Meu psiquiatra quer remover o escitalopram de 20mg que tomo há 6 anos, que não está mais surtindo ef

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Meu psiquiatra quer remover o escitalopram de 20mg que tomo há 6 anos, que não está mais surtindo efeito, pela paroxetina 25mg (pondera)… como essa troca deve ser feita de forma segura? ele simplesmente quer trocar de forma abrupta, sem desmame, não sei se é o certo.
O escitalopram pode ser usado em doses bem mais altas que 20 mg, segundo a literatura médica, que é diferente do que consta na bula. Assim, geralmente, se 20 mg não estão atuando o suficiente, a solução costuma ser aumentar a dose (sempre a critério do psiquiatra, logicamente, que pode estar tendo outros motivos para efetuar a troca). Quanto à troca, não há como orientar o que é o melhor para você, sem conhecer pessoalmente seu caso.

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A troca do escitalopram 20 mg para paroxetina 25 mg pode ser feita de forma direta, pois ambos são da mesma classe, e isso é uma prática comum. Porém, como você usa escitalopram há muitos anos, pode haver maior chance de desconfortos na troca abrupta. Uma alternativa mais suave seria uma transição gradual (reduzindo um enquanto inicia o outro). A abordagem do seu médico é válida, mas pode ser ajustada se você for mais sensível aos efeitos.
Na maioria dos casos, a troca do escitalopram para a paroxetina não é feita de forma totalmente abrupta, principalmente após uso prolongado, como no seu caso. Geralmente se faz uma redução gradual do escitalopram, enquanto se inicia o novo medicamento, para diminuir o risco de sintomas de descontinuação.

No entanto, a forma de fazer essa troca pode variar conforme o caso clínico, por isso é importante que seu psiquiatra explique qual foi o raciocínio para essa estratégia.
Dra. Ilana  Souza
Psiquiatra
Rio de Janeiro
Boa tarde. A troca do escitalopram pela paroxetina pode ser feita de diferentes formas, e a substituição direta (sem desmame) é uma estratégia utilizada em alguns casos, especialmente por se tratarem de antidepressivos da mesma classe (ISRS), o que reduz o risco de descontinuação importante. No entanto, isso não é uma regra absoluta. O escitalopram tem meia-vida relativamente curta e, após uso prolongado como no seu caso, pode sim haver sintomas de descontinuação se retirado abruptamente, como irritabilidade, tontura, ansiedade ou desconforto físico.
Por outro lado, a paroxetina também tem perfil mais propenso a efeitos de adaptação inicial, o que pode somar desconfortos se a transição não for bem tolerada. Por isso, embora a troca direta seja possível do ponto de vista técnico, a melhor estratégia depende da sensibilidade individual, histórico de resposta e tolerabilidade.

O ponto central aqui não é apenas “pode ou não pode trocar direto”, mas se essa estratégia é a mais confortável e segura para você. Em muitos casos, uma transição mais gradual pode reduzir efeitos indesejáveis.
Vale uma avaliação mais cuidadosa para ajustar essa troca de forma individualizada e minimizar desconfortos durante o processo.

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