minha irmã sofre de microangiopatia, e junto tem de crises com convulsões e lapso de memória .É norm
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minha irmã sofre de microangiopatia, e junto tem de crises com convulsões e lapso de memória .É normal, ou devemos ter uma preocupação a mais?
Boa tarde.
A microangiopatia é um achado de exame de imagem cerebral associado a fatores de risco cardiovascular. Uma manifestação comum é a presença de alterações cognitivas como dificuldade na realização de tarefas simples, gerenciamento da agenda e memória, porém a crise convulsiva não é manifestação de quadros de microangiopatia, devendo ser investigada.
Sugiro que sua irmão realize consulta com médico neurologista.
A microangiopatia é um achado de exame de imagem cerebral associado a fatores de risco cardiovascular. Uma manifestação comum é a presença de alterações cognitivas como dificuldade na realização de tarefas simples, gerenciamento da agenda e memória, porém a crise convulsiva não é manifestação de quadros de microangiopatia, devendo ser investigada.
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Olá! Sua irmã sofre microangiopatia provavelmente de origem isquêmica, evidenciada por alterações vasculares nos pequenos vasos do cérebro, que geralmente estão associadas a fatores de risco como hipertensão e diabetes. As crises convulsivas podem estar relacionadas a focos de irritação cortical, secundários a lesões vasculares. Consequentemente compromete a parte cognitiva do cérebro de grau leve a moderado, possivelmente decorrente de microangiopatia ou das crises convulsivas. A associação desses achados sugere um quadro neurológico crônico com possíveis repercussões cognitivas e funcionais, necessitando de acompanhamento neurológico e investigação complementar com ressonância magnética, eletroencefalograma e teste cognitivo-mini mental.
É importante avaliação com neurologista para identificar o verdadeiro diagnóstico, tratar e estabilizar os sintomas que você relatou.
Excelente pergunta — e muito importante, pois a microangiopatia cerebral, quando associada a crises convulsivas e lapsos de memória, merece sim atenção especial e acompanhamento neurológico contínuo, já que esses sintomas podem indicar sofrimento funcional das pequenas artérias cerebrais e suas repercussões sobre a atividade elétrica e cognitiva do cérebro.
A microangiopatia é uma alteração nos pequenos vasos sanguíneos do cérebro, geralmente causada por envelhecimento, hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo ou predisposição genética. Esses vasos se tornam mais espessos e menos elásticos, reduzindo a irrigação de áreas cerebrais delicadas — o que pode gerar pequenas lesões isquêmicas (microinfartos) visíveis em exames de imagem, como a ressonância magnética.
Vamos entender os sintomas que você descreveu:
1⃣ Crises convulsivas:
As lesões microangiopáticas podem irritar o tecido cerebral, gerando descargas elétricas anormais e, consequentemente, crises epilépticas. Isso não é o mais comum, mas pode acontecer, principalmente quando as lesões se concentram em regiões corticais.
Nesse caso, é fundamental que o neurologista avalie com exames complementares (como EEG e ressonância) se as crises estão relacionadas às áreas afetadas e se há necessidade de ajuste da medicação anticonvulsivante.
2⃣ Lapsos de memória:
A microangiopatia crônica pode afetar áreas envolvidas na atenção e memória (como o hipocampo e os lobos frontais), gerando esquecimentos, lentificação do raciocínio e dificuldade de concentração.
Esses sintomas tendem a progredir lentamente e estão ligados à redução da perfusão cerebral — motivo pelo qual é essencial controlar rigorosamente os fatores de risco vascular (pressão, glicose, colesterol).
3⃣ Importância da associação entre os dois sintomas:
Quando há crises convulsivas e lapsos de memória simultaneamente, isso indica que o cérebro pode estar sofrendo mais do que o esperado apenas pela microangiopatia isolada. Nesses casos, o acompanhamento deve ser mais rigoroso, pois existe risco aumentado de declínio cognitivo e de novos eventos vasculares.
O acompanhamento ideal deve incluir:
Ressonância magnética cerebral periódica, para monitorar a progressão das lesões;
EEG (eletroencefalograma) para avaliar a atividade elétrica cerebral e ajustar o controle das crises;
Controle rigoroso da pressão arterial, diabetes, colesterol e hábitos de vida (sono, alimentação, atividade física e cessação do tabagismo);
Acompanhamento com neurologista e, se indicado, neuropsicólogo, para avaliação detalhada da memória e das funções cognitivas;
Uso de medicação anticonvulsivante adequada e bem ajustada para evitar novas crises.
Em resumo: as crises convulsivas e lapsos de memória não são manifestações obrigatórias da microangiopatia, mas podem ocorrer como complicações secundárias, especialmente quando as lesões afetam áreas corticais ou associativas do cérebro. Isso exige acompanhamento próximo do neurologista, com tratamento medicamentoso e controle rigoroso dos fatores vasculares para evitar progressão.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Recomendo que sua irmã mantenha acompanhamento regular com um neurologista especializado em doenças cerebrovasculares, para definir o plano de tratamento mais adequado e prevenir novas crises ou agravamento dos sintomas cognitivos. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar nesse acompanhamento, sempre com foco em neurologia clínica, prevenção vascular e controle de epilepsia secundária.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Medicina do Sono e Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
A microangiopatia é uma alteração nos pequenos vasos sanguíneos do cérebro, geralmente causada por envelhecimento, hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo ou predisposição genética. Esses vasos se tornam mais espessos e menos elásticos, reduzindo a irrigação de áreas cerebrais delicadas — o que pode gerar pequenas lesões isquêmicas (microinfartos) visíveis em exames de imagem, como a ressonância magnética.
Vamos entender os sintomas que você descreveu:
1⃣ Crises convulsivas:
As lesões microangiopáticas podem irritar o tecido cerebral, gerando descargas elétricas anormais e, consequentemente, crises epilépticas. Isso não é o mais comum, mas pode acontecer, principalmente quando as lesões se concentram em regiões corticais.
Nesse caso, é fundamental que o neurologista avalie com exames complementares (como EEG e ressonância) se as crises estão relacionadas às áreas afetadas e se há necessidade de ajuste da medicação anticonvulsivante.
2⃣ Lapsos de memória:
A microangiopatia crônica pode afetar áreas envolvidas na atenção e memória (como o hipocampo e os lobos frontais), gerando esquecimentos, lentificação do raciocínio e dificuldade de concentração.
Esses sintomas tendem a progredir lentamente e estão ligados à redução da perfusão cerebral — motivo pelo qual é essencial controlar rigorosamente os fatores de risco vascular (pressão, glicose, colesterol).
3⃣ Importância da associação entre os dois sintomas:
Quando há crises convulsivas e lapsos de memória simultaneamente, isso indica que o cérebro pode estar sofrendo mais do que o esperado apenas pela microangiopatia isolada. Nesses casos, o acompanhamento deve ser mais rigoroso, pois existe risco aumentado de declínio cognitivo e de novos eventos vasculares.
O acompanhamento ideal deve incluir:
Ressonância magnética cerebral periódica, para monitorar a progressão das lesões;
EEG (eletroencefalograma) para avaliar a atividade elétrica cerebral e ajustar o controle das crises;
Controle rigoroso da pressão arterial, diabetes, colesterol e hábitos de vida (sono, alimentação, atividade física e cessação do tabagismo);
Acompanhamento com neurologista e, se indicado, neuropsicólogo, para avaliação detalhada da memória e das funções cognitivas;
Uso de medicação anticonvulsivante adequada e bem ajustada para evitar novas crises.
Em resumo: as crises convulsivas e lapsos de memória não são manifestações obrigatórias da microangiopatia, mas podem ocorrer como complicações secundárias, especialmente quando as lesões afetam áreas corticais ou associativas do cérebro. Isso exige acompanhamento próximo do neurologista, com tratamento medicamentoso e controle rigoroso dos fatores vasculares para evitar progressão.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Recomendo que sua irmã mantenha acompanhamento regular com um neurologista especializado em doenças cerebrovasculares, para definir o plano de tratamento mais adequado e prevenir novas crises ou agravamento dos sintomas cognitivos. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar nesse acompanhamento, sempre com foco em neurologia clínica, prevenção vascular e controle de epilepsia secundária.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Medicina do Sono e Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
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