Minha filha de 9 anos gosta muito de brincar sozinha, brinca com os colegas mas em determinados mome

6 respostas
Minha filha de 9 anos gosta muito de brincar sozinha, brinca com os colegas mas em determinados momentos quer ficar sozinha. Uma colega não respeita isso e fica atormentando ela dizendo como deve brincar. Hoje minha filha chorou e disse que gostaria que a colega estivesse "enterrada". Me assustei com essas palavras, mas entendo que ela estava com raiva no momento. Ainda assim fiquei preocupada, é normal nessa idade esses sentimentos tão intensos?
 Vanessa Casaro
Psicólogo, Psicopedagogo
Ponta Grossa
Olá! Entendo seu susto — a frase é forte mesmo. Mas, aos 9 anos, a criança ainda está aprendendo a regular emoções e testar limites na linguagem. Quando se sente invadida, a raiva pode transbordar em palavras dramáticas (“enterrada”, “sumir”). Em geral, isso não indica intenção real de violência, e sim uma forma impulsiva de dizer “quero que ela pare!”.

Como apoiar sua filha:

Acolha e nomeie
“Você ficou com muita raiva porque ela não respeitou seu espaço. Raiva é normal.”

Ensine estratégias de regulação
Respiração profunda, contar até 10, pedir um tempo sozinha, escrever ou desenhar o que sente.

Pratique assertividade
Treine frases curtas: “Agora quero brincar sozinha, por favor.” Reforce que ela pode buscar ajuda de um adulto se não for respeitada.

Mostre limites claros
Explique que desejar mal a alguém machuca e não resolve o problema. Ofereça alternativas seguras para expressar frustração.

Observe padrões
Se frases ou comportamentos agressivos se repetirem, ou se surgirem isolamento, mudanças bruscas de humor ou queda escolar, procure um(a) psicólogo(a) infantil para uma avaliação mais detalhada.

Essas orientações não substituem acompanhamento profissional, mas ajudam a transformar um episódio difícil em aprendizado socioemocional. Estou à disposição caso precise de uma consulta presencial ou on-line.

Abraço,
Vanessa Mascareli Piedade Casaro – CRP 08/35604
Psicóloga clínica e neuropsicóloga

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
Sua filha está na fase de descobertas e é totalmente compreensível não estar conseguindo lidar com sentimentos de frustração. Estudos apontam que entre 7 e os 10 anos as crianças ainda estão desenvolvendo habilidades emocionais e sociais, o que pode levá-las a sentir coisas muito fortes e, em alguns momentos, a não saber como lidar com essas emoções.
Dra. Analine Cruz
Especialista em biomedicina, Terapeuta complementar
Toledo
O que você descreveu é mais comum do que parece — especialmente quando a criança está frustrada, se sentindo invadida ou sem espaço para ter suas vontades respeitadas.

Aos 9 anos, as crianças já têm uma capacidade maior de expressar pensamentos complexos, mas ainda não têm pleno controle emocional nem compreensão total do impacto das palavras. Isso significa que:

Elas podem usar frases muito fortes para expressar raiva ou desejo de afastamento (“queria que sumisse”, “nunca mais quero ver”), mesmo sem intenção real.

O que guia é a intensidade da emoção, não o raciocínio lógico sobre consequências.



---

Por que a fala dela foi tão intensa?

1. Sensibilidade ao controle – Crianças que gostam de autonomia (como sua filha) podem reagir fortemente quando alguém tenta ditar regras de brincadeira.


2. Falta de recurso para dizer “não” de forma firme e segura – Quando não conseguem se proteger verbalmente de forma eficaz, podem recorrer a expressões extremas.


3. Descarga emocional imediata – A raiva momentânea “fala mais alto” e a criança escolhe palavras de impacto, mesmo sem medir o peso delas.

Se esse tipo de expressão de raiva for frequente, envolver violência física ou vier acompanhada de isolamento constante e humor triste, aí é importante conversar com a escola e, se necessário, buscar apoio psicológico para ajudar no manejo emocional.
Mas se foi um episódio pontual, provavelmente foi apenas a junção de frustração + raiva + falta de estratégia para resolver a situação.
 Daniel  Castilhos
Psicanalista, Psicopedagogo
Porto Alegre
É necessário cuidado, pois a criança está em sofrimento, necessita de apoio para desabafar. Por vezes conversar com a escola pode diminuir o sentimento de raiva e de solidão e gerar sentimento de segurança e de autocuidado.
Sim, esse tipo de reação é relativamente comum em crianças de 9 anos, e seus sentimentos fazem sentido dentro do desenvolvimento emocional dessa idade.
 Roberta Reis
Psicopedagogo
Juiz de Fora
Como neuropsicopedagoga, é importante destacar que na infância, especialmente por volta dos 9 anos, as emoções ainda estão em processo de amadurecimento e, por isso, podem se manifestar de forma intensa e desproporcional. É comum que crianças expressem raiva ou frustração com palavras fortes, sem compreender totalmente o peso ou a gravidade do que dizem. No caso da sua filha, o desejo de brincar sozinha em alguns momentos é absolutamente saudável, pois demonstra autonomia e necessidade de espaço pessoal. O fato de a colega não respeitar esse limite gera frustração, e a reação verbal exagerada reflete a dificuldade que ela ainda tem em regular suas emoções diante da pressão. O que precisa ser trabalhado é justamente a capacidade de nomear sentimentos, aprender a se expressar de forma adequada e desenvolver estratégias para lidar com situações de conflito. A sua preocupação é válida, mas não significa que haja algo patológico; trata-se de uma fase de aprendizado emocional. O ideal é acolher o sentimento, mostrar que a raiva existe e pode ser expressa de forma segura, e ao mesmo tempo ensinar alternativas de comunicação, como dizer “não quero brincar agora” ou “prefiro brincar de outra forma”. Se essas explosões forem muito frequentes ou intensas, pode ser interessante buscar apoio psicológico para ajudá-la a desenvolver habilidades de regulação emocional.

Não conseguiu encontrar a resposta que procurava? Faça outra pergunta!

  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.