Meu marido toma venlift OD, toma cerveja o dia inteiro, dorme nas mesas e não se lembra de nada, ele
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Meu marido toma venlift OD, toma cerveja o dia inteiro, dorme nas mesas e não se lembra de nada, ele diz não ser alcoólatra mas bebe todos os dias com essa medicação. Isso pode acarretar alguma coisa?
Olá! Acredito que esteja bem preocupada com o fato de seu marido beber tanto estando em uso de um antidepressivo. Porém, mais do que a associação do álcool com o remédio, o que mais preocupa aqui é esse padrão de consumo que você relatou, o qual pode acarretar problemas cada vez mais graves para ele mesmo e para os que convivem com ele. O venlafaxina, por sua vez, pode torná-lo ainda mais sensível aos efeitos do álcool, o que agravaria ainda mais as consequências desse consumo. Recomendo fortemente abordar esse assunto em uma próxima consulta.
Cordialmente.
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O problema não é a interação do alcool com a medicação, mas sim do alcool em si. Seja qual for o motivo pelo qual ele está tomando Venlift (se depressão, ansiedade, ou qualquer outro diagnóstico), o álcool vai piorar bastante o quadro dele.
Para deixar o entendimento de forma mais simples a meus pacientes, eu costumo comparar esta situação com o paciente que tem diabetes, toma insulina, e "vive na confeitaria comendo doce". Ou seja: por um lado ele tenta melhorar alguma coisa com o Venlift, e por outro fica estragando com o álcool. Quase como "tentar tirar água de uma canoa furada".
Sugiro conversar com o médico que prescreveu Venlift a ele. Espero ter ajudado.
Para deixar o entendimento de forma mais simples a meus pacientes, eu costumo comparar esta situação com o paciente que tem diabetes, toma insulina, e "vive na confeitaria comendo doce". Ou seja: por um lado ele tenta melhorar alguma coisa com o Venlift, e por outro fica estragando com o álcool. Quase como "tentar tirar água de uma canoa furada".
Sugiro conversar com o médico que prescreveu Venlift a ele. Espero ter ajudado.
O padrão dele é de abuso de álcool e o ideal seria abordar isso em uma consulta. O venlift não tem indicação para tratamento de abuso alcoólico e pode causar/facilitar alterações do humor, cardíacas ou de concentração de sódio no sangue em casos de consumo excessivo de álcool, dentre outras.
A preocupação maior está no uso abusivo de álcool que seu marido está apresentando. O uso do Venlift é o menor dos problemas. Sugiro que, na próxima consulta com o psiquiatra, seja relatado esse padrão de uso abusivo erílico, que é extremamente prejudicial.
O preocupante nesta questão é o abuso de bebidas alcóolicas. O fato dele não se lembrar de nada se deve a quantidade de álcool ingerida e o tempo que já faz uso de bebidas alcoólicas. Este esquecimento é uma evolução do alcoolismo, pois é uma doença. Isto é denominado Blecaute, esquecimento de tudo. Não é recomendado associação de bebidas alcoólicas com antidepressivo, no caso Venlift. Ele nega ser alcoólatra, mas segundo o padrão que descreveu é alcoólatra sim e deve ser tratado, caso contrário, a doença vai evoluir, ou seja piorar. Um abraço.
O uso de Venlift OD (venlafaxina de liberação prolongada) junto com o consumo diário e excessivo de cerveja é bastante preocupante e pode acarretar vários problemas sérios. A venlafaxina atua no sistema nervoso central para tratar ansiedade e depressão, e o álcool, por sua vez, é um depressor do sistema nervoso, que pode potencializar efeitos colaterais do remédio, como sonolência, tontura, dificuldade de concentração e piora do quadro psiquiátrico.
Beber dessa forma diária, especialmente em quantidades que levam a perder a memória e dormir em locais inadequados, indica um padrão de uso prejudicial, que pode evoluir para dependência. O álcool pode interferir na eficácia da venlafaxina, tornando o tratamento menos eficaz ou até ineficaz, e ainda aumentar o risco de episódios de descompensação, agravamento da ansiedade e depressão, além de trazer riscos físicos, como danos ao fígado e ao cérebro.
É muito importante que seu marido busque ajuda profissional especializada para tratar o uso do álcool junto com a questão da saúde mental. Essa combinação, se não controlada, pode levar a consequências graves para a saúde física e emocional dele.
Se quiser, posso ajudar a orientar os próximos passos para que ele tenha o suporte necessário e um acompanhamento seguro. Estou à disposição para ajudar vocês nessa jornada.
Esse conteúdo é apenas informativo e não substitui uma avaliação médica individualizada.
Beber dessa forma diária, especialmente em quantidades que levam a perder a memória e dormir em locais inadequados, indica um padrão de uso prejudicial, que pode evoluir para dependência. O álcool pode interferir na eficácia da venlafaxina, tornando o tratamento menos eficaz ou até ineficaz, e ainda aumentar o risco de episódios de descompensação, agravamento da ansiedade e depressão, além de trazer riscos físicos, como danos ao fígado e ao cérebro.
É muito importante que seu marido busque ajuda profissional especializada para tratar o uso do álcool junto com a questão da saúde mental. Essa combinação, se não controlada, pode levar a consequências graves para a saúde física e emocional dele.
Se quiser, posso ajudar a orientar os próximos passos para que ele tenha o suporte necessário e um acompanhamento seguro. Estou à disposição para ajudar vocês nessa jornada.
Esse conteúdo é apenas informativo e não substitui uma avaliação médica individualizada.
Sim, a associação entre o Venlift OD (cloridrato de venlafaxina) e o consumo diário de álcool é potencialmente perigosa e pode causar efeitos neurológicos, cognitivos e comportamentais importantes, além de comprometer seriamente a eficácia do tratamento. A venlafaxina é um antidepressivo da classe dos inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (ISRSN), usado no tratamento de depressão, ansiedade generalizada, pânico e transtornos de humor. Quando combinada com o álcool, que é um depressor do sistema nervoso central, ocorre um conflito farmacológico direto: o antidepressivo tenta estabilizar os neurotransmissores, enquanto o álcool os desregula — o que leva a oscilações de humor, confusão mental, sonolência excessiva e lapsos de memória, exatamente como você descreveu. Além disso, essa combinação aumenta o risco de efeitos colaterais graves, como: 1⃣ Sedação intensa e desmaios — o álcool potencializa o efeito sedativo da venlafaxina, fazendo com que a pessoa adormeça em locais inapropriados e perca a consciência. 2⃣ Amnésia e lapsos de memória — o álcool prejudica a consolidação da memória no hipocampo, e a venlafaxina pode acentuar esse efeito, levando a episódios de “apagão”. 3⃣ Aumento da toxicidade hepática e cardíaca — ambos os compostos são metabolizados no fígado e podem elevar enzimas hepáticas, causar taquicardia, palpitações e alterações de pressão. 4⃣ Risco de síndrome serotoninérgica — quando há excesso de serotonina no cérebro, especialmente se o álcool for combinado com outros medicamentos ou drogas, podendo causar agitação, febre, confusão e tremores. 5⃣ Piora do quadro depressivo e dependência — o álcool reduz o efeito antidepressivo da venlafaxina e pode induzir uma “depressão alcoólica secundária”, em que o uso da bebida se torna uma forma de automedicação emocional. O fato de seu marido afirmar não ser alcoólatra, mesmo bebendo todos os dias e apresentando perda de controle e amnésias, indica negação típica do transtorno por uso de álcool, que é uma doença crônica e progressiva, não uma escolha moral. O mais indicado é procurar ajuda médica especializada, preferencialmente com neurologista ou psiquiatra, e incluir apoio psicológico e grupos familiares (como Al-Anon e AA), pois a recuperação depende de uma abordagem integrada. Se houver resistência em aceitar tratamento, é importante que você receba orientação individual para aprender a estabelecer limites e evitar o esgotamento emocional. Essa situação exige cuidado e acolhimento, mas também firmeza. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, dependência química, saúde mental e regulação neurofuncional, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira - Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728
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