Boa tarde, o meu filho tem TOC e toma Sertralina, hoje aumentou a dose de 50 mg para 100 mg . Ele te
Boa tarde, o meu filho tem TOC e toma Sertralina, hoje aumentou a dose de 50 mg para 100 mg . Ele tem 15 anos. Hoje após a toma, passado 2 a 3 horas ele teve uma crise de ansiedade forte ao ponto de eu ter que lhe dar o alprazolam 0.25 mg , indicado pelo médico em SOS, para o acalmar. É normal ele ter essas crises?
5 respostas
Pode acontecer, sim. Após o aumento da sertralina, algumas pessoas podem apresentar piora temporária da ansiedade, agitação ou inquietação, principalmente nos primeiros dias. Crianças e adolescentes também podem ser mais sensíveis aos aumentos de dose. Como a crise foi intensa e aconteceu poucas horas após a mudança de 50 mg para 100 mg, avise o médico que acompanha seu filho antes da próxima dose. Ele poderá avaliar se mantém esse aumento ou se seria melhor fazer uma subida mais gradual. O alprazolam pode ser usado conforme a orientação SOS já recebida, mas não deve ser repetido além do que foi prescrito. É importante ficar mais próximo dele nesse momento e observar se aparece irritabilidade muito diferente do habitual, agitação persistente, redução importante do sono, aumento da impulsividade ou pensamentos de se machucar. Nesses casos, procure avaliação médica com maior rapidez.
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Boa tarde! Entendo sua preocupação, principalmente quando os sintomas aparecem logo após um ajuste da medicação. Nas primeiras semanas após o aumento da dose da sertralina, algumas pessoas podem apresentar uma piora transitória da ansiedade, sensação de inquietação, nervosismo ou agitação. Esse efeito é conhecido e costuma ser temporário, enquanto o organismo se adapta à nova dose. Por esse motivo, alguns médicos prescrevem um benzodiazepínico, como o alprazolam, para uso eventual (SOS) durante esse período, exatamente como foi orientado para o seu filho. No entanto, é importante observar a intensidade, a frequência e a evolução dessas crises. Caso elas se tornem muito intensas, ocorram repetidamente, sejam acompanhadas de sintomas incomuns (como agitação importante, comportamento muito diferente do habitual ou ideias de autoagressão) ou não apresentem melhora nos próximos dias, o médico assistente deve ser informado para reavaliar a conduta. Enquanto isso, procure manter a medicação exatamente conforme a prescrição e evite interrompê-la ou alterar a dose por conta própria, pois isso pode dificultar ainda mais a adaptação ao tratamento. Como seu filho tem 15 anos, essa fase de acompanhamento é especialmente importante, já que adolescentes podem apresentar respostas diferentes aos medicamentos e precisam de monitoramento mais próximo após ajustes de dose. Uma avaliação individualizada permitirá verificar se essa reação faz parte da adaptação esperada ou se há necessidade de algum ajuste no tratamento. Espero que ele se sinta melhor em breve!
Sim, isso pode acontecer após o aumento da sertralina, especialmente em adolescentes. Nas primeiras horas ou dias após elevar a dose, algumas pessoas podem apresentar ativação, com aumento transitório da ansiedade, agitação, inquietação, insônia, irritabilidade ou sensação de pânico. Esse risco tende a ser maior após aumentos mais rápidos da dose. Entretanto, uma crise intensa não deve ser simplesmente considerada “normal”. Como ele passou diretamente de 50 mg para 100 mg e apresentou sintomas importantes, entre em contato com o médico prescritor antes de realizar novos ajustes, para avaliar se será necessário retornar temporariamente à dose anterior ou fazer um aumento mais gradual. Não modifique nem suspenda a sertralina por conta própria. O alprazolam pode ser utilizado somente da forma prescrita como SOS, sem repetir ou aumentar a dose sem orientação médica. Procure atendimento de urgência caso surjam agitação extrema, confusão, febre, tremores intensos, rigidez muscular, aceleração cardíaca persistente, comportamento muito diferente do habitual, ideias de morte ou autoagressão, ou sinais de euforia anormal com redução importante da necessidade de sono. Agende uma consulta para avaliarmos essa reação ao aumento da sertralina e definirmos uma titulação mais segura para o tratamento do TOC.
Entendo o susto, porque ele tem 15 anos, aumentou de 50 para 100 mg e, poucas horas depois, teve uma crise forte o bastante para precisar do alprazolam que o médico deixou como resgate. Pode haver mais ansiedade e inquietação após um aumento de sertralina, principalmente em quem já está muito sensível pelo TOC. Mas eu não trataria uma crise dessa intensidade apenas como algo “normal que precisa aguentar”. O que ajuda agora é observar como ele ficou depois: voltou ao padrão habitual ou permaneceu mais agitado, irritado, sem dormir ou com pensamentos muito mais intensos? Vale contar ao médico exatamente essa sequência, porque o momento da crise em relação ao aumento ajuda bastante a entender se foi uma ativação passageira ou se o ritmo do tratamento precisa ser revisto. Em adolescente, essa observação próxima faz diferença.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.
