Meu filho tem 8 anos, é muito inteligente e amoroso, tem a linguagem 100% preservada, mas tem muita
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Meu filho tem 8 anos, é muito inteligente e amoroso, tem a linguagem 100% preservada, mas tem muita sensibilidade auditiva (comprei fones para ele), quando está muito feliz balança as mãos, não gosta de pisar na grama, diz que sente agonia e tem seletividade alimentar também. Todos os amiguinhos da escola adoram ele, ele não é de ter conversas espontaneas, aquela criança super pra frente sabe, mas responde bem e com muita educação. As vezes fico pensando se ele pode ter tea daqueles leves, mas ao mesmo tempo ele me parece tao como os outros, tirando os detalhes que falei
Entendo sua preocupação, porque quando percebemos alguns comportamentos diferentes nos nossos filhos o coração aperta e a cabeça começa a fazer perguntas que não querem calar. Seu relato descreve um menino carinhoso, inteligente, com boa linguagem e aceito pelos colegas, mas com algumas particularidades sensoriais e comportamentais que merecem atenção.
A sensibilidade auditiva, a seletividade alimentar, o incômodo ao pisar em determinadas texturas como a grama e o balançar das mãos quando está muito feliz são sinais que podem aparecer em crianças dentro do desenvolvimento típico, mas também podem fazer parte do espectro autista, especialmente nas formas mais leves. Nessas situações, o que costuma diferenciar é o impacto no dia a dia e a forma como a criança lida com a comunicação social. Seu filho responde bem, é educado e querido pelos colegas, o que é um ponto muito positivo. Por outro lado, a dificuldade em iniciar conversas espontâneas e a presença de comportamentos ligados à autorregulação sensorial levantam uma dúvida legítima.
O autismo não é definido por um único comportamento, e sim por um conjunto de características persistentes que aparecem na interação social, na comunicação e nos padrões sensoriais e comportamentais. Existem crianças com autismo leve que passam despercebidas por muito tempo, justamente porque compensam bem na escola e têm boa linguagem. Outras apenas apresentam traços isolados, sem preencher critérios diagnósticos. Por isso, a avaliação cuidadosa é tão importante. Ela não serve para rotular, mas para orientar. Se houver alguma necessidade de acompanhamento, quanto mais cedo soubermos, melhor.
Independentemente de rótulos, seu filho demonstra sinais de sensibilidade sensorial que podem ser trabalhados com orientação adequada. Muitas intervenções simples ajudam a aliviar esses desconfortos e a favorecer o bem-estar no dia a dia. A seletividade alimentar também pode ser parte de um perfil sensorial mais rígido e costuma melhorar com estratégias específicas. O importante é olhar para ele como um todo: um menino amado, funcional, mas que talvez precise de pequenos ajustes e apoios.
Em uma teleconsulta é possível avaliar seu relato com mais profundidade, entender o contexto escolar e familiar e orientar próximos passos com segurança. Hoje, plataformas como a Doctoralia recomendam profissionais com alto índice de satisfação justamente para facilitar essa escolha. Em tempos de COVID-19, MPOX, Parvovírus B19, variantes agressivas da gripe aviária H5N1 e outras infecções, o atendimento por Telemedicina mantém você e sua família protegidos. Você evita deslocamentos, não perde horas em trânsito ou salas de espera e ganha tempo para trabalhar ou estudar. A transformação digital da Saúde já está acontecendo, impulsionada pela Web 4.0 e pela Inteligência Artificial, e participar dela traz conforto e segurança.
Posso te orientar em uma teleconsulta, como qualquer médico deve fazer quando o paciente está no início da sua jornada e precisa de Atenção Primária para esclarecer dúvidas. Mesmo que não precise de mim agora, recomendo que visite meu perfil e redes sociais e guarde meu contato. Se desejar uma segunda opinião de forma rápida, segura e discreta, a Telemedicina permite isso com facilidade. Basta acessar o perfil do profissional que escolher.
A sensibilidade auditiva, a seletividade alimentar, o incômodo ao pisar em determinadas texturas como a grama e o balançar das mãos quando está muito feliz são sinais que podem aparecer em crianças dentro do desenvolvimento típico, mas também podem fazer parte do espectro autista, especialmente nas formas mais leves. Nessas situações, o que costuma diferenciar é o impacto no dia a dia e a forma como a criança lida com a comunicação social. Seu filho responde bem, é educado e querido pelos colegas, o que é um ponto muito positivo. Por outro lado, a dificuldade em iniciar conversas espontâneas e a presença de comportamentos ligados à autorregulação sensorial levantam uma dúvida legítima.
O autismo não é definido por um único comportamento, e sim por um conjunto de características persistentes que aparecem na interação social, na comunicação e nos padrões sensoriais e comportamentais. Existem crianças com autismo leve que passam despercebidas por muito tempo, justamente porque compensam bem na escola e têm boa linguagem. Outras apenas apresentam traços isolados, sem preencher critérios diagnósticos. Por isso, a avaliação cuidadosa é tão importante. Ela não serve para rotular, mas para orientar. Se houver alguma necessidade de acompanhamento, quanto mais cedo soubermos, melhor.
Independentemente de rótulos, seu filho demonstra sinais de sensibilidade sensorial que podem ser trabalhados com orientação adequada. Muitas intervenções simples ajudam a aliviar esses desconfortos e a favorecer o bem-estar no dia a dia. A seletividade alimentar também pode ser parte de um perfil sensorial mais rígido e costuma melhorar com estratégias específicas. O importante é olhar para ele como um todo: um menino amado, funcional, mas que talvez precise de pequenos ajustes e apoios.
Em uma teleconsulta é possível avaliar seu relato com mais profundidade, entender o contexto escolar e familiar e orientar próximos passos com segurança. Hoje, plataformas como a Doctoralia recomendam profissionais com alto índice de satisfação justamente para facilitar essa escolha. Em tempos de COVID-19, MPOX, Parvovírus B19, variantes agressivas da gripe aviária H5N1 e outras infecções, o atendimento por Telemedicina mantém você e sua família protegidos. Você evita deslocamentos, não perde horas em trânsito ou salas de espera e ganha tempo para trabalhar ou estudar. A transformação digital da Saúde já está acontecendo, impulsionada pela Web 4.0 e pela Inteligência Artificial, e participar dela traz conforto e segurança.
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Mostrar especialistas Como funciona?
Sim, como neuropediatra, os sintomas descritos em seu filho de 8 anos — sensibilidade sensorial auditiva/tátil (fones, grama), estereotipias motoras (balançar mãos em excitação), seletividade alimentar e conversas menos espontâneas, apesar de linguagem preservada e boa interação social — são compatíveis com Transtorno do Espectro Autista (TEA) de nível 1 (leve), também chamado de autismo de alto funcionamento ou antigo Asperger, especialmente com inteligência preservada e aceitação pelos pares.
O diagnóstico de TEA, contudo, segundo o DSM-5 exige déficits persistentes na comunicação social (ex: iniciação espontânea reduzida) e padrões restritos/repetitivos de comportamento (sensibilidades sensoriais, estereotipias), presentes desde a infância precoce; seu relato atende, mas grau leve permite adaptação escolar/social sem prejuízo significativo.
Solicite avaliação com neuropediatra para intervenções precoces como terapia ocupacional sensorial e fonoaudiologia comportamental. Monitore progresso acadêmico e emocional, pois com QI preservado, prognóstico é excelente; evite autodiagnóstico e priorize a consulta e seguimento com neuropediatra.
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