Meu medo de baratas fazem eu ficar em hipervigilancia todos os dias a noite e a um anos atrás eu jog

8 respostas
Meu medo de baratas fazem eu ficar em hipervigilancia todos os dias a noite e a um anos atrás eu joguei minha cama fora e durmo no sofá porque entrou uma barata nela, eu não consigo dormir ou ficar em um local em que acabou de matar uma barata eu não consigo é desconfortável, tenho nojo e medo, apareceu uma na paredede quando eu estava com muito sono e do nada minha visão saiu de embaçada pra nítida quando eu vi ela, eu tentei matar mas ela fugiu e quando ela voou em mim eu entrei em desespero e meu coração acelerou desviei e pisei nela no chão não consegui dormir depois, sempre que eu vejo uma ou ouço falarem de uma barata aqui em casa eu tenho que ter a certeza que ela teve um fim se não eu não fico bem, quando eu tinha 13 anos dormi na casa da minha vó e lá era normal eu matava várias sem problemas, aí nessa mesma noite eu estava no escuro jogando e tinha uma no meu ombro, eu me desesperei e liguei a luz e ela desapareceu, depois daí tive que dormir com a luz apagada pra não incomodar minha vó, aí daí eu já não era mais o mesmo sempre que tinha barata eu tinha que dar um fim nela e meu medo coisa que eu não tinha ficou muito grande, agora tenho 20 anos e não suporto baratas, não consigo ter paz só pela existência delas, eu não sou como minha irmã que matava elas pra mim ou amigos eles não sentem o mesmo que eu, agora que minha irmã não está dormindo aqui, eu tive que criar coragem pra matar as baratas que apareciam achei que eu tinha melhorado mas não, eu tenho muito medo e cada vez que eu chego perto ou elas estão perto ou voando meu coração acelera parece que tem algo gelado dentro de mim e eu mato no susto, por necessidade
Sou homem ainda por cima se eu falar disso pra alguém vão me chamar de fresco, e nem me levariam a sério eu acho, mas eu realmente queria uma ajuda pra saber como melhoro disso, é exaustivo
Mesmo uma barata no canto da parede mais distante tira minha paz e eu não consigo ficar bem
 Kalianne Almeida Borges Gomes
Psicólogo
Camaçari
Olá,
O primeiro passo foi dado. O aceitar que tem um bloqueio em relação a algo, mas é preciso que possamos entender melhor, pois se antes não haviam problemas com a existência delas, e depois de um episódio este bloqueio surgiu, o que mais ocorreu neste dia? E no momento do jogo, teve algum outro detalhe sem o senhor estar no escuro que "fortaleceu" a repulsa com elas?

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Olá! Pelo seu relato, o que você descreve é compatível com fobia específica, mantida por hipervigilância, evitação e respostas intensas de ansiedade (aceleração do coração, pânico, sensação de perigo). Na Terapia Cognitivo Comportamental - TCC, entendemos que a interpretação de ameaça e o medo de perder o controle que sustentam o sofrimento.

Há tratamento eficaz, com psicoeducação, reestruturação cognitiva e exposição gradual, respeitando seu ritmo. Não é fraqueza nem “frescura”, é uma condição tratável. Recomendo buscar um psicólogo com abordagem em TCC para avaliação e orientação adequada. Quanto antes iniciar, maior a chance de recuperação da sua qualidade de vida.
É recomendável buscar apoio terapêutico, preferencialmente na abordagem da Análise do Comportamento ou Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), especialmente em casos de catsaridafobia (medo de baratas).

Uma das primeiras estratégias é compreender a biologia das baratas, entendendo como elas vivem e se comportam. Isso pode ajudar a reduzir o medo do desconhecido.

Outra técnica bastante utilizada é o uso de exercícios de respiração, que auxiliam a acalmar o corpo durante momentos de ansiedade ou pânico.

Além disso, é importante manter os ambientes limpos, o que contribui para diminuir a presença das baratas.

Sugestões práticas:

Durante o momento de pânico, tente ficar parado e focar na respiração.

Utilize inseticidas como forma de controle do ambiente.

Continue se expondo gradualmente ao objeto do medo, como você já vem fazendo.

Essa exposição progressiva ajuda a tolerar o desconforto ao longo do tempo. Esse processo é chamado de dessensibilização, sendo amplamente utilizado na terapia comportamental.
O que você descreve não é frescura, fraqueza nem exagero. Seu relato é compatível com uma fobia específica associada a hipervigilância e resposta intensa do sistema nervoso. O que acontece não é “medo da barata em si”, mas uma reação automática do corpo, com descarga de adrenalina, aceleração cardíaca, sensação de gelo e estado de alerta extremo; exatamente como você descreveu.
Essa mudança que começou aos 13 anos indica um evento marcante que ficou registrado no corpo, fazendo com que o cérebro associasse baratas a perigo real. Desde então, seu sistema nervoso passou a buscar controle total (certeza de que a barata “teve um fim”) para tentar se sentir seguro. Dormir no sofá, evitar locais e perder o sono são sinais de que isso já está afetando sua qualidade de vida.
A boa notícia é: isso tem tratamento. Na psicoterapia, especialmente com uma abordagem focada em regulação do sistema nervoso e fobias, é possível reduzir essa reação automática, devolver sensação de segurança ao corpo e recuperar paz no dia a dia -sem exposição forçada e sem te colocar em situações traumáticas.
Se você quiser, posso te ajudar a trabalhar isso com cuidado, respeito e seriedade. Você merece viver com mais tranquilidade, sem que esse medo controle sua rotina. Isadora Klamt - Psicóloga CRP 07/19323
Dra. Marcela Felício
Psicólogo, Psicanalista
São José dos Campos
Olá! A relação que se estabelece com algo nunca surge de forma isolada, mas a partir de experiências e construções . No campo das afetações, tais como o medo, determinados elementos como uma barata, podem ganhar um lugar de destaque e funcionar como representante de acesso a conflitos internos que vão além da situação atual. Indico a busca por profissional do campo da psicanálise ou psicologia de sua confiança. O trabalho clínico se orienta pela escuta, permitindo construir um saber sobre o que está em jogo e a partir disso, conceber novas formas de relação e possibilidades diante do sofrimento. Tão importante quanto aquilo que se repete, é como se repete. É preciso olhar para além do momento presente. Abraço.
Primeiramente, chega a ser um consenso cultural que a barata é um grande estímulo aversivo. Os sentimentos de não estar em conformidade com o que se espera de um homem, provavelmente não contribuem e só atrapalham. Muitas pessoas falam — e você pode falar — que têm "fobia de barata" justamente para contornar esse constrangimento social, para os outros entenderem que não se trata de um medo que você tenta validar racionalmente. É claro que a terapia pode e vai ajudar, focada nesse problema específico. Eu não sou o psicólogo que prega "terapia para todos", mas você veio até aqui nos dizer o quanto isso atrapalha sua vida, então é muito importante, muito válido. No mais posso dizer, como pessoa interessada em insetos e outros animais que historicamente "assustam" todo mundo, que conhecer melhor o objeto do seu medo é uma forma acessível de melhorar. Esse objeto te dá medo em um contexto, em um ambiente, principalmente sua própria casa. Acho válido dizer que você pode conhecê-lo fora desse contexto aterrorizante, pesquisando por exemplo a biologia do animal, quais os fluidos dele e como ele faz para viver assim como todos nós. É engraçado eu dizer isso? Sim, e essa graça pode ser útil. A barata, como toda fonte de medo, está sendo um problema que você se considera incapaz de resolver sozinho, mas você é capaz, com tranquilidade de sobra. Não agora, mas será. Você tem uma inteligência que a supera infinitamente, ao ponto de poder saber até onde elas estão vivendo, em algum lugar dentro ou muito perto da sua casa, onde há abrigo e umidade com material orgânico, essa é a verdade. Não temos que dar conta de tudo, mas de tudo damos alguma conta. Como tornar esse problema mais acessível?
 Lucas Teixeira
Psicólogo
Belo Horizonte
Olá, tudo bem? Então, pelos relatos de medo intenso, hipervigilância constante, reações físicas fortes (taquicardia, desespero, sensação de gelo no corpo), mudanças importantes na sua rotina (jogar a cama fora, evitar lugares, perder o sono) e a necessidade de eliminar totalmente o estímulo para conseguir se acalmar, estamos falando de um quadro compatível com fobia específica, associada a uma experiência traumática do passado que você chega a descrever em sua pergunta:
Aquela situação aos 13 anos, no escuro, com a barata no seu corpo e sem possibilidade de controle, parece ter marcado profundamente o seu sistema emocional. Desde então, o seu corpo reage como se estivesse sempre em perigo, mesmo quando racionalmente você sabe que não está. Isso não tem a ver com “ser fresco”, pois a fobia é um sofrimento mental que necessita de tratamento. Com acompanhamento psicológico, é possível trabalhar tanto a memória traumática quanto a resposta automática de medo do corpo, ajudando você a recuperar a sensação de segurança e paz.
Procurar ajuda é um gesto de cuidado e coragem. Você merece dormir, descansar e viver sem esse medo constante.
Na abordagem Cognitiva comportamental, uma das formas (sim, envolve mais outras várias técnicas) de tratar seria a "dessensibilização", que você tem sem saber, enfrentado. Não é porque você acredita que "eu tinha melhorado mas não" significa que não terá mais o controle, pense em todas as outras vezes que deram certo? Com a ajuda de uma profissional psicóloga, a possibilidade de voltar a encarar a situação com mais sabedoria e controle emocional é enorme.

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