o ciclo menstrual pode influenciar na percepção de melhora dos sintomas ansiosos após uma nova crise
o ciclo menstrual pode influenciar na percepção de melhora dos sintomas ansiosos após uma nova crise (desencadeada por uma vagal - ambiente lotado) depois de um período longo estável e sem modificação na medicação de base, apenas inclusão temporária de benzodiazepinico (alprazolam)? (hipervigilancia, sensação de “estagnação”, cabeça área ou oca e distanciamento, dificuldade de relaxar etc) ? normalmente os hormônios tendem a estabilizar e abrandar esses sintomas após q dia do ciclo ?
4 respostas
Sim, isso é relativamente comum. O ciclo menstrual pode influenciar a intensidade e a percepção dos sintomas ansiosos, principalmente na fase lútea, que corresponde ao período entre a ovulação e o início da menstruação. Nessa fase, algumas pessoas apresentam piora da ansiedade, irritabilidade, hipervigilância e maior dificuldade para relaxar, mesmo sem mudança na medicação. Não existe um dia exato em que os hormônios “estabilizam” para todas as pessoas. Quando há um padrão pré-menstrual, os sintomas costumam começar a melhorar nos primeiros dias da menstruação e ficar mais leves ao longo da primeira semana do ciclo. No seu caso, porém, também houve uma crise após uma situação desconfortável, seguida de hipervigilância e medo de os sintomas voltarem. Então o ciclo pode estar intensificando o quadro, mas provavelmente não explica tudo sozinho. Uma boa ideia é usar um calendário menstrual e anotar junto a intensidade da ansiedade, o sono e os demais sintomas. Isso pode ajudar bastante na avaliação com seu psiquiatra e ginecologista.
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Sim, o ciclo menstrual pode influenciar de forma significativa a intensidade dos sintomas de ansiedade e também a percepção de recuperação após uma crise. As oscilações dos hormônios podem afetar neurotransmissores que participam da regulação da ansiedade, do humor e da resposta ao estresse. Por isso, algumas mulheres percebem um aumento de sintomas como hipervigilância, sensação de "cabeça oca", desrealização, dificuldade para relaxar e maior sensibilidade corporal em determinadas fases do ciclo, mesmo mantendo a mesma medicação de base. No contexto que você descreve, também é esperado que, após uma crise intensa desencadeada por uma situação estressante, o sistema nervoso permaneça em um estado de maior alerta por algum tempo. Essa "hipervigilância" pode persistir por dias ou semanas, mesmo quando a crise já passou, e as oscilações hormonais podem tornar essa percepção mais intensa em determinados momentos do ciclo. O uso temporário do alprazolam pode ajudar a reduzir os sintomas agudos, mas a recuperação costuma depender também do tempo necessário para que o cérebro volte ao seu padrão habitual de funcionamento, além do controle dos fatores desencadeantes e, quando indicado, de estratégias como psicoterapia. Se você notar que existe um padrão consistente de piora relacionado ao ciclo menstrual, vale a pena comentar isso com o médico que acompanha seu tratamento. Em alguns casos, registrar os sintomas ao longo de dois ou três ciclos ajuda bastante a identificar essa relação e permite ajustar a abordagem de forma mais individualizada. Como cada caso tem suas particularidades, uma avaliação médica detalhada é importante para diferenciar oscilações hormonais esperadas de outras condições que possam estar contribuindo para os sintomas e definir a conduta mais adequada para você.
Sim, o ciclo menstrual pode influenciar a intensidade e a percepção dos sintomas ansiosos. Algumas pacientes apresentam exacerbação pré-menstrual de um transtorno ansioso já existente, principalmente na fase lútea, nos 7 a 14 dias anteriores à menstruação, mesmo permanecendo com a medicação de base inalterada. Entretanto, a crise ocorrida em ambiente lotado pode ter reativado um estado de hipervigilância e ansiedade antecipatória. Sensações de “cabeça aérea ou oca”, distanciamento e dificuldade de relaxar também podem ocorrer em crises ansiosas, episódios de desrealização ou após uma experiência vasovagal assustadora. Portanto, não é possível atribuir tudo exclusivamente aos hormônios. Não existe um dia exato para estabilização. Quando há um padrão pré-menstrual típico, os sintomas geralmente começam a melhorar com a chegada da menstruação e tendem a reduzir nos primeiros dias do fluxo, frequentemente entre o 2º e o 4º dia, mas isso varia entre as pacientes. Na exacerbação pré-menstrual de um transtorno já existente, a melhora pode ser parcial ou mais demorada. O alprazolam pode aliviar a crise temporariamente, mas não trata a causa de base e, dependendo da frequência e do horário de uso, pode ocorrer retorno da ansiedade entre as doses, sedação ou sensação de desconexão. Não aumente ou suspenda a medicação por conta própria. Recomendo registrar diariamente, por pelo menos dois ciclos, a intensidade da ansiedade, o dia do ciclo, o sono e o uso do alprazolam.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.
