoral, também desinflama o tecido através de uma melhor oxigenação. Sou fã do procedimento e em breve teremos aplicabilidade em nossa clínica.

Grato!

Wanderson.
Dra. Nilda Costa Reis Scheffer
Fisioterapeuta
Governador Valadares
Carboxiterapia ou ozônio seriam escolhas excelentes para ajudar.
Dr. Carlos Magno Maciel de Paiva
Fisioterapeuta, Osteopata
Brasília
Concordo com meu amigo marcelo Rocha , uma intervenção com equipe multidisciplinar e a melhor solução, fatores complexos e opções terapêuticas diversificadas.
Boa noite
É excencial uma avaliação neurocirurgica com exame físico detalhado Além do estudo de exames de imagem a fim de definir a causa de dor. Existem diversas causas com tratamentos muito variáveis a cada caso. Quando não é possível a identificação de um fator físico como gatilho de dor é importante o uso de métodos direcionados.
Atenciosamente
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Dr. Eduardo Azevedo de Castro
Especialista em dor, Anestesiologista
Belo Horizonte
Olá, concordo com o posicionamento dos colegas acima, acho muito importante uma abordagem multidisciplinar do quadro. Essas dores neuropáticas possuem uma grande complexidade no seu manejo. Pacientes com dores neuropáticas pouco responsivos a medicações de primeira escolha (Anticonvulsivantes, Antidepressivos ... ) podem ter um componente miofascial (muscular importante) respondendo muito bem ao tratamento com reabilitação por uma Equipe de fisioterapia especializada.
Dr. Leonardo Frizon
Neurocirurgião, Especialista em dor
Curitiba
Você pode tentar ozônio, mas pela minha experiência dificilmente vai resolver completamente a dor. Concordo que a dor tem que ser tratada por equipe multidisciplinar. Procure avaliação de um neurocirurgião que tenha experiência na área de dor (neurocirurgia funcional). Se o caso não está melhorando com fisioterapia e outras terapias há outras possibilidades, como por exemplo implante de eletrodo e estimulação.
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Dra. Cissa Nunes Soares
Generalista, Neurocirurgião, Especialista em dor
Belo Horizonte
Desconheço tratamento de ozonioterapia para essa finalidade, mas há muitas formas de se tratar a dor, ele já fez algum bloqueio neurolítico?Eu precisaria de mais informações e contextualização para poder ajudar melhor. Se desejar, estou à disposição para uma consulta e avaliação.
Dra. Mariana M. Sant'Ana
Neurologista, Especialista em dor
Cuiabá
Olá! A sua pergunta é muito importante e mostra um cuidado genuíno com o bem-estar do seu esposo — a dor neuropática após cirurgia de meningioma da cauda equina realmente é uma condição complexa e desafiadora, especialmente quando há suspeita de recidiva tumoral.

A dor neuropática surge quando há lesão direta ou compressão dos nervos espinhais, como ocorre nas cirurgias ou nos tumores que afetam a região lombossacral (L5–S1). Ela se manifesta como queimação, formigamento, dor em pontadas ou choques elétricos, e tende a ser de difícil controle com analgésicos comuns, como dipirona.

A gabapentina é uma das medicações de primeira escolha, mas, em casos de dor persistente ou recidiva tumoral, pode ser necessário ajustar a dose ou associar outros medicamentos neuromoduladores, como pregabalina, duloxetina, amitriptilina ou tramadol, conforme a avaliação do neurologista ou especialista em dor.

Quanto à ozonioterapia, embora existam relatos e estudos preliminares sobre seu uso no alívio de dores musculoesqueléticas e inflamatórias, as evidências científicas para dor neuropática central ou pós-cirúrgica ainda são limitadas e inconclusivas. Atualmente, essa terapia não faz parte das recomendações oficiais das diretrizes neurológicas para o manejo de dor neuropática.

Além disso, quando há recidiva tumoral suspeita, é fundamental confirmar o diagnóstico com exames de imagem (ressonância magnética com contraste) antes de qualquer intervenção. Se o tumor estiver comprimindo novamente as raízes nervosas, o controle da dor só será efetivo após tratar a causa mecânica — o que pode envolver cirurgia, radioterapia ou outras medidas específicas definidas pela equipe oncológica e neurocirúrgica.

Outras abordagens seguras e com boa evidência incluem:

Terapia multimodal da dor, com ajustes de medicamentos neuromoduladores;

Bloqueios anestésicos ou infiltrações guiadas por imagem, realizados por médico especialista em dor;

Fisioterapia neuromuscular, acupuntura e reabilitação funcional;

Apoio psicológico e terapia cognitivo-comportamental, que ajudam a manejar a percepção e o impacto emocional da dor crônica.

Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. O mais indicado é procurar um neurologista especializado em dor ou um médico da dor (algologista), para revisar o quadro, ajustar o tratamento e discutir com segurança as opções disponíveis — sempre com base científica e em conjunto com o acompanhamento oncológico.

Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, tratamento da dor neuropática e acompanhamento de tumores do sistema nervoso, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835

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