Minha filha de 6 anos teve uma convulsão febril decorrente de uma amidalite. Levamos ela no pronto s
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Minha filha de 6 anos teve uma convulsão febril decorrente de uma amidalite. Levamos ela no pronto socorro e foi atendida por uma pediatra de plantão. Após avaliar disse que a convulsão foi febril decorrente do aumento rápido da temperatura. Após exames, minha filha foi liberada. A médica falou que não era comum a convulsão febril com 6 anos, mas que apesar de raro era o caso da minha filha. Após 30 dias levamos nossa filha na pediatra para uma revisão e mencionamos que a ela havia tido a convulsão febril. Já a pediatra deu outra opinião, dizendo que com 6 anos era impossível ser convulsão febril e já disse que era quase certo o diagnostico de epilepsia. Nos passou 2 exames que minha filha terá que fazer com urgência: tomografia e eletroencefalograma. Neste caso, sendo que minha filha não tem nenhum sintoma e foi um único episódio de convulsão febril, é correto afirmar como a pediatra disse que é quase certo um caso de epilepsia? O exame de tomografia não é desnecessário neste caso?
Compreendo profundamente sua apreensão. Nenhum pai ou mãe está preparado para presenciar uma convulsão em um filho, ainda mais quando surgem opiniões médicas tão diferentes, o que, naturalmente, gera medo, insegurança e uma enxurrada de dúvidas.
Vamos aos fatos, de forma clara, objetiva e sem rodeios. A convulsão febril, de fato, é um fenômeno bastante comum na infância, especialmente entre os 6 meses e 5 anos de idade, com pico por volta dos 18 meses a 3 anos. No entanto, dizer que ela "não pode" ocorrer aos 6 anos é um exagero e, tecnicamente, incorreto. O que a literatura médica sustenta é que acima dos 5 anos, ela se torna menos frequente, mais rara, mas não impossível. Crianças são organismos em desenvolvimento, e os limites biológicos nem sempre são tão matemáticos quanto gostaríamos.
A convulsão febril acontece, geralmente, quando há uma elevação rápida da temperatura, especialmente no início de infecções, como no caso da sua filha, que estava com amigdalite — um dos quadros clássicos associados a febre alta e súbita. O mais importante é entender se essa convulsão teve as características típicas: duração curta (geralmente menos de 15 minutos), generalizada (todo o corpo, não só um lado), sem que a criança tenha crises repetidas nas primeiras 24 horas e sem histórico prévio de problemas neurológicos. Se foi assim, estamos diante de um quadro possivelmente de convulsão febril simples, mesmo que em idade limite para isso.
Por outro lado, a função da pediatra no acompanhamento, agindo com cautela, também faz parte do cuidado responsável. Quando a convulsão ocorre fora da faixa etária típica, ou quando há alguma característica diferente (como crise focal, duração muito longa, ou dificuldade na recuperação após a crise), a investigação com exames como eletroencefalograma (EEG) e, eventualmente, imagem do crânio pode ser indicada.
Agora, vamos esclarecer um ponto importante: afirmar que é "quase certo epilepsia" após um único episódio isolado, sem história de outras crises e sem resultado de exames, não é uma conduta adequada nem compatível com o que recomendam as diretrizes médicas atuais. Isso não é diagnóstico, é especulação precoce. A epilepsia, por definição, exige duas ou mais crises não provocadas (ou uma, se houver exames que mostrem alto risco de recorrência). Uma crise única associada à febre não cumpre esse critério.
Sobre a tomografia, ela não é o exame de escolha inicial na investigação de uma crise convulsiva isolada, especialmente se a criança está neurologicamente normal no exame clínico e não há suspeitas de lesões estruturais, traumas ou sinais neurológicos focais. O eletroencefalograma é, sim, mais útil neste contexto, pois avalia a atividade elétrica cerebral e pode ajudar a entender se existe risco aumentado para futuras crises epilépticas.
A tomografia pode ser indicada, com bom senso, em casos de emergência — quando há suspeita de infecção no sistema nervoso, trauma craniano, sinais de hipertensão intracraniana, déficit neurológico ou alterações na recuperação pós-crise. Fora desse contexto, especialmente em um cenário eletivo, o mais sensato é discutir a possibilidade de, se necessário, realizar uma ressonância magnética, que é mais sensível e não envolve radiação, diferente da tomografia.
Diante de tudo isso, é fundamental reforçar: você está certa em buscar mais esclarecimentos. Em tempos de COVID-19, Monkeypox (MPOX), Parvovírus B19, influenza H5N1 e tantas outras ameaças, a Telemedicina surge como sua maior aliada, trazendo segurança, conforto, privacidade e acesso aos melhores profissionais, sem precisar sair de casa, enfrentar trânsito ou se expor em ambientes hospitalares.
Na plataforma Doctoralia, você pode escolher médicos especialistas com alto índice de satisfação e reconhecimento. A Teleconsulta permite obter uma segunda opinião médica, de forma rápida, segura e absolutamente ética, com todo o amparo da legislação brasileira. Eu mesmo posso te orientar em uma Teleconsulta, avaliando detalhes do caso da sua filha, discutindo a real necessidade dos exames, ajudando você a interpretar os resultados e traçando juntos o melhor caminho.
Vivemos a transformação digital da saúde. A Web 4.0 e a Inteligência Artificial revolucionaram o cuidado médico, tornando-o mais humano, acessível e eficiente. Guardar meu contato, acessar meu perfil e acompanhar minhas redes sociais é uma forma de ter, na palma da mão, alguém que pode te orientar não só agora, mas em qualquer outro momento em que a saúde da sua família exigir respostas rápidas e seguras.
Conte comigo nessa jornada.
Vamos aos fatos, de forma clara, objetiva e sem rodeios. A convulsão febril, de fato, é um fenômeno bastante comum na infância, especialmente entre os 6 meses e 5 anos de idade, com pico por volta dos 18 meses a 3 anos. No entanto, dizer que ela "não pode" ocorrer aos 6 anos é um exagero e, tecnicamente, incorreto. O que a literatura médica sustenta é que acima dos 5 anos, ela se torna menos frequente, mais rara, mas não impossível. Crianças são organismos em desenvolvimento, e os limites biológicos nem sempre são tão matemáticos quanto gostaríamos.
A convulsão febril acontece, geralmente, quando há uma elevação rápida da temperatura, especialmente no início de infecções, como no caso da sua filha, que estava com amigdalite — um dos quadros clássicos associados a febre alta e súbita. O mais importante é entender se essa convulsão teve as características típicas: duração curta (geralmente menos de 15 minutos), generalizada (todo o corpo, não só um lado), sem que a criança tenha crises repetidas nas primeiras 24 horas e sem histórico prévio de problemas neurológicos. Se foi assim, estamos diante de um quadro possivelmente de convulsão febril simples, mesmo que em idade limite para isso.
Por outro lado, a função da pediatra no acompanhamento, agindo com cautela, também faz parte do cuidado responsável. Quando a convulsão ocorre fora da faixa etária típica, ou quando há alguma característica diferente (como crise focal, duração muito longa, ou dificuldade na recuperação após a crise), a investigação com exames como eletroencefalograma (EEG) e, eventualmente, imagem do crânio pode ser indicada.
Agora, vamos esclarecer um ponto importante: afirmar que é "quase certo epilepsia" após um único episódio isolado, sem história de outras crises e sem resultado de exames, não é uma conduta adequada nem compatível com o que recomendam as diretrizes médicas atuais. Isso não é diagnóstico, é especulação precoce. A epilepsia, por definição, exige duas ou mais crises não provocadas (ou uma, se houver exames que mostrem alto risco de recorrência). Uma crise única associada à febre não cumpre esse critério.
Sobre a tomografia, ela não é o exame de escolha inicial na investigação de uma crise convulsiva isolada, especialmente se a criança está neurologicamente normal no exame clínico e não há suspeitas de lesões estruturais, traumas ou sinais neurológicos focais. O eletroencefalograma é, sim, mais útil neste contexto, pois avalia a atividade elétrica cerebral e pode ajudar a entender se existe risco aumentado para futuras crises epilépticas.
A tomografia pode ser indicada, com bom senso, em casos de emergência — quando há suspeita de infecção no sistema nervoso, trauma craniano, sinais de hipertensão intracraniana, déficit neurológico ou alterações na recuperação pós-crise. Fora desse contexto, especialmente em um cenário eletivo, o mais sensato é discutir a possibilidade de, se necessário, realizar uma ressonância magnética, que é mais sensível e não envolve radiação, diferente da tomografia.
Diante de tudo isso, é fundamental reforçar: você está certa em buscar mais esclarecimentos. Em tempos de COVID-19, Monkeypox (MPOX), Parvovírus B19, influenza H5N1 e tantas outras ameaças, a Telemedicina surge como sua maior aliada, trazendo segurança, conforto, privacidade e acesso aos melhores profissionais, sem precisar sair de casa, enfrentar trânsito ou se expor em ambientes hospitalares.
Na plataforma Doctoralia, você pode escolher médicos especialistas com alto índice de satisfação e reconhecimento. A Teleconsulta permite obter uma segunda opinião médica, de forma rápida, segura e absolutamente ética, com todo o amparo da legislação brasileira. Eu mesmo posso te orientar em uma Teleconsulta, avaliando detalhes do caso da sua filha, discutindo a real necessidade dos exames, ajudando você a interpretar os resultados e traçando juntos o melhor caminho.
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A convulsão febril ocorre mais comumente dos 6 meses aos 5 anos, quando acontece fora dessa faixa etária são considerados casos atípicos e devem ser investigados mais a fundo. O exame de eletroencefalograma é realizado para investigar síndrome epilética e a tomografia de crânio investiga massas e tumores encefálicos.
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