Minha filha de 9 anos gosta muito de brincar sozinha, brinca com os colegas mas em determinados mome
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Minha filha de 9 anos gosta muito de brincar sozinha, brinca com os colegas mas em determinados momentos quer ficar sozinha. Uma colega não respeita isso e fica atormentando ela dizendo como deve brincar. Hoje minha filha chorou e disse que gostaria que a colega estivesse "enterrada". Me assustei com essas palavras, mas entendo que ela estava com raiva no momento. Ainda assim fiquei preocupada, é normal nessa idade esses sentimentos tão intensos?
Olá! Entendo seu susto — a frase é forte mesmo. Mas, aos 9 anos, a criança ainda está aprendendo a regular emoções e testar limites na linguagem. Quando se sente invadida, a raiva pode transbordar em palavras dramáticas (“enterrada”, “sumir”). Em geral, isso não indica intenção real de violência, e sim uma forma impulsiva de dizer “quero que ela pare!”.
Como apoiar sua filha:
Acolha e nomeie
“Você ficou com muita raiva porque ela não respeitou seu espaço. Raiva é normal.”
Ensine estratégias de regulação
Respiração profunda, contar até 10, pedir um tempo sozinha, escrever ou desenhar o que sente.
Pratique assertividade
Treine frases curtas: “Agora quero brincar sozinha, por favor.” Reforce que ela pode buscar ajuda de um adulto se não for respeitada.
Mostre limites claros
Explique que desejar mal a alguém machuca e não resolve o problema. Ofereça alternativas seguras para expressar frustração.
Observe padrões
Se frases ou comportamentos agressivos se repetirem, ou se surgirem isolamento, mudanças bruscas de humor ou queda escolar, procure um(a) psicólogo(a) infantil para uma avaliação mais detalhada.
Essas orientações não substituem acompanhamento profissional, mas ajudam a transformar um episódio difícil em aprendizado socioemocional. Estou à disposição caso precise de uma consulta presencial ou on-line.
Abraço,
Vanessa Mascareli Piedade Casaro – CRP 08/35604
Psicóloga clínica e neuropsicóloga
Como apoiar sua filha:
Acolha e nomeie
“Você ficou com muita raiva porque ela não respeitou seu espaço. Raiva é normal.”
Ensine estratégias de regulação
Respiração profunda, contar até 10, pedir um tempo sozinha, escrever ou desenhar o que sente.
Pratique assertividade
Treine frases curtas: “Agora quero brincar sozinha, por favor.” Reforce que ela pode buscar ajuda de um adulto se não for respeitada.
Mostre limites claros
Explique que desejar mal a alguém machuca e não resolve o problema. Ofereça alternativas seguras para expressar frustração.
Observe padrões
Se frases ou comportamentos agressivos se repetirem, ou se surgirem isolamento, mudanças bruscas de humor ou queda escolar, procure um(a) psicólogo(a) infantil para uma avaliação mais detalhada.
Essas orientações não substituem acompanhamento profissional, mas ajudam a transformar um episódio difícil em aprendizado socioemocional. Estou à disposição caso precise de uma consulta presencial ou on-line.
Abraço,
Vanessa Mascareli Piedade Casaro – CRP 08/35604
Psicóloga clínica e neuropsicóloga
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Sua filha está na fase de descobertas e é totalmente compreensível não estar conseguindo lidar com sentimentos de frustração. Estudos apontam que entre 7 e os 10 anos as crianças ainda estão desenvolvendo habilidades emocionais e sociais, o que pode levá-las a sentir coisas muito fortes e, em alguns momentos, a não saber como lidar com essas emoções.
O que você descreveu é mais comum do que parece — especialmente quando a criança está frustrada, se sentindo invadida ou sem espaço para ter suas vontades respeitadas.
Aos 9 anos, as crianças já têm uma capacidade maior de expressar pensamentos complexos, mas ainda não têm pleno controle emocional nem compreensão total do impacto das palavras. Isso significa que:
Elas podem usar frases muito fortes para expressar raiva ou desejo de afastamento (“queria que sumisse”, “nunca mais quero ver”), mesmo sem intenção real.
O que guia é a intensidade da emoção, não o raciocínio lógico sobre consequências.
---
Por que a fala dela foi tão intensa?
1. Sensibilidade ao controle – Crianças que gostam de autonomia (como sua filha) podem reagir fortemente quando alguém tenta ditar regras de brincadeira.
2. Falta de recurso para dizer “não” de forma firme e segura – Quando não conseguem se proteger verbalmente de forma eficaz, podem recorrer a expressões extremas.
3. Descarga emocional imediata – A raiva momentânea “fala mais alto” e a criança escolhe palavras de impacto, mesmo sem medir o peso delas.
Se esse tipo de expressão de raiva for frequente, envolver violência física ou vier acompanhada de isolamento constante e humor triste, aí é importante conversar com a escola e, se necessário, buscar apoio psicológico para ajudar no manejo emocional.
Mas se foi um episódio pontual, provavelmente foi apenas a junção de frustração + raiva + falta de estratégia para resolver a situação.
Aos 9 anos, as crianças já têm uma capacidade maior de expressar pensamentos complexos, mas ainda não têm pleno controle emocional nem compreensão total do impacto das palavras. Isso significa que:
Elas podem usar frases muito fortes para expressar raiva ou desejo de afastamento (“queria que sumisse”, “nunca mais quero ver”), mesmo sem intenção real.
O que guia é a intensidade da emoção, não o raciocínio lógico sobre consequências.
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Por que a fala dela foi tão intensa?
1. Sensibilidade ao controle – Crianças que gostam de autonomia (como sua filha) podem reagir fortemente quando alguém tenta ditar regras de brincadeira.
2. Falta de recurso para dizer “não” de forma firme e segura – Quando não conseguem se proteger verbalmente de forma eficaz, podem recorrer a expressões extremas.
3. Descarga emocional imediata – A raiva momentânea “fala mais alto” e a criança escolhe palavras de impacto, mesmo sem medir o peso delas.
Se esse tipo de expressão de raiva for frequente, envolver violência física ou vier acompanhada de isolamento constante e humor triste, aí é importante conversar com a escola e, se necessário, buscar apoio psicológico para ajudar no manejo emocional.
Mas se foi um episódio pontual, provavelmente foi apenas a junção de frustração + raiva + falta de estratégia para resolver a situação.
É necessário cuidado, pois a criança está em sofrimento, necessita de apoio para desabafar. Por vezes conversar com a escola pode diminuir o sentimento de raiva e de solidão e gerar sentimento de segurança e de autocuidado.
Sim, esse tipo de reação é relativamente comum em crianças de 9 anos, e seus sentimentos fazem sentido dentro do desenvolvimento emocional dessa idade.
Como neuropsicopedagoga, é importante destacar que na infância, especialmente por volta dos 9 anos, as emoções ainda estão em processo de amadurecimento e, por isso, podem se manifestar de forma intensa e desproporcional. É comum que crianças expressem raiva ou frustração com palavras fortes, sem compreender totalmente o peso ou a gravidade do que dizem. No caso da sua filha, o desejo de brincar sozinha em alguns momentos é absolutamente saudável, pois demonstra autonomia e necessidade de espaço pessoal. O fato de a colega não respeitar esse limite gera frustração, e a reação verbal exagerada reflete a dificuldade que ela ainda tem em regular suas emoções diante da pressão. O que precisa ser trabalhado é justamente a capacidade de nomear sentimentos, aprender a se expressar de forma adequada e desenvolver estratégias para lidar com situações de conflito. A sua preocupação é válida, mas não significa que haja algo patológico; trata-se de uma fase de aprendizado emocional. O ideal é acolher o sentimento, mostrar que a raiva existe e pode ser expressa de forma segura, e ao mesmo tempo ensinar alternativas de comunicação, como dizer “não quero brincar agora” ou “prefiro brincar de outra forma”. Se essas explosões forem muito frequentes ou intensas, pode ser interessante buscar apoio psicológico para ajudá-la a desenvolver habilidades de regulação emocional.
Olá! Obrigada por trazer essa situação com tanta atenção e cuidado.
Sim, é relativamente comum que crianças de 9 anos tenham emoções intensas, especialmente quando se sentem frustradas, invadidas ou desrespeitadas em suas vontades. Nessa idade, as crianças ainda estão aprendendo a reconhecer, nomear e regular sentimentos como raiva, frustração e tristeza.
O mais importante nesse momento é:
acolher o sentimento dela (“eu entendo que você ficou muito irritada”)
ajudá-la a nomear a emoção (raiva, frustração, tristeza)
conversar sobre formas mais saudáveis de expressar esses sentimentos e de colocar limites com os colegas.
Se esses conflitos estiverem acontecendo com frequência, vale conversar também com a escola para que os adultos possam mediar essas interações e ajudar as crianças a aprender a respeitar os limites umas das outras.
Caso as falas agressivas, sofrimento intenso ou conflitos frequentes passem a se repetir e gerem grande sofrimento para ela, pode ser interessante buscar orientação de um psicólogo infantil ou psicopedagogo, que poderá ajudar no desenvolvimento das habilidades socioemocionais.
Parabéns pelo seu cuidado em observar e conversar sobre isso, sua filha já conta com algo muito importante: um adulto atento e disponível para ajudá-la a entender suas emoções.
Sim, é relativamente comum que crianças de 9 anos tenham emoções intensas, especialmente quando se sentem frustradas, invadidas ou desrespeitadas em suas vontades. Nessa idade, as crianças ainda estão aprendendo a reconhecer, nomear e regular sentimentos como raiva, frustração e tristeza.
O mais importante nesse momento é:
acolher o sentimento dela (“eu entendo que você ficou muito irritada”)
ajudá-la a nomear a emoção (raiva, frustração, tristeza)
conversar sobre formas mais saudáveis de expressar esses sentimentos e de colocar limites com os colegas.
Se esses conflitos estiverem acontecendo com frequência, vale conversar também com a escola para que os adultos possam mediar essas interações e ajudar as crianças a aprender a respeitar os limites umas das outras.
Caso as falas agressivas, sofrimento intenso ou conflitos frequentes passem a se repetir e gerem grande sofrimento para ela, pode ser interessante buscar orientação de um psicólogo infantil ou psicopedagogo, que poderá ajudar no desenvolvimento das habilidades socioemocionais.
Parabéns pelo seu cuidado em observar e conversar sobre isso, sua filha já conta com algo muito importante: um adulto atento e disponível para ajudá-la a entender suas emoções.
Sim, isso pode acontecer e, pelo que você descreveu, não é algo fora do esperado para a idade dela. Mas também é importante observar com atenção, como você já fez e isso é ótimo.
Vamos por partes, com um olhar psicopedagógico; Crianças de 9 anos já têm mais consciência emocional, mas ainda estão aprendendo a regular sentimentos intensos, como frustração, raiva e invasão de espaço
Vamos por partes, com um olhar psicopedagógico; Crianças de 9 anos já têm mais consciência emocional, mas ainda estão aprendendo a regular sentimentos intensos, como frustração, raiva e invasão de espaço
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