Minha sogra teve um AVC isquemico a quase 2 anos e ficou com sequelas na fala, braço e perna. Gostar

4 respostas
Minha sogra teve um AVC isquemico a quase 2 anos e ficou com sequelas na fala, braço e perna. Gostaria de saber se nesse caso se consegue fazer a cirurgia para a retirada do coágulo.?
Dr. Luis Rufino Magalhães
Cirurgião vascular, Angiologista
Fortaleza
Nesse caso não há necessidade de remover coágulo. As sequelas já aconteceram e não tem como reverter completamente. O ideal é fazer fisioterapia para melhorar a parte física em relação as sequelas, controlar os fatores de risco para novo AVC, como pressao alta, cigarro e procurar um cirurgião vascular para melhor avaliação e realização do Doppler de carotidas, muito importante nos pacientes que já sofreram AVC para prevenir possíveis novos episódios.

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Um terço dos AVCs são de causa carotídea, ou seja, placa aterosclerótica na artéria carótida que emboliza ou oclui, causando o AVC. Os outros dois terços estão relacionados a hipertensão e doenças cardíacas. Neste caso não há mais como retirar o coágulo que já causou o dano cerebral, porém se a causa for uma lesão na carótida, e esta não estiver ocluida, deve ser tratada. Precisa ser avaliada por cardiologista e cirurgião vascular para melhor conduta.
Dra. Patricia Gomes Damasceno
Neurologista, Médico do sono, Neurofisiologista
São Paulo
Excelente pergunta — e muito relevante, pois o tratamento cirúrgico para retirada de coágulo (trombectomia ou cirurgia descompressiva) só é indicado nas primeiras horas após o AVC isquêmico, quando o coágulo ainda está obstruindo o fluxo sanguíneo cerebral e o tecido nervoso ainda pode ser salvo. Após dois anos do evento, o coágulo já não está mais presente, pois ele é naturalmente absorvido pelo organismo nas primeiras semanas. O que permanecem são as sequelas neurológicas deixadas pela área cerebral que sofreu isquemia (falta de sangue e oxigênio). Assim, neste estágio, não há mais indicação de cirurgia para retirada do trombo, mas sim de tratamento reabilitacional e prevenção secundária — para evitar novos AVCs e melhorar a qualidade de vida. Atualmente, existem duas abordagens emergenciais que podem ser usadas nas primeiras horas de um AVC isquêmico: a trombólise medicamentosa (com alteplase intravenosa, até 4h30 após o início dos sintomas) e a trombectomia mecânica (cateterismo cerebral que remove o coágulo, indicada até 6 horas — e, em casos selecionados, até 24 horas — após o início). No entanto, após o período agudo, o foco do tratamento muda completamente: a prioridade passa a ser prevenir novas obstruções vasculares com uso de antiagregantes, controle da pressão arterial, colesterol e glicemia, além de fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional para recuperar funções motoras e de fala. Mesmo depois de dois anos, ainda é possível estimular a neuroplasticidade cerebral — a capacidade do cérebro de criar novas conexões —, o que pode gerar melhorias graduais na fala e na mobilidade, especialmente se houver engajamento em terapias contínuas e personalizadas. Em resumo: a cirurgia para retirar coágulo só é indicada nas primeiras horas após o AVC isquêmico; depois desse tempo, o coágulo já não está mais presente, e o foco deve ser na reabilitação e prevenção de novos eventos. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com o neurologista e equipe multiprofissional é essencial para planejar a reabilitação adequada e reduzir riscos futuros. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, reabilitação pós-AVC e medicina do sono, sempre com uma abordagem técnica e humanizada. Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono | CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
Dra. Camila Cirino Pereira
Neurologista, Médico do sono, Psiquiatra
São Paulo
Quando ocorre um AVC isquêmico (derrame por obstrução de um vaso cerebral), o coágulo que bloqueou a circulação sanguínea precisa ser removido imediatamente nas primeiras horas para evitar sequelas — geralmente por meio de trombólise (uso de medicamentos para dissolver o trombo) ou trombectomia mecânica (cirurgia endovascular para retirar o coágulo). No entanto, esses procedimentos só são indicados durante a fase aguda, dentro de uma janela terapêutica muito curta, normalmente de até 4h30 para a trombólise e até 6 a 24 horas para a trombectomia, dependendo do caso e dos exames de imagem. Após quase dois anos do AVC, o coágulo já foi reabsorvido naturalmente pelo organismo, e o que permanece são as áreas de tecido cerebral danificado (gliose ou cicatriz neurológica), que não podem mais ser tratadas com cirurgia de remoção do trombo. Nessa fase, o foco do tratamento passa a ser a reabilitação neurológica e funcional, com o objetivo de recuperar o máximo possível de movimento, fala e independência. O que ainda pode e deve ser feito inclui: • Fisioterapia motora e neurológica intensiva, para estimular plasticidade cerebral e reorganização neural; • Fonoaudiologia, essencial nos casos com sequelas de fala e deglutição; • Terapia ocupacional, para readaptar tarefas do dia a dia e melhorar autonomia; • Avaliação neurológica e vascular periódica, para ajustar medicamentos e prevenir novos AVCs; • Controle rigoroso de fatores de risco como pressão alta, diabetes, colesterol, tabagismo e sedentarismo. Em alguns casos, o neurologista pode solicitar novos exames de imagem (ressonância magnética ou angiotomografia cerebral) apenas para avaliar a circulação cerebral atual, mas não há mais indicação cirúrgica para retirada do coágulo. Em resumo: a cirurgia de retirada de coágulo só é possível nas primeiras horas do AVC; após dois anos, o tratamento deve ser totalmente direcionado à reabilitação e prevenção de novos eventos. O acompanhamento com um neurologista vascular é fundamental para definir o melhor plano de cuidado e ajustar as medicações conforme o quadro atual. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, reabilitação pós-AVC e regulação neurofuncional, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira – Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728

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