Minha tia de 71 anos foi diagnosticada com demência, ela mora com a filha que possui 02 crianças, tr
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Minha tia de 71 anos foi diagnosticada com demência, ela mora com a filha que possui 02 crianças, trabalha fora, além de ser esposa e tb trabalhar em casa. Está tendo uma grande confusão na família pelo fato dela desejar colocar a mãe em uma casa de repouso e tds serem contra optando por uma cuidadora.
Ela está bem agressiva, se jogando no chão, gritando, fazendo as necessidades no chão.
A melhor opção seria mesmo a casa de repouso?
Não sabemos em qual nível de demência ela está, porém pelas coisas que ela anda fazendo e falando creio que não está no começo, podem me auxiliar?
Ela está bem agressiva, se jogando no chão, gritando, fazendo as necessidades no chão.
A melhor opção seria mesmo a casa de repouso?
Não sabemos em qual nível de demência ela está, porém pelas coisas que ela anda fazendo e falando creio que não está no começo, podem me auxiliar?
Olá! As alterações comportamentais associadas às Demências devem ser investigadas e tratadas, com abordagem de fatores precipitantes, ajuste de medicamentos e orientações sobre o manejo não farmacológico (a fim de que as pessoas envolvidas nos cuidados possam ser instruídas sobre como manejar da melhor maneira possível). A opção por Instituições de Longa Permanência ou contratação de cuidadores depende de diversos fatores, como a rotina da família, o vínculo com o(a) idoso(a), as possibilidades de cuidados e até mesmo as questões financeiras. Cada caso deve ser individualizado e abordado de forma personalizada, de preferência em conjunto com o profissional responsável pelo(a) acompanhamento daquele(a) idoso(a)
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Boa tarde! Entendo como essa situação está sendo difícil para toda a família, e quero reforçar que não existe decisão “certa ou errada”, e sim o que é mais seguro e adequado para o momento clínico da sua tia.
Pelos comportamentos que você descreveu — agressividade, queda no chão, gritos, desorganização importante, perda do controle esfincteriano e alterações marcantes do comportamento — é pouco provável que ela esteja em estágio inicial. Esses sinais sugerem um quadro mais avançado da demência ou uma descompensação aguda que também precisa ser investigada (infecções, dor, constipação, efeitos de medicamentos, distúrbios do sono, entre outros).
Nessas situações, o ponto central é segurança e cuidado contínuo. A filha que cuida já acumula múltiplas funções (trabalho, casa, filhos pequenos), e isso torna praticamente impossível manter 24h de supervisão de qualidade, o que coloca a paciente e a própria cuidadora em risco de esgotamento físico e emocional.
A escolha entre cuidadora em casa e casa de repouso depende de três fatores principais:
Intensidade do cuidado necessário – Se há riscos de agressão, quedas, fugas ou necessidade de vigilância 24h, uma instituição pode oferecer uma estrutura mais segura, equipe treinada e supervisão contínua.
Suporte familiar real – É importante avaliar o que a família consegue fazer de forma sustentável, sem culpa e sem sobrecarregar uma única pessoa.
Recursos disponíveis – Cuidadoras podem funcionar bem nos estágios leves/moderados; nos estágios avançados, muitas vezes a instituição é mais apropriada.
Pelo cenário que você descreve, uma casa de repouso pode sim ser uma opção adequada, principalmente se houver equipe de enfermagem, rotina estruturada, segurança e possibilidade de manejo comportamental. Isso não significa abandono, e sim garantir que ela terá um ambiente preparado para esse tipo de cuidado — e que a filha possa continuar sendo filha, não apenas cuidadora exausta.
Minha orientação seria:
Agendar uma avaliação geriátrica completa para definir o estágio da demência e descartar causas reversíveis de piora.
Discutir abertamente com a família o que é possível manter com segurança.
Visitar instituições e avaliar estrutura, equipe e abordagem.
Caso optem por manter em casa, considerar plantões 24h de cuidadoras ou apoio rotativo entre familiares — algo que realmente funcione na prática.
Estou à disposição para orientar mais, caso precisem.
Pelos comportamentos que você descreveu — agressividade, queda no chão, gritos, desorganização importante, perda do controle esfincteriano e alterações marcantes do comportamento — é pouco provável que ela esteja em estágio inicial. Esses sinais sugerem um quadro mais avançado da demência ou uma descompensação aguda que também precisa ser investigada (infecções, dor, constipação, efeitos de medicamentos, distúrbios do sono, entre outros).
Nessas situações, o ponto central é segurança e cuidado contínuo. A filha que cuida já acumula múltiplas funções (trabalho, casa, filhos pequenos), e isso torna praticamente impossível manter 24h de supervisão de qualidade, o que coloca a paciente e a própria cuidadora em risco de esgotamento físico e emocional.
A escolha entre cuidadora em casa e casa de repouso depende de três fatores principais:
Intensidade do cuidado necessário – Se há riscos de agressão, quedas, fugas ou necessidade de vigilância 24h, uma instituição pode oferecer uma estrutura mais segura, equipe treinada e supervisão contínua.
Suporte familiar real – É importante avaliar o que a família consegue fazer de forma sustentável, sem culpa e sem sobrecarregar uma única pessoa.
Recursos disponíveis – Cuidadoras podem funcionar bem nos estágios leves/moderados; nos estágios avançados, muitas vezes a instituição é mais apropriada.
Pelo cenário que você descreve, uma casa de repouso pode sim ser uma opção adequada, principalmente se houver equipe de enfermagem, rotina estruturada, segurança e possibilidade de manejo comportamental. Isso não significa abandono, e sim garantir que ela terá um ambiente preparado para esse tipo de cuidado — e que a filha possa continuar sendo filha, não apenas cuidadora exausta.
Minha orientação seria:
Agendar uma avaliação geriátrica completa para definir o estágio da demência e descartar causas reversíveis de piora.
Discutir abertamente com a família o que é possível manter com segurança.
Visitar instituições e avaliar estrutura, equipe e abordagem.
Caso optem por manter em casa, considerar plantões 24h de cuidadoras ou apoio rotativo entre familiares — algo que realmente funcione na prática.
Estou à disposição para orientar mais, caso precisem.
Bom dia! Pelo que entendi, temos uma questão social além da questão médica. Várias ações multidisciplinares e interdisciplinares devem ser tomadas ( alguns tipos de profissionais de saúde atuando ao mesmo tempo e se auxiliando mutuamente). Mas é necessário um coordenador destas ações. Este profissional é o Geriatra. A partir do diagnóstico correto do tipo de demência, várias ações poderão ser desencadeadas visando a correta condução do caso e criação de um plano de cuidados que favoreça a paciente e também seja adequado à realidade da família.
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