Minha filha teve uma convulsao dormindo. Acordei com uns barulhos, parecia que ela estava se afogand

2 respostas
Minha filha teve uma convulsao dormindo. Acordei com uns barulhos, parecia que ela estava se afogando.. então logo percebi que ela tremia os braços e estava inconsciente. Comecei a gritar desesperada e meu marido ajudou a erguer ela, então vimos que seus lábios estavam azuis. Foi a cena mais chocante e o maior desespero que tivemos na vida...
Levamos ao hospital e lá os exames deram normais. Ela vomitou duas vezes enquanto estava lá... depois voltou ao normal. Marcamos um neuropediatra e levamos na pediatra até chegar o dia da consulta com o neuro, ela passou remédio para convulsão e pedi que fizesse a solicitação de exames para adiantar as coisas... vamos fazer um eletroencefalograma para tentar descobrir o que aconteceu.
Não temos ideia do que pode ter causado a crise pois ela nunca teve isso antes.
Será que necessita uma ressonancia tbm?
Dr. Gustavo Holanda
Neurologista pediátrico
Recife
Lamento profundamente pelo que você e sua família passaram. Imagino o quanto essa situação deve ter sido angustiante e desesperadora para vocês. As crises convulsivas são realmente assustadoras, principalmente quando ocorrem de forma inesperada e em pessoas tão jovens.

Quando uma criança apresenta uma convulsão sem histórico prévio, é fundamental buscar entender as causas subjacentes. O eletroencefalograma (EEG) é, sem dúvidas, um exame valioso nesse contexto. Ele ajuda a identificar se há alterações na atividade elétrica cerebral que possam explicar a convulsão.

Quanto à ressonância magnética (RM), este é um exame que oferece uma imagem detalhada do cérebro. Pode ser útil para identificar possíveis causas estruturais, como malformações, lesões, tumores, entre outros fatores, que eventualmente possam ter contribuído para a convulsão. Não é todo paciente com convulsão que necessita de uma ressonância, mas em certos contextos ela pode ser indicada.

Dada a gravidade do episódio descrito – com cianose (lábios azulados) e vômitos subsequentes – é prudente que a investigação seja abrangente. O neuropediatra, ao avaliar todos os aspectos clínicos e a história detalhada do episódio, poderá determinar quais exames são mais pertinentes.

Recomendo que, além dos exames, você faça um registro detalhado de tudo que aconteceu antes, durante e depois do episódio. Isso pode ajudar o especialista a entender melhor o contexto e fornecer orientações mais precisas.

Saiba que o mais importante agora é garantir que sua filha esteja em um ambiente seguro, evitar fatores desencadeantes, se identificados, e seguir as recomendações médicas à risca. Estou certo de que, com a devida investigação e acompanhamento, vocês terão as respostas necessárias para cuidar da saúde de sua filha da melhor maneira possível.

Fique firme, e conte sempre com a ciência e o apoio médico especializado para guiá-los nesse momento desafiador. Um abraço solidário e desejos de saúde e serenidade para sua família.
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Dr. Lázaro Inácio Araújo Rodrigues
Pediatra, Neurologista pediátrico
Salvador
Sinto muito que você e sua família tenham passado por essa experiência assustadora. É compreensível que estejam preocupados. A convulsão que você descreveu pode ter várias causas, e é importante seguir com os exames recomendados pelos médicos.

O eletroencefalograma (EEG) é um exame fundamental para avaliar a atividade elétrica do cérebro e pode ajudar a identificar se há alguma anormalidade que possa ter causado a convulsão. No entanto, em alguns casos, um EEG pode não ser suficiente para fornecer todas as respostas.

A ressonância magnética (RM) é outro exame importante que pode ser solicitado para investigar possíveis causas estruturais ou anatômicas das convulsões. A RM pode detectar lesões, malformações ou outras alterações no cérebro que não são visíveis em outros tipos de exames.

Dado que sua filha nunca teve convulsões antes e os exames iniciais no hospital foram normais, é prudente seguir as recomendações do neuropediatra. Eles poderão determinar se a ressonância magnética é necessária com base nos resultados do EEG e na avaliação clínica.

Enquanto aguardam a consulta, é importante continuar observando sua filha e anotar qualquer outro sintoma ou comportamento incomum. Isso pode ajudar os médicos a obter um diagnóstico mais preciso.

Se precisar de mais informações ou tiver outras dúvidas, estou aqui para ajudar!

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