Minha filha 7 anos foi diagnosticado com eplipcia fez o tratamento com fernobabital durante 3 anos d

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Minha filha 7 anos foi diagnosticado com eplipcia fez o tratamento com fernobabital durante 3 anos durante esse tempo nunca mais convulsionou fis o desmame do medicamento feito pelo neurologista ,mais de uns 30 dias sem o medicamento começou com dores de cabeça que demora passar mesmo medicada,voltei no neurologista receitou imipra 25 mg ,mais estou com medo de dar pois ele é antidepressivo e ela pode ficar dependente desse remédio também não sei o que fazer ?
Olá!
Imipramina, apesar de ser um antidepressivo, é uma medicação que pode ser utilizada na prevenção de dor de cabeça. Quando bem indicada pode ser muito eficaz.
Entretanto, se você notou que teve relação com o desmame da medicação anti-epiléptica, vale a pena avaliar melhor a semiologia dessa dor e possíveis diagnósticos diferenciais.

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Dr. Gustavo Holanda
Neurologista pediátrico
Recife
Compreendo sua preocupação. Quando se trata de uma criança que já passou por um diagnóstico de epilepsia, qualquer sintoma novo assusta — ainda mais depois de um período de estabilidade.

O uso do Fenobarbital por três anos, seguido de retirada gradual orientada pelo neurologista, é uma conduta comum quando a criança permanece sem crises por um bom tempo. Esse processo é feito justamente para avaliar se o cérebro já não apresenta mais tendência a convulsionar. O fato de sua filha não ter tido novas crises é um sinal positivo.

O aparecimento de dor de cabeça após a suspensão do medicamento nem sempre significa retorno da epilepsia. Em muitas crianças, podem surgir quadros de cefaleia, inclusive enxaqueca, nessa fase. Isso pode estar relacionado a uma adaptação do sistema nervoso após a retirada do anticonvulsivante ou até coincidir com uma condição independente.

Sobre a medicação prescrita, a Imipramina, apesar de ser conhecida como antidepressivo, é amplamente utilizada na prática médica para outras finalidades. Em crianças, pode ser indicada para tratamento de dor crônica, como cefaleias recorrentes, e também para distúrbios do sono ou enurese. Ou seja, o objetivo aqui não é tratar depressão, mas modular a dor.

Entendo o receio em relação à dependência. Diferente do que muitas pessoas imaginam, a imipramina não causa dependência química como ocorre com algumas outras classes de medicamentos. O uso é controlado, com dose ajustada e acompanhamento médico. Quando é necessário suspender, isso também é feito de forma gradual e segura.

O ponto mais importante é avaliar o contexto completo: como são essas dores de cabeça, a frequência, intensidade, se há outros sintomas associados, e se existe qualquer sinal que sugira atividade epiléptica. Às vezes, exames complementares podem ser necessários para maior segurança.

Evitar a medicação por medo, sem discutir com o médico, pode prolongar o sofrimento da criança. Por outro lado, sua cautela é válida e faz parte de um cuidado responsável. O ideal é alinhar todas essas dúvidas diretamente com o neurologista, buscando clareza sobre o objetivo do tratamento e o plano de acompanhamento.

Hoje, a telemedicina permite exatamente isso: uma segunda opinião qualificada, de forma rápida, segura e discreta. Em plataformas como a Doctoralia, é possível encontrar médicos bem avaliados e experientes, o que traz mais confiança na condução do caso. Em um cenário com circulação de doenças como COVID-19, MPOX, Parvovírus B19 e outras infecções, o atendimento online protege sua filha, evita deslocamentos e otimiza seu tempo.

A teleconsulta também permite revisar todo o histórico, ajustar condutas e esclarecer dúvidas com profundidade. Inclusive, posso te orientar nesse processo, especialmente neste momento inicial em que decisões geram insegurança. Mesmo que não precise agora, vale a pena manter esse contato e conhecer melhor os recursos disponíveis.

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