Minha filha e autista toma resperidona pra dormir um comprimido anoite ,tem um mês tem cinco dias el

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Minha filha e autista toma resperidona pra dormir um comprimido anoite ,tem um mês tem cinco dias ela vem sonhando que eu e o pai estamos tendo relação sexual etc. Que ela sonha eu perguntei da aonde vc ta tirando isso ela não sabe dizer tudo que ela ver na internet eu vejo no meu celular,na tv ninguém vê nada que não seja da idade dela meu marido mas trabalha que tudo aqui ninguém fala assunto sobre sexo ,isso foi depois do remédio.
Dr. Lázaro Inácio Araújo Rodrigues
Pediatra, Neurologista pediátrico
Salvador
A risperidona é um antipsicótico que pode ser utilizado em crianças autistas para ajudar na regulação do comportamento e do sono. Entre os efeitos colaterais possíveis estão alterações no padrão de sono, incluindo sonhos vívidos ou incomuns. O fato de sua filha relatar sonhos com conteúdos que não fazem parte da rotina familiar pode estar relacionado a esse efeito da medicação, já que o cérebro pode misturar informações de forma aleatória durante o sono.

É importante destacar que sonhos não significam necessariamente que a criança tenha visto ou ouvido algo diretamente; eles podem ser fruto da imaginação ou de associações internas. No entanto, como o início desses sonhos coincidiu com o uso da risperidona, é fundamental conversar com o neuropediatra ou psiquiatra infantil que prescreveu o medicamento para avaliar se há relação e se é necessário ajustar a dose ou considerar alternativas.

Em Salvador, neuropediatras em bairros como Pituba, Barra, Caminho das Árvores e Brotas podem revisar o tratamento, verificar se os sonhos estão ligados ao uso da risperidona e orientar sobre a melhor conduta.

Agende uma consulta com neuropediatra em Salvador para discutir esses efeitos e garantir que o tratamento da sua filha seja seguro e adequado.

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Dr. Gustavo Holanda
Neurologista pediátrico
Recife
Entendo sua preocupação. Quando uma criança começa a relatar sonhos ou pensamentos que parecem inadequados para a idade, é natural que os pais se assustem e tentem encontrar uma explicação imediata.

A risperidona é um medicamento amplamente utilizado em crianças com transtorno do espectro autista. Ele pode ajudar no controle de irritabilidade, agitação, impulsividade e também pode favorecer o sono. Em geral, esse remédio não costuma provocar sonhos com conteúdo sexual específico. Alguns pacientes podem apresentar sonhos mais vívidos ou diferentes do habitual, mas o tipo de conteúdo que aparece nos sonhos geralmente está relacionado a experiências, imagens ou informações que a criança teve contato em algum momento, mesmo que de forma indireta.

Crianças, especialmente aquelas com autismo, podem captar fragmentos de informações do ambiente e ter dificuldade para compreender ou organizar essas percepções. Às vezes escutam uma conversa pela metade, veem uma cena rapidamente em algum lugar, ou acessam conteúdos na internet sem que os adultos percebam. Mesmo conteúdos aparentemente neutros podem gerar interpretações confusas. Como muitas crianças com autismo têm dificuldade de expressar dúvidas ou sentimentos, esses conteúdos podem aparecer em forma de sonhos ou comentários inesperados.

Outro ponto importante é que, no autismo, a comunicação nem sempre acontece de maneira clara. A criança pode usar palavras que ouviu em algum lugar sem entender completamente o significado. Por isso, quando ela relata um sonho, nem sempre está descrevendo exatamente o que aconteceu. Pode ser uma tentativa de explicar algo que ela não compreende bem.

Antes de concluir que o medicamento seja a causa, vale observar com atenção alguns aspectos do cotidiano. Verifique se há acesso a celular, vídeos automáticos na internet, jogos com propaganda, ou conteúdos que aparecem de forma inesperada em plataformas digitais. Mesmo poucos segundos de exposição podem despertar curiosidade ou gerar confusão. Crianças costumam perceber muito mais do que imaginamos.

A melhor atitude é manter um diálogo tranquilo, sem repreensão ou susto exagerado. Pergunte com calma o que ela quis dizer, o que ela viu ou pensou. Muitas vezes, quando a criança se sente segura para falar, ela consegue explicar melhor de onde surgiu aquela ideia. Ao mesmo tempo, vale conversar com o médico que acompanha sua filha para avaliar se o medicamento está na dose adequada e se houve alguma mudança recente no comportamento ou no padrão de sono.

Situações como essa podem ser avaliadas com muito mais cuidado em uma consulta. Hoje, a telemedicina permite esse acompanhamento de forma prática e segura. Em uma teleconsulta é possível analisar melhor o comportamento da criança, revisar o uso da medicação, orientar a família e esclarecer dúvidas que muitas vezes ficam difíceis de resolver apenas por mensagens.

Além disso, em tempos em que convivemos com diversas doenças infectocontagiosas — como COVID-19, MPOX (a chamada varíola dos macacos), Parvovírus B19 e até cepas preocupantes de gripe aviária como o H5N1 — o atendimento online se tornou uma forma inteligente de proteger você e sua família. A telemedicina evita deslocamentos, salas de espera e perda de tempo no trânsito. Você pode usar esse tempo para cuidar da família, estudar ou trabalhar, enquanto recebe orientação médica qualificada.

Estamos vivendo uma grande transformação digital na saúde, impulsionada pela Web 4.0 e pela inteligência artificial. A telemedicina permite consultas, orientações iniciais, acompanhamento e até segundas opiniões médicas de forma rápida, segura e discreta. Plataformas como a Doctoralia reúnem médicos com alto índice de satisfação dos pacientes, o que facilita encontrar profissionais experientes e bem avaliados.

Se desejar, posso orientar você em uma teleconsulta para analisar melhor essa situação e ajudar a esclarecer o que pode estar acontecendo com sua filha. Mesmo que neste momento você não precise de atendimento imediato, vale visitar meu perfil, conhecer meu trabalho e guardar meu contato. Ter acesso a um médico de confiança pode fazer muita diferença quando surgem dúvidas sobre a saúde de quem mais amamos.

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