Muitas pessoas com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) passam horas isoladas em jogos de vi

Muitas pessoas com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) passam horas isoladas em jogos de videogame ou redes sociais. Como a psiquiatria avalia o uso dessas tecnologias como uma forma de "refúgio emocional"?

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No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), o uso intenso de videogames ou redes sociais pode ser compreendido, em alguns casos, como uma estratégia de regulação emocional. A tecnologia pode funcionar como uma forma de distração, alívio temporário da angústia, redução da sensação de vazio ou fuga de sentimentos difíceis, como rejeição, ansiedade, tristeza profunda ou conflitos interpessoais. A avaliação psiquiátrica não considera automaticamente esse comportamento como um problema, pois muitas pessoas utilizam jogos e redes sociais de maneira saudável. O ponto principal é entender a função desse uso: se é lazer equilibrado ou se está sendo utilizado como única forma de lidar com emoções, levando a isolamento, prejuízo no trabalho, estudos, relacionamentos ou abandono de atividades importantes. No tratamento, o objetivo não é simplesmente retirar a tecnologia, mas ampliar o repertório de estratégias emocionais. Psicoterapias focadas em habilidades de regulação emocional, como a terapia dialética comportamental, ajudam o paciente a desenvolver alternativas para lidar com sofrimento, impulsividade, ansiedade, irritabilidade e sensação de vazio. A medicação pode ser considerada quando existem sintomas associados, como depressão, transtorno de ansiedade, insônia ou crises emocionais intensas.


No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), o uso intenso de videogames ou redes sociais como forma de “refúgio emocional” é avaliado pelo psiquiatra considerando a função que esse comportamento exerce na vida do paciente. A tecnologia pode funcionar como uma estratégia de afastamento temporário de emoções dolorosas, conflitos interpessoais, sensação de vazio, rejeição ou dificuldade de lidar com sofrimento intenso. A avaliação clínica busca diferenciar um uso saudável, relacionado a lazer e conexão social, de um padrão de esquiva emocional ou comportamento compulsivo que prejudique sono, trabalho, estudos, relacionamentos e autocuidado. São investigados fatores como perda de controle sobre o tempo de uso, isolamento progressivo, aumento da ansiedade quando desconectado e presença de sintomas associados, como depressão, transtornos de ansiedade, transtornos de humor, transtorno do pânico e TDAH em adultos. O manejo psiquiátrico não costuma focar apenas na retirada da tecnologia, mas na compreensão das necessidades emocionais que ela está compensando. O tratamento envolve desenvolver estratégias mais adaptativas de regulação emocional, tolerância ao desconforto e fortalecimento dos vínculos interpessoais. Psicoterapias estruturadas, como Terapia Comportamental Dialética e Terapia Baseada em Mentalização, possuem papel fundamental, enquanto a farmacoterapia pode auxiliar em sintomas associados quando indicada.


Na perspectiva psiquiátrica, o uso intenso de videogames e redes sociais em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser compreendido, em alguns casos, como uma estratégia de regulação emocional ou um “refúgio” diante de sentimentos difíceis, como vazio, rejeição, solidão, ansiedade intensa ou conflitos interpessoais. Essas atividades podem oferecer sensação temporária de controle, pertencimento, distração e recompensa emocional. O psiquiatra avalia não apenas o tempo de uso da tecnologia, mas principalmente a função que ela exerce na vida do paciente. Quando o videogame ou as redes sociais são utilizados como uma forma de evitar emoções dolorosas, escapar de relacionamentos ou interromper o contato com a realidade emocional, podem se tornar um comportamento de esquiva e contribuir para isolamento social. Entretanto, a tecnologia não é necessariamente prejudicial. Comunidades virtuais podem oferecer apoio, conexão social e sensação de pertencimento quando utilizadas de forma equilibrada. O objetivo do tratamento não é simplesmente retirar esses recursos, mas compreender os gatilhos emocionais envolvidos e desenvolver alternativas mais saudáveis de enfrentamento. A abordagem psiquiátrica e psicoterapêutica busca trabalhar regulação emocional, tolerância ao sofrimento, autoestima, habilidades sociais e construção de vínculos reais. Terapias baseadas em evidências, como a Terapia Dialética Comportamental, auxiliam o paciente com TPB a ampliar suas estratégias de enfrentamento, reduzindo a dependência de comportamentos de fuga e favorecendo maior qualidade de vida.


No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), o uso intenso de videogames e redes sociais pode ser compreendido pela psiquiatria como uma estratégia de enfrentamento diante de sofrimento emocional, funcionando como um possível “refúgio” temporário para reduzir sentimentos de vazio, ansiedade, solidão, rejeição ou angústia intensa. Essas atividades podem oferecer sensação de controle, previsibilidade, recompensa imediata e conexão social sem a complexidade dos relacionamentos presenciais. O psiquiatra avalia se o uso é adaptativo ou se representa esquiva emocional, isolamento, prejuízo funcional, alteração do sono ou dificuldade de lidar com conflitos. A abordagem envolve compreender a função desse comportamento, trabalhar regulação emocional, habilidades sociais e enfrentamento saudável, com psicoterapia especializada, como terapia dialética comportamental, além do acompanhamento psiquiátrico para sintomas associados como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade e transtornos de humor.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.