Meu marido, 36 anos, negro, foi diagnosticado com Arterite de Takayasu em 2023. Sabemos que essa doe
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Meu marido, 36 anos, negro, foi diagnosticado com Arterite de Takayasu em 2023. Sabemos que essa doença é muito mais comum em mulheres jovens asiáticas, e por isso acreditamos que o fato de ele ser homem e negro pode influenciar tanto o comportamento da doença quanto a resposta ao tratamento — mas não encontramos estudos suficientes com esse perfil. Ele faz uso de corticoide 20 mg e metotrexato, já estando na dose mais alta desse medicamento. Apesar de PCR baixa (0,3) e VHS normal, uma médica avaliou que a doença permanece ativa e não recomendou reduzir o corticoide. Já outra médica orientou iniciar o desmame para 10 mg, suspender o metotrexato e começar um imunobiológico. Dessa forma, estamos diante de opiniões divergentes e na dúvida sobre a melhor opção.
Difícil responder a esse impasse por uma mensagem via internet. Você tem toda a razão de pensar que não há estudos suficientes para essa população, mas trabalhamos com base no que conhecemos, independente da população acometida as medicações usadas são as mesmas. Não sei qual o grau de atividade, o nível de comprometimento ou demais informações para saber qual conduta foi a mais adequada, mas as duas têm seu lugar na arterite de Takayasu. De fato, atividade de doença pode ocorrer mesmo na presença de provas inflamatórias negativas. Nesse caso usamos exame físico e exames de imagem para complementar a avaliação. Minha sugestão é manter acompanhamento apenas com uma reumatologista a fim de evitar divergências de conduta (o que, infelizmente, no mundo da reumatologia é muito comum porque lidamos com doenças raras e existem várias respostas certas para uma mesma pergunta). Caso prefira, pode fazer uma terceira avaliação para ver para que lado iria, mas acompanhamento geral é importante ser feito com uma pessoa só; pois mesmo mínimas diferenças do exame físico são "avaliador-dependente", e o que um pode achar atividade ou outro não.
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Entendo a angústia de vocês — lidar com uma doença rara e ainda receber orientações diferentes realmente gera muita insegurança.
Na arterite de Takayasu, a decisão de manter corticoide, trocar medicamentos ou iniciar um imunobiológico não depende apenas do PCR ou do VHS, pois esses exames podem estar normais mesmo com a doença ativa. O que pesa muito nessa avaliação é como estão as artérias, ou seja, se há progressão, inflamação ou novas lesões nos exames de imagem (como angio-TC, angio-RM ou PET).
De forma geral, o imunobiológico costuma ser considerado quando há atividade da doença apesar do tratamento convencional, dificuldade em reduzir o corticoide ou sinais de progressão vascular. Por isso, é comum haver condutas diferentes quando os médicos interpretam de maneira distinta o conjunto: sintomas, exames laboratoriais e, principalmente, imagens.
Quanto ao perfil dele (homem e negro), isso realmente é menos comum, e ainda há poucos estudos específicos, mas o tratamento é guiado muito mais pelo comportamento da doença do que pelo perfil demográfico.
Na arterite de Takayasu, a decisão de manter corticoide, trocar medicamentos ou iniciar um imunobiológico não depende apenas do PCR ou do VHS, pois esses exames podem estar normais mesmo com a doença ativa. O que pesa muito nessa avaliação é como estão as artérias, ou seja, se há progressão, inflamação ou novas lesões nos exames de imagem (como angio-TC, angio-RM ou PET).
De forma geral, o imunobiológico costuma ser considerado quando há atividade da doença apesar do tratamento convencional, dificuldade em reduzir o corticoide ou sinais de progressão vascular. Por isso, é comum haver condutas diferentes quando os médicos interpretam de maneira distinta o conjunto: sintomas, exames laboratoriais e, principalmente, imagens.
Quanto ao perfil dele (homem e negro), isso realmente é menos comum, e ainda há poucos estudos específicos, mas o tratamento é guiado muito mais pelo comportamento da doença do que pelo perfil demográfico.
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