Meu exame de glicemia 149 e hemog glicada 6,6. Isso significa que estou diabética. Há 3 meses atrás
Meu exame de glicemia 149 e hemog glicada 6,6. Isso significa que estou diabética. Há 3 meses atrás estava 117 a glicemia. Faço uso de progesterona e tive uma perda significativa na vida. Ainda tenho chance de reverter,caso seja diabetes?
3 respostas
Olá! Bom dia! Um nível de glicemia em jejum de 149 mg/dL é sugestivo de diabetes, pois valores iguais ou superiores a 126 mg/dL geralmente indicam essa condição. Do mesmo modo, um valor de 6,6% também aponta para diabetes, uma vez que o diagnóstico é feito com valores iguais ou superiores a 6,5%. Mas sempre, precisamos olha o caso como um todo para firmar o diagnóstico. Sobre possibilidade de reverter o caso, quando Diabetes recém diagnosticado, sim, a perda de peso, melhora de habitos de vida, podem fazer a remissão da doença. Espero ter te ajudado! Abraços!
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Existem estratégias que conseguem ao menos controlar a doença, envolvem mudança de estilo de vida e medicações. Chance de reverter depende do estágio em que se encontra a doença.
Olá! Entendo a sua preocupação, principalmente porque ver uma glicemia subir de 117 para 149 mg/dL em poucos meses pode causar medo e muitas dúvidas. Além disso, você trouxe dois fatores importantes: o uso de progesterona e uma perda significativa na vida, que podem influenciar o organismo de diferentes formas. Pelos valores que você informou, precisamos olhar com atenção: Glicemia de jejum de 149 mg/dL está acima do valor considerado diagnóstico para diabetes (geralmente ≥126 mg/dL, quando confirmado). Hemoglobina glicada (HbA1c) de 6,6% também está na faixa compatível com diabetes (geralmente ≥6,5%, quando confirmada). Mas é importante destacar: um único conjunto de exames não deve ser analisado isoladamente. Normalmente, o diagnóstico é confirmado com repetição do exame ou avaliação médica do contexto completo, principalmente se a pessoa não apresenta sintomas. Sobre a sua pergunta mais importante: sim, existe possibilidade de melhorar muito o controle da glicose, especialmente quando a alteração é identificada no início. Algumas pessoas conseguem reduzir a glicemia e até entrar em uma fase de remissão do diabetes tipo 2 com mudanças importantes no estilo de vida e, quando necessário, tratamento adequado. O diabetes tipo 2 não é simplesmente uma “sentença definitiva”. Ele envolve principalmente a relação entre resistência à insulina, produção de insulina pelo pâncreas, genética, peso corporal, sono, alimentação, atividade física e outros fatores. Sobre a perda significativa que você vivenciou: períodos de grande estresse emocional podem afetar o metabolismo. O organismo, diante de sofrimento intenso, pode liberar mais hormônios como cortisol e adrenalina, que podem aumentar a glicose no sangue. Isso não significa que a perda “causou” diabetes sozinha, mas pode ter contribuído para desregular um equilíbrio que já estava mais vulnerável. A progesterona também merece ser considerada na avaliação, pois alguns hormônios podem influenciar a sensibilidade à insulina dependendo da dose, do motivo do uso e do perfil individual. O ideal agora é fazer uma avaliação completa, observando: repetição da glicemia e/ou hemoglobina glicada; peso e composição corporal; histórico familiar de diabetes; alimentação e rotina de exercícios; perfil de colesterol e triglicerídeos; medicamentos em uso. Quero reforçar uma coisa: receber um resultado alterado pode trazer uma sensação de preocupação e até de culpa, mas esse é justamente o momento em que temos mais oportunidade de agir. O diagnóstico precoce permite montar uma estratégia e recuperar o controle da saúde. Uma avaliação individualizada permite entender o seu caso, identificar os fatores que estão influenciando sua glicemia e construir um plano realista para melhorar seus exames, sua energia e sua qualidade de vida, com acolhimento e sem julgamentos.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

