Minha filha aos 6 meses de idade foi diagnosticada com anemia esferocitose hereditária, fazia transf

2 respostas
Minha filha aos 6 meses de idade foi diagnosticada com anemia esferocitose hereditária, fazia transfusão com concentrado se hemácias a cada 3 semanas, aos 2 anos de idade retirou o baço, onde passou a ter uma vida normal, ela hoje tem 12 anos. Ela pode ter alguma recaída? Existem relatos no Brasil ?
Dr. Marcos Paulo Cruvinel
Médico clínico geral, Hematologista
Frutal
A esferocitose hereditária é uma doença genética crônica, portanto ela não “desaparece”, mas a esplenectomia costuma controlar muito bem as manifestações clínicas, como anemia importante, icterícia e necessidade de transfusões, permitindo vida praticamente normal, como ocorreu com sua filha. Após a retirada do baço, não se espera recaída no sentido de voltar a precisar de transfusões frequentes, pois o principal local de destruição das hemácias foi removido, porém podem persistir alterações laboratoriais leves, como esferócitos no sangue e discreta anemia em algumas situações. O principal ponto de atenção a longo prazo não é a recaída da anemia, e sim o risco aumentado de infecções graves por bactérias encapsuladas, motivo pelo qual é fundamental manter o calendário vacinal específico atualizado e ter orientação médica diante de febre. Existem inúmeros relatos e acompanhamento de pacientes com esferocitose hereditária no Brasil, inclusive em centros de hematologia pediátrica, e a evolução após esplenectomia, quando bem acompanhada, costuma ser muito favorável. O seguimento regular com hematologista é importante para vigilância, orientação preventiva e avaliação de possíveis complicações ao longo da vida.

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Para a esferocitose hereditária, a retirada do baço (esplenectomia) é considerada o tratamento definitivo para controlar a destruição acelerada das hemácias. Embora ela tenha 12 anos e leve uma vida normal, existem pontos importantes sobre o acompanhamento a longo prazo:
1. Possibilidade de "Recaída"
Na esferocitose, a "recaída" da anemia grave após a retirada total do baço é extremamente rara. No entanto, pode ocorrer em situações muito específicas como baço acessório, esplenectomia subtotal.
Como ela não tem o baço, o maior risco não é a volta da anemia, mas sim a imunidade contra certas bactérias.
Lembre-se da existe vacinação é específica para quem retirou o baço.
Um grande abraço.

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