Meu psiquiatra quer remover o escitalopram que tomo há 6 anos, mas não está mais surtindo efeito, pe

Meu psiquiatra quer remover o escitalopram que tomo há 6 anos, mas não está mais surtindo efeito, pela paroxetina… como deve fazer essa troca de forma segura?

6 respostas


Depende da dose que estiver usando. Não tem como orientar, sem conhecer seu caso. Cabe ao seu psiquiatra orientar a forma mais segura.

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Essa troca pode gerar dúvida mesmo. A mudança de um antidepressivo para outro, como do escitalopram para a paroxetina, costuma ser feita de forma gradual, reduzindo um enquanto o outro é iniciado ou ajustado, para evitar sintomas de retirada e efeitos de adaptação. Isso acontece porque o organismo já está acostumado com a medicação anterior e precisa de um tempo para se ajustar à nova. Na prática, podem ocorrer alguns sintomas transitórios, como ansiedade, alteração do sono ou desconforto nos primeiros dias ou semanas. Se feito de forma orientada, tende a ser um processo seguro. Se surgirem sintomas intensos ou muito desconforto durante a troca, uma avaliação mais próxima pode ajudar a ajustar a condução de forma mais tranquila e direcionada.

Dra. Ilana  Souza

Dra. Ilana Souza

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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Saudações! A depender da dosagem que você esteja tomando de escitalopram, talvez a abordagem mais segura seja a de diminuir em 25% a dosagem de escitalopram a cada 15 dias ou até mesmo a cada semana, uma vez que a paroxetina já vai estar sendo introduzida. Espero ter contribuído.


A troca do escitalopram pela paroxetina é uma estratégia utilizada na psiquiatria quando um antidepressivo que funcionava anteriormente passa a ter resposta insuficiente (perda de efeito terapêutico). Como ambos pertencem à classe dos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina), existem algumas formas possíveis de realizar essa mudança, e a escolha depende do seu histórico, dose utilizada, sintomas atuais e sensibilidade a alterações de medicação. Em alguns pacientes, o psiquiatra pode optar por uma troca direta, interrompendo o escitalopram e iniciando a paroxetina, especialmente quando há necessidade de manter a ação antidepressiva sem intervalo. Em outros casos, pode ser feita uma redução gradual do escitalopram enquanto a paroxetina é iniciada e ajustada, para diminuir o risco de sintomas de descontinuação. Após anos usando escitalopram, algumas pessoas podem sentir sintomas durante a transição, como ansiedade aumentada, irritabilidade, tontura, sensação de estranheza, alterações do sono, náuseas ou retorno temporário dos sintomas. Isso não significa necessariamente que a nova medicação não funcionará; muitas vezes é uma fase de adaptação. É importante seguir exatamente o plano do seu psiquiatra e não fazer a troca ou o desmame por conta própria. Vale conversar com ele sobre qual estratégia será usada, em quanto tempo espera avaliar a resposta e o que fazer caso surjam sintomas mais intensos. O acompanhamento próximo é fundamental durante mudanças de tratamento para ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, TOC, transtorno de ansiedade, transtornos de humor e transtorno depressivo, buscando uma resposta adequada com segurança e melhor qualidade de vida.


A substituição do escitalopram pela paroxetina deve ser planejada individualmente. O médico pode optar por uma troca direta, redução gradual ou outra estratégia, dependendo da dose, duração do tratamento, sintomas atuais, histórico de recaídas e sensibilidade aos antidepressivos. Como você utiliza escitalopram há vários anos, é importante considerar a possibilidade de sintomas de descontinuação, que podem incluir tontura, ansiedade, alterações do sono, irritabilidade e sensações corporais incomuns. A paroxetina também possui características próprias e pode produzir efeitos adversos durante a adaptação. Portanto, não é recomendável improvisar o esquema ou interromper o escitalopram sem orientação. O acompanhamento psiquiátrico durante a transição é importante para diferenciar sintomas de retirada, efeitos iniciais da nova medicação e retorno da depressão ou ansiedade, permitindo ajustes graduais quando necessários.


A troca entre escitalopram e paroxetina precisa considerar dose atual, tempo de tratamento, diagnóstico, resposta anterior e tendência a sintomas de descontinuação. Existem estratégias de troca direta e estratégias com redução gradual, e não existe um único esquema adequado para todas as pessoas. Como o escitalopram foi utilizado durante seis anos, é especialmente importante ter um planejamento definido pelo psiquiatra e acompanhamento durante as primeiras semanas da mudança. Sintomas como tontura, irritabilidade, ansiedade, alterações do sono e sensações semelhantes a “choques” podem ocorrer na retirada de antidepressivos serotoninérgicos. Não ajuste as doses sozinho; peça ao médico que detalhe por escrito como será feita a transição.

Dra. Joyce Moreno

Dra. Joyce Moreno

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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